Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
FRANCISCO COLAÇO PEDRO.TIMOR,TANTO PARA CONHECER

 

O Francisco Colaço Pedro é um jovem jornalista, filho de amigos, amigos da ânimo

e que, neste momento,está por Timor empenhado num outro projecto fora da sua área de formação. Os pais aceitam partilhar as experiências do Francisco por terras de Timor com os amigos. É o que fazemos.Uma extensa leitura para o fim-de-semana!Editaremos mais fotos para a semana!

 

 

TIMOR. TANTO PARA CONHECER

 

Os meus amigos de cá têm uma forma estranha e simples de se divertir nas noites. Tiram fotos ou fazem vídeos e riem muito. Pouco depois, vêem essas mesmas fotos ou vídeos no computador e riem muito. No sábado passado, estava a fumar um cigarro doce de cravinho no quintal das professoras portuguesas de Same, bem no interior da ilha, quando me chamam mais uma vez: “Francisco, vem cá ver!” Lá estavam reflectidas no ecrã as nossas caras de parvos a cantar coisas parvas. Mas, automaticamente, salta-se para outro vídeo. Vejo no ecrã pequeno umas pessoas ainda mais pequenas a cantar os parabéns a alguém. Devo ter demorado uns 30 segundos a perceber o que se estava a passar. Foi lindo! Uns, depois outros, depois outros, os meus amigos de repente tão estupidamente perto, dentro dum aparelhozeco no meio das montanhas de Timor. A surpresa. A saudade. A lagrimazinha. Daquelas coisas tão simples e simplesmente arrebatadoras. Foi lindo! – Muito, muito obrigado! – Já há muito que estou para contar coisas daqui.
 
 
 
 
Agora aproveito e faço-o em resposta ao vídeo. Deu-me para escrever coisas à toa, sem grande sentido, para aqueles que tiverem paciência para ler, e juntar umas fotos. Envio-vos este mail, a todos os que tiveram alguma coisa a ver com os vídeos maravilhosos que recebi, a todos os que me deram os parabéns e a todos os que, tal como eu, se esquecem ou nunca sabem dos aniversários dos outros. Aproveito para contar que o meu fim-de-semana foi em grande. Ouvi o “parabéns a você” em várias línguas e umas 5 vezes (não contando com o vídeo, que revi mil vezes). Na sexta adormeci no meu quartinho em Díli alcoolizado e feliz. No sábado acordei e zarpei num jipe alugado rumo ao centro da ilha, e só parámos para um jantar magnífico na casa das professoras portuguesas dessa vila perdida no meio das montanhas. Domingo subimos o Ramelau, a montanha mais alta de todas as antigas colónias portuguesas (3000 metros). Na subida, vultos deslizando através do imenso nevoeiro, passámos por enormes florestas de árvores mortas, onde o napalm indonésio não deixará tão cedo voltar a vida. No topo, nós, uma imagem da nossa-senhora-de-alguma-coisa e uma placa: “PORTUGAL, alto império que o sol logo em nascendo vê primeiro”. E na segunda-feira, na descida após o acampamento junto ao cume, a improvável (inevitável?) aventura. Duas francesas e uma australiana dirigem-se a nós com a delicadeza de quem esteve à beira de perder a vida. Resolveram fazer o trajecto de carro à noite e, já perto de onde começa a caminhada, ficaram com o carro balançando entre a estrada e a ravina, duas rodas no ar, duas em terra.
 
 
 
 
E nós, estrada bloqueada, presos na montanha. Telefona à embaixada de Portugal, telefona à da Austrália, aos bombeiros, à polícia das Nações Unidas. Lá aparecem num sofisticado carro UN um gorducho do El Salvador e um paquistanês. (A UN é assim uma família interminável, corrompida, esbanjadora, cheia de racismo e corrupção e que por cá vai fazendo de vez em quando umas coisas interessantes fora do alimentar regular de tachos). Muito prestáveis, vão, voltam, trazem um papel, vão, voltam, registam umas coisas, e passam-se horas. Lá vão lamentando que têm um equipamento fabuloso mas que não tem autorização para sair de Díli. Ao longo de todo aquele tempo, 10 timorenses aguardavam por ali perto ansiosíssimos, e pareciam conhecer o desfecho. A Australiana: “Ok, esqueçam, vamos deixá-los tentar”. Cortaram árvores à catanada, ergueram uma estrutura ravina acima por baixo do carro, montaram alavancas, ataram cordas, cavaram buracos. E riram, riram e riram. 1, 2, 3, os malaes (nós) dão uma ajuda, puxa!, e o carro lá volta para a estrada. Bela metáfora para o nosso mundo: de um lado as ‘nações unidas’ e todo o ‘progresso’, a ‘tecnologia’, afundados em burocracia e hierarquias; do outro a sabedoria e a organização populares, que à sua maneira resolvem os problemas. Lá voltámos para Díli, estafados, refrescados, e eu com um ano a mais. Vá que não mude assim muita coisa – só na minha cabeça “22 para 23” soa a bem mais velho. Sei que volto a conhecer gente por Díli e me mandarão a dica recorrente: “Tu tens pinta de ser novinho… Tens aí o quê, 27?” É engraçado só me dar com pessoas mais velhas. Sou dos estrangeiros mais novos a trabalhar em Timor (naturalmente muitos timorense começam a trabalhar duro aos 7 anos). Até sabe bem pensar em resposta “Vês, com 22 e já ando nestas andanças, como tu!”. Sinto que até já fiz e experimentei muita coisa, como qualquer pessoa desta geração que saltita entre biscates e estágios de 3 meses, mas continuo a sentir que viajei pouco – há tanto tanto para conhecer!
 
 
Há mais de seis meses aqui, sem saber se alguma vez voltarei a este lado do mundo (embora, ok, severamente desconfiando de que sim), e só me pirei uma vez de Timor, para o cliché turístico da região: Bali, na Indonésia. Um dia, conversa no facebook: “Solero, há quanto tempo!” “Xico!! Acordado a estas horas?” “Tou em Timor pá, e tu, a estas horas?” “Ah, tou em Massamá a fazer a mala, daqui a umas horas vou para a Indonésia”. Poucos dias depois acordava tão constipado quanto excitado e enfiava tudo na mochila. Passei umas horas no trabalho, para parecer bem, e à hora de almoço corri para o aeroporto. Chegado à famosa ilha, depois de uma espera desesperante para o visto, perdido no meio dos triliões de turistas, Franceses, Australianos, Japoneses, que diariamente ali aterram para viverem umas férias tão formatadas quanto o trabalho que interrompem, ouvi “Xico!!”. E ainda bem, porque o Solero estava irreconhecível. Com um belo bronze e um bigode à woodstock… “Há quanto tempo, meu!” Com a sua malta, foram a companhia ideal! Casa e carro alugados, planos traçados e largos sorrisos na cara – só tive de me deixar levar. Fomos até ao centro da ilha, ao vulcão que lhe deu origem e que hoje é um lago enorme e uma enorme montanha: Gunung Agung. Noite a cair e um balinês adorável lança a proposta: “Querem subi-la?” Duas coisas contraditoriamente incontestáveis: 1. era entusiasmante demais a ideia de subir uma montanha durante a noite, de viver aquela 2. não tínhamos material, agasalhos, dinheiro, etc. Deu para dar um jeito na segunda: um preço brutalmente regateado e uma corrida até uma lojinha para comprar ténis usados e camisolas manhosas. Às duas da manhã partimos pela montanha imensa, à conquista de um céu infinito, só nós, o nosso adorável guia e dois franceses por quem passámos, no seu mega uniforme Decathlon – incrédulos com o nosso equipamento. Não sei se acontecerá o mesmo a todas as pessoas que sobem montanhas. Nem sei se se sente o mesmo de todas as vezes que se sobe uma montanha. Mas assim espero!
 
 
 
Os momentos que passei no topo do Gunung Agung, aconchegado num cobertor, vão ficar bem aconchegados na minha memória recebendo bafos quentes do coração. A sensação de nada mais ver à volta, de estar acima de tudo. O sol a surgir como um ovo estrelado. A sombra colossal da montanha a deslizar do lado oposto. O nescafé quente, o mais saboroso que alguma vez bebi. Foi tudo de uma ternura inexplicável. E porque há coisas que simplesmente acontecem, não se explicam, na minha mochila tinha os Vagabundos do Dharma, do Kerouaq, livro que deu a tudo um tremendo sentido. Falando de coisas que acontecem, não se explicam… aconteceu outra com piada. Montes da Senhora é o nome engraçado de uma pequeníssima aldeia da Beira Baixa. Temos lá uma bonita casa de xisto, que passa todo o ano a suspirar por um encontro familiar ou por um louco fim-de-semana juvenil, que muito dificilmente chegam a acontecer. Ora, vir para Timor empurrou-me para bem mais perto dessa aldeia onde o meu pai cresceu. Podia tratar-se aquele fenómeno de dar valor às origens, àquilo que deixámos submerso em saudade, e que faz do tuga de Paris o mais fervoroso dos transmontanos. Mas não, o caso é mais simples – e muito mais estranho. Pergunto eu: qual é a probabilidade de se virem a conhecer num sítio como Díli três jovens cujos pais são amigos de infância, conterrâneos dessa mesma pequeníssima aldeia portuguesa? Uma tarde o meu pai alertou-me pela net para o primeiro encontro: “Está aí a coiso e tal, filha de coiso e tal, a ver se se conhecem”. Horas depois conheci uma amiga de uma amiga, com quem falei durante horas. E não sei por que raio os Montes vieram à conversa, e: “Ah, és tu!”, “Ah! És tu!”. Mais tarde, calhou falar desse episódio a um amigo, com quem me dava quase diariamente desde que ele chegara. Eu: “Bem, ainda estou parvo: eu e ela da mesma aldeia… É que ninguém conhece Montes da Senhora…” Ele: “Espera… tu disseste Montes da Senhora?” E pronto, o gang dos Três dos Montes em Díli estava formado. São duas pessoas maravilhosas, e entretanto receberam a visita dos pais. Estavam mortos por me conhecer e fomos jantar juntos. Troquei os restaurantes indonésios de um dólar por prato por um bom português à beira-mar. Como foi bonito conhecer histórias de uma terra da qual fui perdendo e perdendo o contacto, sem no entanto dela me poder desligar! Do dia-a-dia de então, divertido e miserável. Da minha avó. Deu-me vontade de lá voltar – e o encontro de nós os três nos Montes está assegurado. Bom, um dia. Até lá parece que posso ouvir os suspiros de xisto… Nessa noite encontrei, ou melhor, encontraram-me, primeiro o CEO e depois outro director da Timor Telecom. Os dois jantavam sozinhos e ficaram bem contentes por me darem uma palmadinha nas costas e comentar coisas como “então, também vens aqui”, “ah, este Francisco sempre de bicicleta, cuidado!”. Nessa noite repeti para mim que empresas não podem fazer pessoas felizes, e pensei que não quero acabar velho e rico e obcecado por sucesso e armado em importante e sozinho. As pessoas interessantes são as que não desistem de ir sendo diferentes, de se rebelar e ir fazer algo fora do carreiro. E ao escrever isto lembro-me forçosamente do Jean. Estávamos em Tutuala, na ponta leste da ilha, o sol já tinha caído e os pescadores assavam-nos um belo peixe e batata-doce, quando ele apareceu, com o seu cheiro a suor antigo. Quando nos contou a sua história demorei a acreditar que aquela pessoa pudesse estar ali, naquele mesmo sítio, ao meu lado. O Jean tinha 45 anos quando saiu do Quebec, hoje tem 54. Há 9 anos que percorre o mundo – a pé. Empurra um triciclo com uns bens essenciais e anda, anda, anda. Pela América Latina, África, Europa, agora Ásia, pede hospitalidade às pessoas que encontra. “Então e… porquê? Por que é que resolveste fazer isto?” “Ah, crise de meia-idade.” Não era uma piada. Tinha um emprego banal, nunca saíra do Canadá, não falava senão francês – até perceber que a sua vida não fazia qualquer sentido. E agora ali estava, na fase final (falta um ano e meio para atravessar a Austrália e regressar a casa) de uma aventura que resolveu dedicar à paz e a todas as crianças. Ali estava, a dizer-me: “Gostava de ser uma inspiração por onde passo. Seja uma canção, um grito, um abraço, uma grande aventura… qualquer pessoa pode fazer a diferença”. Dois dias depois fui encontrar-me com ele em Díli. Fui de bicicleta e gravador no bolso. Ele regressara da ponta da ilha à boleia, tinha acabado de chegar a casa de alguém que o acolhia por aquela noite, bem no meio de um populoso bairro da capital. Fomos jantar a um paupérrimo e bonito restaurante ali ao lado, onde por certo há muito tempo não entrava um malae. Não se cansou de falar e eu não poderia cansar-me de o ouvir. Após nove anos a contar a mesmíssima história a toda a gente, estava genuinamente feliz pelo interesse que eu mostrara, e tinha o maior desejo de que eu fosse bem sucedido em encontrar uma revista portuguesa que quisesse aquela história. O respeito, quase contemplativo, com que comecei por falar com ele, emocionado pela sorte de estar a intersectar um projecto tão bonito, cedo deu lugar à descontracção e empatia total, graças à simplicidade quase infantil, a humildade meiga, de alguém que há uma década não faz mais nada do que conhecer as pessoas do mundo. Se sempre vier a publicar a história (ainda não tive tempo para a escrever) digo. Entretanto se quiserem conheçam-no aqui: http://www.wwwalk.org/  Eu recordarei o momento em que leva as mãos ao mar e diz “Feito. Mais um país atravessado”. Tínhamos ido lá para viver dois dias intensíssimos. Na ponta este de Timor, a umas 7 horas de viagem de Díli, esconde-se esse que é um dos sítios mais paradisíacos onde já estive. Ao redor da pequena ilha de Jaco, a cor da água é deslumbrante. Apenas dois metros mar adentro e uns simples óculos de natação permitiam-nos entrar no fantástico mundo das centenas de peixes, das algas, dos corais, de cores vivas e brilhantes. Entretanto fizemos lentamente a longa viagem de regresso, com poucas conversas. O meu rabo doía onde quer que me sentasse e já só queria chegar a casa. No fim da viagem comentávamos entre nós a beleza da ilha e daquele fim-de-semana, para logo depois irmos descansar para as nossas camas, de volta à vida chata de Díli. Podia ter sido assim, mas claro que não. Era a última subida. Logo ali, do outro lado do monte, escondiam-se as luzes de Díli. E foi aí, na última de tantas subidas, que ficámos sem gasolina. Noite cerrada, esperámos até que alguém parasse. Foi um camião. O condutor, feliz e divertido como só um timorense, ligou um cabo ao jipe e nós saltámos para a parte de trás do camião. Sete malaes estoirados e radiantes, a ver as estrelas deslizar por cima de nós, até serem substituídas pelas luzes da cidade – como os duros mas reais raios matinais a despertar do prazer de um sonho, ao começo de mais um deprimente dia de trabalho. Não creiam pois que isto por cá é só grandes histórias, estes e-mails são matreiros. 80% do tempo – demasiado! – continua a ser estar sentadinho e a produzir muito pouco em frente ao computador numa sala com paredes brancas e ar condicionado, com pausas para ir mostrar ao CEO os comunicados de imprensa e os discursos que escrevo por ele, para ir ter reuniões aqui e ali sobre os projectos de responsabilidade social da empresa, para ler e sacar textos da net e cultivar-me enquanto perigoso terrorista de extrema-esquerda, para espreitar o computador do estagiário à minha frente que passa horas descaradas a sacar fotografias de raparigas indonésias do facebook, ou para, neste caso, escrever um textozeco sem parágrafos sobre não sei bem o quê, que no fim copio para a caixa de texto do hotmail – esse e-mail parvo, ratodoporao@hotmail.com, que utilizo para falar com quem quer que seja, nunca tive outro – e ali clico “enviar”, para que o texto corra o mundo…
 


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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
DDV.A ARTE NÃO SE ESGOTA NEM NAS GALERIAS NEM NAS CATEDRAIS

O projecto DDV -Dá Deus Vozes,leva-nos, hoje, à secção de brinquedos de um qualquer shopping perto de si para ouvir....Iesu, de J.S.Bach, quer dizer, aproximações ao tema.

 

Mesmo estranhando, nenhum dos seguranças se opôs.

De facto, a música, como as artes plásticas, em geral, fazem-nos acreditar, cada vez mais, que a arte não se esgota nem nas galerias, nem nas catedrais.

 

antónio colaço

 

 



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OI, LURIAN DA SILVA, VOCÊ ESTEVE MESMO EM MAÇÃO, CARA?!

 

 

A filha de Lula da Silva esteve em Mação. Em Mação existe um Instituto  chamado  "Terrra e ....Memória", que ela quer implantar, também, lá no Brasil.

 

- Mesmo nas barbas da Câmara, Lurian, conte prá nóis, vuocê viu máis esti atentádo à nossa "memóriá?!Contji, Lurian, que à gentji não acredita que vuocê tenhá vistô e naáda tenha dito, sinhorá!!!!!à gentji por cá é assim, ou déstroi "mémória´" ou mal trauta memória, né?!

Olhe áqui em baixô, nesta outra foto mesmimho ná cára da Cãmara, tá vendo Lurian?! Olhi só o mau exemplo que os nuossos autárcas estão dando. E vuocê veio cá e náda djisse como vêm fazendo os académicôs desse taul "Instituto de Térra e ...Mémóriá"?! Santo Deus,mi djiga, comeu, ao ménos, algum enchido dos nuossos, alguma fôfa dás nuossas, sinhuorá?!

 

 

antónio colaço

 

NR

Nada nos move contra quem investe em Mação, nomeadamente, os proprietários da obra em causa. Agora, quem permite mais este verdadeiro atentado à nossa Memória colectiva, desde logo, o presidente  de uma Câmara que parece só ter olhos para o que em nós é rupestre, estamos conversados!

 

 

Até quando os maçanicos assistirão impávidos e serenos a este progressivo descaracterizar da nossa Memória?!

Mais do que um Instituto da dita Memória do que precisamos é de um substituto na Câmara que altere, de uma vez por todas, este espezinhar do que fomos!

Claro que já nem se questiona a solidariedade dos nossos rupestres académicos e como só saem lá das suas rupestres grutas para virem aviar uns almocitos à vila .... deixemo-los andar entretidos, pelo menos sempre deixam uns cobres nos magros orçamentos da nossa hotelaria. Ou pagarão em .... "silex"?! 

 

 

 



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ÂNIMOS EXALTADOS

Depois de termos marcado, o golo veio dar mais ânimo aqui à Comunidade.

 

Representante Comunidade Portuguesa África do Sul, TSF

 

2

 

Pacheco Pereira aqueceu os ânimos na reunião do grupo parlamentar do PSD, esta manhã, ao questionar Aguiar Branco a propósito da contratação dos serviços da agência LMP para assessorar os deputados sociais-democratas.

 

Sol

 



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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
MATINAS

Basílica da Estrela, há pouco.

 

 

 

Um céu feito de fios, candeeiros e mil outros sinais.

Um Sol rompendo as nuvens iluminando-nos os ais, mas, Tu, sempre presente, por muito que Te julguemos de nós afastado, ausente, encerrado nas erguidas catedrais.

 

antónio colaço

 



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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
ÂNIMOS EXALTADOS

 

Pela primeira vez na minha vida estou a tentar acalmar os ânimos!

Treinador Bósnio, SICN

 

As farmácias portuguesas têm ânimo para dar!

Anúncio Assoc Farmácias Portuguesas, SICN (citação de memória)

 



publicado por animo às 21:18
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Sábado, 14 de Novembro de 2009
WEBANGELHO DE ANSELMO

 

 

Pe Anselmo Borges

In, DN hoje

 

O DIA DA FILOSOFIA

 

Mas, afinal, o que é e para que serve a filosofia? D. Huisman e A. Vergez, numa bela introdução à sua temática, escrevem, não sem razão, que há duas palavras que fazem do Hamlet "a peça filosófica por excelência". Primeiro, há o famoso solilóquio: "To be or not to be: that is the question" - ser ou não ser: eis a questão -, e, depois, quando Polónio pergunta a Hamlet o que lê, este responde: "Words... words... words" - palavras... palavras... palavras... Alguns pensarão que a filosofia não passa de um jogo de palavras. O que é facto é que a filosofia tem como questão essencial o ser: "Porque há algo e não nada?"
Mãe de todas as ciências, a filosofia não é uma ciência no sentido estrito, como hoje a entendemos. Daí que nenhum dos sistemas filosóficos obtenha consenso universal. Assim, quem não toma atenção, ao olhar para a história da filosofia, pode ter a sensação de um montão de ruínas. Mas o filósofo é isso mesmo: filósofo. Não é sábio, mas amante da sabedoria. K. Jaspers acentuou: a filosofia "trai- -se a si mesma quando degenera em dogmatismo, num saber fixado numa fórmula, definitivo, completo. Fazer filosofia é estar a caminho; as perguntas em filosofia são mais essenciais do que as respostas e cada resposta converte-se numa nova pergunta".
Montaigne escreveu que "filosofar é aprender a morrer". Portanto, a filosofia também é arte de viver. No espanto interrogador: foi o espanto que levou os primeiros pensadores às especulações filosóficas, escreveu Aristóteles, seguindo o mestre, Platão. Por isso, Kant preveniu que a filosofia não se pode aprender nem ensinar, apenas se pode aprender a filosofar. Foi essa também a lição de Sócrates, o mártir da filosofia. Com o seu método - a ironia e a maiêutica -, ia derrubando o falso saber, assente na ignorância petulante, e, obrigando a reflectir, servia de parteiro à verdade. Acusado de ateu e corruptor da juventude, não temeu a morte. Pelo contrário, enfrentou-a com dignidade, avisando os seus concidadãos: "Obedecerei mais ao Deus do que a vós e enquanto viver não deixarei de filosofar e interrogar-vos: ateniense, como é que te não envergonhas de só pensar em amontoar riquezas, em adquirir honras, e desprezas os tesouros da verdade e da sabedoria e não trabalhas para tornar a tua alma tão boa quanto pode sê-lo?"
Filosofar é um trabalho de reflexão, isto é, tem a ver com aquele movimento do espírito que volta a si mesmo, pondo em questão os conhecimentos que já tem, a caminho de um saber do saber, consciente e crítico, e dando razão das coisas, do que é. Neste sentido, a vida verdadeiramente humana é filosófica, ao colocar-se no plano da inquirição racional livre e do constante pôr em questão. A filosofia tem os pés bem assentes na terra, ao contrário do que pensou a jovem serva da Trácia, que se riu de Tales que, ocupando-se de astronomia, caiu num poço enquanto olhava para o céu. O filósofo, indo à raiz das questões, não abandona o mundo: o que alimenta a sua reflexão são os problemas essenciais do mundo e do homem.
Kant resumiu a sua tarefa em três perguntas fundamentais: "Que posso saber?, que devo fazer?, que me é permitido esperar?" Questão decisiva é a primeira: a do conhecimento, que coloca toda a problemática das ciências e da metafísica. A segunda põe em marcha uma filosofia da acção. A terceira refere-se ao sentido: estamos entregues a forças cegas?, qual é o significado do homem no mundo? Responder a estas três perguntas seria responder também à quarta: "O que é o Homem?"
Disse-se que a filosofia é "serva da teologia". Mas Kant observou ironicamente que a serva tanto pode ir atrás, levantando o manto da sua senhora, como ir à frente com uma tocha acesa, iluminando o caminho. De qualquer forma, o filósofo verdadeiro não cai no dogmatismo: é crítico, humilde e tolerante na busca sem fim da verdade. Porque, como escreveu Unamuno, "nada do que verdadeiramente conta pode provar-se nem refutar-se". A razão, percorrido todo o seu caminho, sabe que acende a sua luz na noite do mistério. C

 



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ÂNIMOS EXALTADOS

Declarações de Sócrates sobre justiça (processo Face Oculta) incendiaram os ânimos.

Jornal I, hoje



publicado por animo às 09:30
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
ÂNIMOS EXALTADOS

 

Eu tenho ânimo.Os portugueses têm de ter ânimo.Estou confiante no ânimo dos portugueses.

 

Aníbal Cavaco Silva, televisões (sobre Face Oculta).Citação de memória



publicado por animo às 13:24
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PAVÕES EM S. BENTO

 

Há pavões e pavões…estes são da Assembleia da República.
PFM

 

 



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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
MATINAS . UMA OLIVEIRA DO TAMANHO DO MUNDO

 

 

Tinha acabado de deixar no pequeno lagar, à beira Tejo plantado - um lagar a que a UE retirou todo o encanto, onde o barro chora de pranto porque afastado para um canto por frias e descaracterizadas "talhas" metálicas, onde as pesadas mós de pedra já não moem as formatadas consciências dos decisores europeus, restando apenas as ceiras de esparto e, pasme-se, a azeitona, essa, felizmente informatável pela Mãe Natureza...até quando - quando, no regresso, ladeando a margem norte do Tejo, um autêntico Jardim das Oliveiras se me depara ali bem aos pés de Ortiga, freguesia do concelho de Mação!

 

Ou de como, outra vez, a arte não se esgota nas galerias bastando, no caso, admirar o trabalho do Grande Escultor. Está lá tudo!

Está lá Todo!

Obrigado.

 

antónio colaço

___________________________________________

 

 

Olá António,
 
Espectacular esta Oliveira, é milagre ter sobrevivido ao fogo de Dante que volta não volta visita a nossa terra.
Não sei se tem reparado na força das oliveiras. No Vale de Grou, basicamente 90% das oliveiras que arderam no mega incêndio de 2003 acabaram por rebentar. É impressionante.

 

Grande abraço

pedro reis

___________________________________________

 

António Colaço,fiquei impressionado com a oliveira. É uma arvore, diria, quase pré-histórica.

Um abraço

Emerenciano

 



publicado por animo às 13:19
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PROJECTO DDV . HARMÓNICA NO PARQUE DE ESTACIONAMENTO

 

 

Vimos e rejubilámos, há dias, com a iniciativa do David Fonseca . Para além de admiradores da sua música, aplaudimos a iniciativa.

Ou seja, David, tal como nós, ou, se quiserem, nós, tal como David, pensamos, há muito, que a arte não se esgota nas galerias, que a música não se esgota nas catedrais....

E é por isso que nós, também, não vivemos para pintar, pintamos porque vivemos.

E é por isso que nós, também, não vivemos para cantar/tocar, cantamos/tocamos porque vivemos!

 

- Desçam ao parque de estacionamento e, sem preocupações de muito estilo, atentem no estalo.

- A ânimo sabe que um princípio de voz ficou tolhida o que tornou mais tenso e criativo o improviso assim registado.

-O encanto das "imagens não editadas" reflecte-se no sair de cena.A não perder.

 

antónio colaço




Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
OUTONOS II

 

 

Oliveira secular, margens do Tejo, Ortiga, Mação*

 

antónio colaço

 

*aguarde pelo vídeo mais à frente.



publicado por animo às 13:26
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OUTONOS

 

 

Rua S.Bento, Lisboa

 

antónio colaço

 



publicado por animo às 13:17
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MATINAS. ÂNIMO, UM LUGAR DE SANTIDADE

 

"Durante muito tempo, o enjoo causado por péssimas "vidas de santos" fez-nos perder de vista que a santidade é uma viagem de permanente transformação até encontrar o essencial da vida, segundo as características de cada pessoa. O Reino de Deus está dentro de nós, se nos tornarmos lugares de escuta do Espírito, no íntimo da consciência e na beleza e agonia do mundo."

 

"Este é, aliás, o cume da viagem da ética e da santidade: fazer o bem porque é bem; evitar o mal porque é mal, como já dizia S. Tomás de Aquino. Para o justo, não há lei. A sua lei é a bondade, a compaixão. O princípio do recto agir não faz o bem pela recompensa nem evita o mal com o medo do castigo."

 

Frei Bento Domingues, In Publico,8 NOV.09

 

 

Tenho em aberto um desafio que lancei ao meu querido amigo PeAnselmo Borges para que nos escreva uma mão cheia de palavras sobre "O que é isso da santidade" e a promessa será em breve cumprida segundo me assegurou!!!

 

E não é que esta semana, no Público, um dos dois mais consagrados webangelistas do sec XXI, Frei Bento Domingues, também ele comprometido em enviar-nos uma animada reflexão, acaba de nos deixar estas duas pérolas, como bagos de reluzentes romãs, e que convoco para a reflexão de quem queira?!

 

Querer ser santo, afinal, é querer continuar a fazer o bem, porque é bem. Na ânimo queremos fazer bem o Bem que a ânimo também pode ajudar a fazer! Queremos, cada vez mais, ser um "lugar de escuta do Espírito"! 

 

antónio colaço

 



publicado por animo às 12:49
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