-Ó,querida, belíssima boganvília, que romântico!Como é que nunca demos por este sítio tão agradável.
-Se tu quiseres.....
-Ó môr, despacha-te, que ainda podem descobrir-nos!!!Vá lá é só uma "debicadelazita"!!!
-Todas, minha pombinha, deixa-me só aqui ajeitar as penas e já vais ver que valeu a pena!...
Eis, senão, quando.....
- Pombinha, então, deixas-me assim, no meio desta...tensão sem avisar nen nada?!Pombo sofre!!!!Mas o que é que se passou
môr?!
-Depressa.A pomba Esmeraldina, aquela além da Igreja da Memória, vês tu, fez-me sinal de que já estamos no FacebooK e na Blogosfera!!!!Como a Igreja tem lá uma torre de telecomunicação ela está sempre nas escutas, vês tu?E então fez-me sinais de que alguém tinha acabado de devassar este nosso pedacinho de tarde tão romântico junto a uma linda boganvília!!!Já não se pode ser pomba apaixonada neste país!
-Cá vou eu para nunca mais aqui voltar.O que mais há são boganvílias agora ocasiões como esta é vê-las!!!Miseráveis, o que haviam de inventar!O Miguel Sousa Tavares é que tem razão, foi a pior coisa que inventaram assim comó Bin Laden!!!
-Tu cala-te que esse Miguel também não é flor que se cheire!!Se nos apanha lá pelo Alentejo das suas caçadas ainda nos manda uma balázio bem pior que o Facebook que tanto critica!
Bora daqui!!!
NOTA FINAL
A redacção tem estado a receber inúmeros telefonemas de protesto de várias Secções Columbófilas!Informamos os nossos leitores que em nada perturbámos esta tão prometedora e romântica tarde nada mais tendo feito senão...celebrá-la!!!
antónio colaço
Já aqui o disse e repito: os meus amigos que só têm acesso à ânimo/blog
foram alvo da mais descarada marginalização por parte do editor de serviço aquando da exposição LISBOAS.
Por várias razões, a pior das quais a de que o "Feicebook", de facto, é uma tentação no que à sua edição diz respeito. Está ali à mão de semear, perdão, editar.
O Blog, os seus procedimentos são mais lentos e as suas ferramentas não permitem igual mobilidade.
Desculpas reiteradas, eis-me aqui sem saber se o vídeo que vou editar já aqui passou ou não.
Creio que não.
Foi realizado por um dos meus mais recentes amigos, Vítor Baptista, também a partir deste contínuo e agradavelmente inesperado tropeçar na rede a que somos dados.
É, seguramente, um dos vídeos que melhor retrata o espírito da Mãe d'Água naquilo que ela já constitui como agradável memória:o privilégio de poder dispor durante muito mais tempo do que o inicialmente previsto, de um fabuloso órgão/piano/cravo a que me sentava quando as musas exigiam e, ainda, a forma como o Vítor "entrou" naquela martirizada oliveira, uma das esculturas mais significativas das obras ali apresentadas.
E, sobretudo, porque me apeteceu muito agora partilhar convosco esta audição.
Obrigado, Vítor e, também, ao Fernando Carvalho, ambos amigos de outras paragens ( descobrimo-lo, entretanto) e para quem foi dedicado este improviso!
antónio colaço
Não é fácil falar de Fátima.Da Fátima da grande maioria.Da Fátima dos pecadores e do Inferno.Da Fátima do tremendismo.
Mas eu gosto de Fátima.Da Fátima da Senhora, Mãe.
Da Fátima da Capela do Silêncio.Da Fátima onde me reencontro.
(Mas em qualquer Sítio pode ser, claro).
Mas também da Fátima multidão.Onde se solta o que há em mim de multidão.
Mas ontem, numa Fátima à pinha, como há muito não via, vi um sol Maior.
Daí a necessidade deste registo vídeo com toda a sua falta de qualidade.
E se fosse, outra vez, um sinal?
De que Ele está connosco.
De que podemos ser capazes.
De que nos ?falta olhar para a Luz de que tanto andamos precisados para iluminar a escuridão dos dias em que andamos metidos.
Ou que deixámos nos metessem. Sim, a "culpa" não é so do sistema, da Troika, do Passos, do Seguro, da Merkel.
Se calhar há uma Outra Energia para acrescentar à pouca energia de que damos sinal.
Se calhar!
(Ontem, em Fátima,no início da Procissão do Adeus, era este o sol que muitos vimos.Eu, confesso, nunca tinha visto.Um grande círculo à volta do sol.Um tímido arco íris.Eu vi.
E depois?
antónio colaço
A OUTRA "SANTÍSSIMA TRINDADE"
Pe Anselmo Borges, In
DN 12Maio
Salvo excelentes excepções, como Frei Bento Domingues, os teólogos em Portugal não se pronunciam sobre a crise económico-financeira. Não é o caso dos teólogos em Espanha. Alguns exemplos.
1. J. I. González Faus, da Faculdade de Teologia da Catalunha, faz uma crítica acérrima à presente situação. Voltando ao documentário célebre Inside Job, num artigo ácido que intitula "Agencias de rating o de raping?", denuncia os Bancos de investimento que vendiam activos tóxicos, sabendo-o. Lá estavam os peritos da Moody's e Standard and Poors, dizendo: "são AAA (fiabilidade máxima)." Deste modo, as três agências (Moody's, S & P e Fitch) ganharam milhões. Elas poderiam ter terminado a festa, dizendo: vamos ajustar os critérios. Mas não; pelo contrário, deram triplo A a Madoff, dias antes da sua queda. Meses antes da derrocada de Lehman Bro- thers, o próprio FMI declarou que estava "em boa situação financeira e os riscos parecem baixos".
Por isso, na arbitragem das agências, ao contrário do que deveria suceder, "é preciso partir do pressuposto da sua parcialidade e desonestidade, a não ser que se prove o contrário". O problema é que vivemos num sistema montado sobre a agressão do capital insaciável. "Se o Banco me emprestar dinheiro e eu o não devolver, tem direito a ficar com o que é meu e a continuar a exigir-me mais. Os que colocaram o seu dinheiro numa Caixa ou num Banco, se estes o não devolverem, não têm direito a nada." Cita o Papa João Paulo II: "A Igreja ensina a prioridade do trabalho frente ao capital: o trabalho sempre é uma causa eficiente primária enquanto o capital é só um instrumento." Mas comenta: "Isto só está em vigor a partir de uma ideia de Deus que nem os bispos partilham." E acrescenta: "Visto de Wall Street, o trabalhador é apenas uma ferramenta. E as ferramentas não têm dignidade."
A quem lhe atira que é um ignorante ou analfabeto económico responde: "Tive uma irmã gémea que morreu de cancro por culpa de uma clara falha médica. Quando lhe foi comunicado o diagnóstico fatal, limitou-se a dizer: 'Eu não saberei de medicina, mas quando digo que algo me dói é porque dói; mas ao médico não doía'. Receio que aos nossos médicos económicos lhes não dói."
2. José M. Castillo, da Universidade de Granada, pergunta: "Quem são os mercados?" O que se sabe é que, uma vez que o que interessa é o lucro, as pessoas investem somas fabulosas no capital financeiro e, neste momento, "ninguém sabe até onde chega a montanha imensa de dinheiro que os mercados manejam". O que é facto é que o movimento de capitais financeiros se move pelo mundo sem qualquer controlo, e um indivíduo, a partir de casa, com o seu computador, pode transtornar e afundar a estabilidade económica e as poupanças de milhões de pessoas.
Que fazer? Afinal, "a corrupção maior e mais perigosa não é a desta ou daquela pessoa, deste ou daquele político, desta ou daquela empresa. A corrupção mais grave é a corrupção do sistema económico em que estamos metidos", que enriquece mais os ricos e empobrece mais os pobres. Quem manda no mundo não são os políticos, mas a economia e a finança. "É urgente que nós todos pressionemos, cada um como puder e sempre com a mais transparente honradez, os que gerem o poder económico e político, para que regulem e controlem os mercados, aumente a produtividade e, em todo o caso, que o que se produz não beneficie tanto uns poucos à custa da ruína dos outros."
3. Xabier Pikaza, da Universidade de Salamanca, reflecte sobre a nova Trindade, frente à Trindade cristã. "A Trindade cristã era formada por Deus Pai, o Filho Jesus Cristo (que éramos todos os seres humanos) e o Espírito Santo (que era a comunhão ou amor entre Deus e os seres humanos, entre todos os seres humanos). Mas agora surgiu uma Trindade diferente, formada por Deus-Capital (que não é Pai, mas monstro que tudo devora), pelo Filho-Empresa, que não redime, mas produz bens de consumo ao serviço dos privilegiados do sistema, e pelo Espírito Santo-Mercado, que não é comunhão de amor, mas forma de domínio de uns sobre os outros."
Enquanto não nos chegam imagens da Catedral do Jacarandá, algures, ali para as saudosas bandas da D. Carlos , em Lisboa (sede da delegação Nacional da ânimo na Capital....), aqui ficam estas imagens dos primeiros em que tropeçámos na terça-feira, no Rossio!!!
Faz-me festas no....Rossio!
-Deixe de apontar esta malvada ponta aqui para a minha ...ponta, seu fotógrafo malandreco.Não vê que está a magoar-me?!
"Isto" entusiasma alguém?!
Que fazer, então?!
Deixar andar, acontecer, ou.... FAZER ACONTECER?!
Acho que o Sol está farto da nossa pouca colaboração!
Quer que sejamos pequeninos "sóis" uns dos outros e, por que não, d'Ele mesmo!!!
Obrigado!
"Comam chocolates, pequenos, perdão, comam morangos, pequenos, comam morangos!!!!
antónio colaço
Foto Paulo Nuno Vicente. O Pai do Francisco
Para a minha querida filhota!
Sem palavras!
Só música!
Uns parabéns diferentes:
Ritinha, já não és só minha filha, és a Mãe do meu querido neto Francisco.
Do nosso querido neto!
Pai e Mãe!
Tozé e Mena
MATINAS
Olhai os lírios do campo, perdão da cidade.
LISBOAS
Monsanto.Rotunda.
Monsanto.Torre Telecomunicações
Comunicar é preciso.Nublar não é preciso.
VÉSPERAS
MATERNIDADE
(António Colaço (1972) Desenho em grafite.
Este desenho fez parte da Exposição LISBOAS.40 ANOS DE PINTURA, presente na Mãe d'Água até ao passado dia 30 de Abril e que o Rogério tentou visitar mas onde chegou já tarde.Obrigado,Rogério.
Agora que não tenho mãe
(nunca tive mãe)
vai chegando o tempo de ir ao seu encontro
Como será que a minha mãe me vai reconhecer
se já não sou o seu menino
(nunca fui o seu menino)
e nem sequer fui o menino de ninguém?
Mas vou ter que me pôr ao caminho
porque preciso de a encontrar
vestida ainda com aquele avental de riscado
e com o lenço de ramagens castanhas
descaído para o pescoço
como um xaile de cantadeira
Eu
(nunca fui verdadeiramente eu)
quando a encontrar
não lhe vou fazer perguntas
(nunca fui pessoa de fazer perguntas)
vou só ficar ao pé dela
à espera do beijo
(nunca tive um beijo de minha mãe)
que me prometeu
Rogério Carvalho
In DN,hoje
Para lá da síntese que aqui apresentei, na semana passada, do estudo sobre "Identidades Religiosas em Portugal: Representações, Valores e Práticas - 2011", da Universidade Católica, há outros dados significativos sobre os quais é importante reflectir.
Apesar da descida de 7,4% nos últimos 12 anos, 79,5% da população continua a afirmar-se católica em Portugal (quatro em cada cinco portugueses). Quanto à prática religiosa, 31,7% dizem que vão à missa pelo menos uma vez por semana. Somando os 14% que dizem ir pelo menos uma ou duas vezes por mês, o total perfaz 45,7%. Esta percentagem, por razões que a sociologia explica, deve ser exagerada. Seja como for, quase metade dos católicos considera-se não praticante (43,9%).
Quanto às práticas orantes, a sondagem mostra que, juntando os que dizem rezar todos os dias e os que rezam algumas vezes na semana, obtemos o total de 59,7%.
No domínio referente ao lugar das crenças religiosas no sistema de valores, sobressaem as proposições que afirmam a religião enquanto proporcionando sentido para a vida (36,3%), dando capacidade de perdoar (28,9%), aceitação da dor e da morte (18,7%), desejo de ser melhor (24,5%), valor à família (27,0%); quanto à moral humanitária, 32,7% dizem que a religião contribui para o desejo de ajudar os outros, e 27,9% para preocupar-se com a pobreza, a guerra e a fome. Note-se ainda que 46,5% e 29,0%, respectivamente, concordam total ou parcialmente com a proposição "sem a Igreja católica, em Portugal, muitos (idosos, doentes) ficariam mais sós" e 38,7% e 26,9%, respectivamente, concordam total ou parcialmente com a proposição "sem a Igreja católica, em Portugal, muitos não encontrariam um sentido para a vida".
Já quanto às proposições relativas ao contributo da religião para a dimensão cívico-política as percentagens são tremendamente baixas: "competência no trabalho": 9,6%; "honestidade no pagamento de impostos": 7,9%; "participação na vida cívica e política": 6,7%.
Aqui, é preciso parar e reflectir. Que se passa, se Jesus foi morto como blasfemo religioso e subversivo social e político? Afinal, o que é ser praticante, se Jesus anunciou o Reino de Deus, que começa já neste mundo? Que significa praticar liturgicamente, se não há consequências na praxis social e política?
É fundamental distinguir entre ética, direito, política e religião. Mas não se percebe por que é que a religião não há-de influenciar e motivar positivamente os crentes para uma praxis humanista e competente nestes domínios.
Neste contexto, há muito que a filósofa Adela Cortina chama a atenção concretamente para a relação entre ética e religião, apelando para a distinção entre ética de mínimos e ética de máximos.
Numa sociedade pluralista, impõe-se, no quadro de uma argumentação racional, uma ética de mínimos, que consiste em dar a cada um o que lhe corresponde, que é a exigência da justiça, do mínimo decente humano.
Isto hoje concretiza-se na obrigação por parte da sociedade de "garantir a cada um o exercício dos direitos: 1) da primeira geração, isto é, das chamadas 'liberdades de' (liberdade de consciência, de expressão, de imprensa, de associação, de participação no poder político e de iniciativa económica; 2) dos direitos da segunda geração, agrupados sob a expressão 'liberdades em relação a' ou 'libertação' (libertação da fome, da necessidade, da ignorância, da doença, que só pode conseguir-se satisfazendo o direito à educação, a um meio de vida digno, a uma certa segurança em casos de doença, desemprego ou velhice); 3) dos direitos da terceira geração, que exigem, ainda mais do que os restantes, a solidariedade internacional (direito à paz e a um meio ambiente sadio)".
Com este mínimo conjuga-se uma ética de máximos, que tem a ver com a felicidade, no quadro de projectos livres, religiosos, agnósticos ou ateus. Aí, estamos já no domínio do razoável, da narrativa, do dom e da graça.
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