Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
ABRIL, ÂNIMOS MIL.(Toda a exposição online)
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Pronto, para si que não pode deslocar-se à Galeria da Associação 25 de Abril, a maior parte das obras então ( 16 Abril a 9 Maio ) lá expostas.

Não vivo para pintar, pinto porque vivo.

Sem mais palavras. Tudo o que devia ser dito encontra aqui.E aqui! E, claro, a Palavra sábia e amiga do meu querido amigo Pe Anselmo Borges! A todos, Obrigado, outra vez.

antónio colaço

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publicado por animo às 12:48
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25 DE ABRIL:1 104 537 600 SEGUNDOS DE LIBERDADE!!!
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Este é o cartaz vencedor de um Concurso de Cartazes promovido pela A25 e o Ministério da Educação -Direcção Geral da Inovação para celebrar os 35 anos de Abril!

É seu autor Alexandre Kroner.

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Mais do que a estética um precioso e original contributo para nos apercebermos desse bem maior de que podemos, hoje, desfrutar, A LIBERDADE !

Os parabéns!Ao almoço podem subir à Rua da Misericórdia Nº 95!

antónio colaço


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Terça-feira, 26 de Maio de 2009
MESSEJANA.SÁB 5 JUNHO.17H.BIBLIOTECA ALJUSTREL.EXPOSIÇÃO "PERTO DO PRINCÍPIO"
 

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Perto do Princípio, Messejana,telas em preparação.

Aljustrel, Messejana, há mais de meio século que me bailam nas caiadas ruelas da memória os nomes destas longínquas terras que o meu querido Pai, de quando em vez, entre uma indisfarçável saudade e uma contida amargura, convocava para as familiares conversas da casa térrea do Largo do Espírito Santo, na altoalentejana e distante vila de Gavião que o acolhera.

 

Mais de meio século depois peregrinei pela terra que o viu nascer, Messejana, sem a sua companhia, sim, mas com o privilégio da mais que adivinhada eternidade. Mais uma vez senti-me, como noutras ocasiões, muito perto do Princípio.

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És Eterno, Pai, porque foste sempre tão terno. Zé Jacinto, espera para veres no dia 6 de Junho. Ah! Mas é  claro que trazes pelo braço a tua e nossa querida Maria.

(excerto do Catálogo)

António Colaço, 57 anos, artista plástico, nascido em Gavião, Alto Alentejo, expõe alguns dos últimos trabalhos recentemente apresentados em Lisboa, a que se acrescentam, agora, novas obras que integram elementos naturais recolhidos nas searas e redondezas de Messejana, onde se deslocou recentemente, numa há muito desejada peregrinação. Com esta exposição o autor quer prestar sentida homenagem a seu Pai, que daqui rumou, ainda criança, até Gavião.

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Popias de Messejana, em preparação.

A inauguração terá lugar pelas 17 horas do dia 6 de Junho, Sábado, na Galeria da Biblioteca Municipal de Aljustrel.

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Terra e pedras de Messejana, juntas com cerâmica do Vale das Árvores, Mação.

NOTA

AMANHÃ, ESTREIA ON LINE DE TODAS AS OBRAS QUE INTEGRARAM A EXPOSIÇÃO QUE ESTEVE NA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL ," ABRIL, ÂNIMOS MIL".

A Exposição na Biblioteca de Aljustrel retoma, em parte, essa exposição acrescida de novas obras em execução.

antónio colaço


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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
JÁ PODES OUVIR A REPORTAGEM SOBRE O UGANDA!ANDA,OUVE!
AQUI!

Sem palavras!

Parabéns, para bem dos meninos de Bulenga!

Parabéns, como diria o Avô, "menina Rita"!!!

antónio colaço


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Sábado, 23 de Maio de 2009
IMPERDÍVEL!MARINHO PINTO USOU "ARIEL" PARA LAVAR "JORNALISMO" DE MANUELA MOURA GUEDES!!!
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De antologia! A não perder! A força do detergente  MARIEL PINTO!!!

AQUI!!!  (Clique para VER E OUVIR o Vídeo!!!)

A notícia no DN:

Entrevista no 'Jornal Nacional' transformou-se numa troca de acusações entre a jornalista e o bastonário dos advogados.






O bastonário da Ordem dos Advogados acusou ontem a jornalista Manuela Moura Guedes de "envergonhar" a classe jornalística e de violar diariamente o seu código deontológico. Numa entrevista em directo no Jornal Nacional, que acabou por se transformar numa dura troca de acusações, Marinho Pinto afirmou ainda que a apresentadora faz "julgamentos sumários" nas suas entrevistas.
"Você é que podia fazer mais pela sua classe", disse António Marinho Pinto, depois de a jornalista ter afirmado que o bastonário faz pouco pelos advogados, quando denuncia na praça pública irregularidades cometidas pelos profissionais da ordem a que preside. 
Manuela Moura Guedes referia-se às declarações recentes do bastonário no Dia do Advogado sobre a existência de advogados que ajudam os seus clientes a cometer crimes. "O senhor é um bufo", disse a jornalista, causando grande irritação ao seu convidado. Marinho Pinto começou então a acusá-la de "fazer um julgamento disfarçado de entrevista". 
Durante mais de vinte minutos, os dois envolveram-se numa chuva de críticas, com a jornalista a defender-se das afirmações de Marinho Pinto.

Visivelmente incomodado com a situação, o bastonário acusou a apresentadora do jornal da TVI de "fazer um espectáculo degradante" e de "passar uma má imagem dos profissionais" da estação televisiva. Foi na sequência desta troca de acusações que Marinho Pinto disse que Manuela Moura Guedes "devia ter vergonha de fazer o que faz como jornalista".
Dirigindo-se ainda aos responsáveis da TVI,o porta-voz dos advogados disse: "Quem a põe aqui devia ter vergonha. Esta estação merecia uma jornalista com mais respeito pelas regras deontológicas". No final, a jornalista respondeu: "É o seu julgamento, e a sua opinião é uma coisa que não me incomoda, como deve calcular".

O DN tentou contactar os dois envolvidos neste incidente, mas tal não foi possível.

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Voltaremos ao assunto!Para já as imagens!Obrigado DN!

antónio colaço


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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
ESTE DOMINGO, ÀS DOZE, NA ANTENA UM...
OSTRESMOSQUETEIROS

Este Domingo, depois das notícias das 12, na Antena1, tomo a liberdade de pedir a todos os leitores da ânimo que ouçam a reportagem de Rita Colaço, "OS TRÊS MOSQUETEIROS DE BULENGA".

Algures, ali para baixo, está lançado um desafio . Hoje não quero distrair ninguém, mas gostava de vos atrair para concretizarmos aquele velho sonho!

Uma forma de ajudar os TRÊS MOSQUETEIROS DE BULENGA, UGANDA.

Bom fim-de-semana!

antónio colaço


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OS JACARANDÁS DA REPÚBLICA
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O nosso repórter pfm arriscou a própria vida para nos proporcionar, não duvidemos, a hora da plenitude dos Jacarandás. As violáceas águas no preciso momento em que desaguavam em S.Bento.

Ou, se quiserem, S.Bento de portas abertas, ESCANCARADAS, a Bandeira Nacional totalmente desfraldada e, até,o pequeno elétrico aguardando que esta maré de tanto azul,S.Bento para sempre nele embrulhe.

É, de facto, um pedaço de céu descendo à terra.

Os jacarandás, este ano, como nunca os viu! Só aqui!

 ( Esta saiu-nos bem!!!Basta de tanta modéstia!!Tudo pelos Jacarandás!!! )

antónio colaço

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
WEBANGELHO
Padre VitorGonçalves

 

 

 

 

 

 

 

 

 

À PROCURA DA PALAVRA

P. Vítor Gonçalves

 

ASCENSÃO DO SENHOR Ano B

 

“Expulsarão os demónios em meu nome;

falarão novas línguas.”

Mc 16, 17

 

Novas línguas



 

           Nos dias da Ascensão celebrava-se a fecundidade dos campos naquelas saudosas terras ribatejanas. E em todos os lugares onde a terra ainda é como seio que recebe as sementes e o trabalho dos homens, ecoa este sinal da subida de Jesus ao Céu que é descida de bênçãos. Não esquecendo a morte (e até o Senhor da Boa Morte em Povos), condição tão fundamental para mais vida! Agora as “bênçãos” parecem ter mais a ver com políticas económicas e subsídios, mas quem anda mesmo com os pés na terra e ama o lento crescer de tudo olha para o céu com um olhar lavado. Quanta responsabilidade por bens desperdiçados em nome de lucros indignos! Uma bênção não tem sempre uma responsabilidade comunitária?

           Não sei se a subida de Jesus ao céu evocou os foguetões e satélites que há 43 anos já se lançavam para o espaço, para ser escolhido este dia para celebrar as comunicações sociais. Certo é que a espantosa evolução das tecnologias que procuram aproximar os homens e mulheres implicam novas relações. Novas línguas se apresentam em cada dia. Exigindo a promoção de uma “cultura de respeito, de diálogo e de amizade”, como diz Bento XVI na sua mensagem. O ser humano não precisa apenas de comunicação mas, mais profundamente, de comunhão. Novas línguas e linguagens são importantes, mas são instrumentos ao serviço de um bem maior que é a realização de cada pessoa num projecto de amor. Por isso, também aqui é preciso expulsar alguns “demónios” que “endeusam” a técnica, a eficácia, a autosuficiência electrónica que se manifesta em relações virtuais e dependências cibernéticas.

           As boas colheitas de antigamente fazem-se hoje também com programas informáticos. Em nome de um desenvolvimento a que podemos chamar humano? Ou para atingir uma eficácia e exploração que beneficia poucos privilegiados e exclui multidões? São novas línguas para criar muros maiores?

           Perguntaram um dia ao Dalai-Lama: Que mais te surpreende na humanidade?” Ele respondeu: “Os homens… Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma, que acabam por não viverem nem o presente nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.

Novas ou velhas, estas palavras só não as entende quem não quiser! Porque a linguagem do amor é sempre nova em qualquer tempo!

NOTA

Finalmente descobrimos a fotografia que, há tempos, conseguimos e posteriormente perdemos! Seja bem-vindo, caríssimo amigo!ac


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ÂNIMOS EXALTADOS
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A força de ânimo é extremamente importante para ultrapassar as situações (de saúde).

Maria de Belém, conferência de Imprensa, hoje


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JACARANDÁS COMO NUNCA VIU!SÓ AQUI!!!
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É um rigoroso EXCLUSIVO da nossa delegação na D.Carlos!

Meu caro António Barreto, "tomai e vede", são para si!

Jacarandás como nunca viu!

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antónio colaço

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Terça-feira, 19 de Maio de 2009
ÂNIMOS EXALTADOS
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Cavaco tratou de ânimo leve uma questão ( Lopes da Mota ) que é pesada.

Marcelo Rebelo de Sousa, citado pelo DN.18.05.09


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MESSEJANAMAR
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No final desta inesquecível jornada, querido Pai, toma, são para ti estas popias. Como as que, quando pequenos, nos trazias. Da próxima vez, Zé Jacinto, vamos, juntos, na tua  Sachs ... sem velocidades.

 Com todo o tempo do mundo para Messejanamar.

Até dia 6 de Junho, Zé,  na Biblioteca Municipal da tua Aljustrel!

antónio colaço


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Domingo, 17 de Maio de 2009
AS AGUARDADAS CEREJAS DA GUARDUNHA
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A tradição repete-se. Já que os pássaros tomam conta, por enquanto, das  três cerejeiras adultas do Vale das Árvores - enquanto não crescem as outras três... - bora lá até à Guardunha. Guardadas estão para todos nós! Connosco a tradição ainda é o que era! Adivinha-se boa produção!

antónio colaço


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WEBANGELHO
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A raiz da alegria
17/05/2009    Frei Bento Domingues O.P.

 
Quando se fala de acreditar ou não acreditar em Deus, a primeira pergunta é esta: em que Deus estás a pensar?1.No momento em que escrevo, ainda é cedo para procurar os frutos da viagem do Papa à chamada Terra Santa, lugar da desautorização espiritual das consideradas religiões abraâmicas - judaísmo, cristianismo e islão - ao pretenderem testemunhar todas do verdadeiro Deus umas contra as outras. Religiões supostamente anti-idolátricas que, cultivando a idolatria daquela terra, daquelas pedras, rios, lagos, mares, árvores, montanhas, muros antigos e recentes, monumentos sagrados, vão construindo um barril de pólvora sempre pronto a explodir. Pela serenidade das notícias, não deve ter havido nada que pudesse ser transformado, pelos grandes meios de comunicação social, num escândalo político-religioso. Dado o clima crispado que antecedeu a viagem, esta serenidade é um bom sinal.

2.Se a ignorância é sempre atrevida, parece que acerca das religiões até fica bem: basta ir numa excursão à Índia para ficar a saber tudo acerca de milénios de sabedorias e loucuras e adivinhar o seu futuro; uma peregrinação à Terra Santa é suficiente para descobrir as pegadas históricas de Jesus e outra pelos lugares referenciados nas Cartas de S. Paulo para ficar a conhecer, profundamente, os ziguezagues do seu pensamento. Se estudar era uma "veemente aplicação da mente", a estes peregrinos basta-lhes uma olhadela rápida com tempo para a fotografia.
Hoje, quero chamar a atenção para algumas edições Paulinas. Não se contentaram com a tradução de obras sobre S. Paulo e sobre Jesus e Paulo (sobretudo, as de J. Murphy-O'Connor e de Peter Walker). Apresentaram-nos, também, Jesus Hoje. Uma espiritualidade de liberdade radical, de Albert Nolan, um dominicano da África do Sul. Livro tão belo e sugestivo que é impossível não recomendar. Na colecção Sabedoria Cristã, com a marca de um estilo de espiritualidade que nada tem a ver com as mediocridades da New Age, onde tinham sido publicados três títulos importantes, surgiu agora uma obra que representa uma pura novidade no cenário cultural, teológico e espiritual do nosso país. Trata-se nada menos de alguns Tratados e Sermões de Mestre Eckhart (1260?-1328), filósofo, teólogo, pregador dominicano e, sobretudo, um grande místico, muito discutido desde o século XIV até à actualidade, dentro e fora do espaço eclesial. Apresentado, agora, como um incontornável mediador do diálogo entre o Ocidente cristão e as tradições místicas orientais, este autor proibido na teologia tornou-se, pela mão de M. Heidegger, uma referência da filosofia alemã.
Não é uma obra para almas apressadas nem para consolações imediatas. Quando se fala de acreditar ou não acreditar em Deus, a primeira pergunta é esta: em que Deus estás a pensar? Se a pergunta é atrevida, a resposta é perigosa. Não podemos pensar sem imagens, sem metáforas, sem conceitos. Para responder, através de imagens e metáforas, é importante saber quais são as que ajudam a viajar para o infinito e aquelas que já estão fixadas como objectos. É conhecida a observação: quando se aponta para o céu, o estúpido olha para o dedo. Há metáforas vivas e metáforas mortas: o sopé da montanha, as pernas da mesa ou da cadeira, de metáforas já não têm nada. O jogo simbólico e metafórico salva-nos pela sua capacidade poética de abrir horizontes sem contornos definidos, um viajar permanente da inteligência e da imaginação. Fazer de Deus um ente, nem que seja o Ente Supremo, não o deixa saltar para fora dos conceitos. Mas um Deus que coubesse num conceito era mais pequeno do que esse conceito, era um ídolo, um fabrico da mente. Mestre Eckhart obriga o espírito a um salto para lá de todos os conceitos e de todas as representações. A Deus não se vai, porém, de abstracção em abstracção, mas pelo despojamento absoluto e pela entrada na divindade, presente em tudo, não se confundindo com nada, sem nome adequado para a nomear: o fundo sem fundo de toda a realidade.

3.Há muitos livros que gostava de ver traduzidos em português. Referi-me, no ano passado, a Hablemos de Dios de Victoria Camps e Arrelia Valcárcel. Estas duas catedráticas de Ética elaboraram uma obra muito original sobre as peripécias da religião, especialmente do catolicismo, no devir do processo democrático espanhol. O movimento Nós Somos Igreja tomou a iniciativa de convidar as autoras para dar a conhecer essa obra em Portugal. Foram acolhidas no Centro Nacional de Cultura. Pena foi que os meios de comunicação social não tivessem compreendido a importância de uma problemática fundamental que - entre nós e por motivos opostos - católicos e agnósticos preferem ignorar.
Os textos da liturgia deste domingo fazem parte da constituição da originalidade cristã. Dizem que só lhe pertence o que serve a nossa alegria. Deus não faz acepção de pessoas, seja qual for a sua religião ou cultura, porque o amor que Deus lhes tem é incondicional e o seu mandamento é insubstituível: amai-vos uns aos outros. Que terá acontecido para que a alegria não seja o rosto das Igrejas cristãs, tantas vezes, coberto por normas e ritos de exclusão e de tristeza?

(In Público, hoje)


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Sábado, 16 de Maio de 2009
WEBANGELHO

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Pe Anselmo Borges


OS CARDEAIS NO CASINO


 


Porque creio em milagres do amor, pergunto muitas vezes porque não foi ainda canonizado o Padre Américo






Cardeais no casino - no caso vertente, no Casino da Figueira - é já por si notícia. Quem imaginaria, há poucos anos ainda, cardeais a falar sobre religião no casino? Mas porque não? Não poderão os casinos abrir-se também à cultura? Também aceitei ir lá, para uma conferência sobre Religião, Religiões e o Diálogo Inter-religioso.

Primeiro, foi o patriarca de Lisboa, cardeal José Policarpo. No decorrer descontraído da conversa, saiu a famosa advertência às portuguesas quanto a possíveis amores com muçulmanos: "Cautela com os amores! Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam."

Eu estava lá e pensei logo no monte de sarilhos em que ele próprio estava a meter-se. Quando me perguntaram, respondi que os termos do pronunciamento não tinham sido de modo nenhum os mais adequados. Mas que estava de acordo quanto à substância, pois conheço casos dramáticos na Suíça e na Alemanha. Aliás, o cardeal referia-se sobretudo à ida para os países deles, onde as mulheres podem ficar sujeitas à lei islâmica.

Aqui está a importância da separação da Igreja e do Estado. Apesar de tudo, no mundo ocidental, há a lei civil e a sua protecção. Não foi a Igreja que concedeu, por exemplo, a possibilidade do divórcio.

No mês seguinte, foi o cardeal José Saraiva Martins. Desta vez, o clamor foi sobretudo por causa do pronunciamento sobre os homossexuais. A "homossexualidade não é normal, temos que o dizer. Não é normal no sentido de que a Bíblia diz que, quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto, esse é o princípio sempre defendido pela Igreja".

Interrogado sobre o tema, digo em síntese: não deve haver discriminação dos homossexuais e não vejo porque é que o Estado não há-de reconhecer para eles uma forma de união, com consequências jurídicas semelhantes às dos casados. A questão reside em saber se há-de chamar-se-lhe casamento. A palavra não é indiferente nem a questão é religiosa. Como disse o filósofo ateu Bertrand Russell, "o casamento é algo mais sério do que o prazer de duas pessoas na companhia uma da outra; é uma instituição que, através do facto de dela provirem filhos, forma parte da textura íntima da sociedade, e tem uma importância que se estende muito para além dos sentimentos pessoais do marido e da mulher".

Foi também no casino que, no mês de Fevereiro, Saraiva Martins, antigo Prefeito da Congregação dos Santos, anunciou a canonização para breve - aconteceu, no Vaticano, no passado dia 25 de Abril - de Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável.

Por causa dos milagres exigidos para uma canonização, perguntam-me frequentemente se acredito em milagres. Respondo que só acredito nos milagres do amor. Quanto aos "milagres" no sentido estrito - aqueles que Deus faria sobrenaturalmente, suspendendo as leis da natureza -, mantenho razoável cepticismo. "Então, não acredita que Deus pode tudo?" Não, não acredito, pois a maior parte das vezes fala-se da omnipotência divina de modo infantil. Deus não pode, por exemplo, fazer com que dois mais dois sejam cinco nem cometer suicídio.

A razão do meu cepticismo é, porém, mais funda. Acredito em Deus infinitamente bom e poderoso, criador dos céus e da terra, como diz o Credo. Se acredito em Deus criador a partir do nada - sublinhe-se que a criação não se opõe ao evolucionismo -, creio nele enquanto continuamente criador. Deus não está fora do mundo - ele é infinitamente presente ao mundo. Ora, os milagres pressupõem que Deus está fora do mundo e que, de vez em quando, de modo arbitrário, vem ao mundo, interrompendo as leis da natureza. Porque acredito que Deus está dentro e não fora, pois é Força criadora infinita, não acredito nos tais milagres.
Porque creio nos milagres do amor, pergunto muitas vezes porque é que ainda não foi canonizado o Padre Américo, modelo de amor cristão, em generosidade sem limites, inteligente e eficaz, no quadro de uma pedagogia para a liberdade e autonomia.

In, DN,hoje



publicado por animo às 08:18
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