Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
PORTO.EMERENCIANO EXPÕE NA GALERIA OLGA SANTOS

EMERENCIANO

 

 

 

 

 

GALERIA OLGA SANTOS

PC REPÚBLICA.168 1º Ft

PORTO


Já agora aproveito e envio informação sobre a minha mais recente exposição, mais uma que realizo e sobre a qual haverá, como sempre silêncios, justificados com certeza. Vou-me habituando. A exposição já foi inaugurada, um encontro com poucos amigos do Porto e a família do Fernando Pernes, mulher e filhos. Não é uma homenagem mas uma lembrança. Junto aqui uma imagem do convite, um retrato que fiz do Fernando Pernes, e um pequeno texto que escrevi.
A exposição é no Porto, Galeria Olga Santos, que fica na Praça da República 168, 1º Frente. A praça da República é onde está o Quartel General aqui na cidade do Porto. A partir da Praça da Liberdade é preciso andar na direcção da Câmara, passar pela Igreja da Trindade, seguir na direcção da Rua Gonçalo Cristóvão, e aqui virar à esquerda até à Praça da República. O Quartel General fica ao fundo e a Galeria fica do lado direito.

 

 

 
« TODA A ARTE É CRÍTICA DE ARTE, TAMBÉM ! »
lembrando Fernando Pernes

O meu vizinho não é toda a gente nem qualquer um, e eu não evito toda a gente e qualquer um onde me exponho, artista-plástico, e a escrita existe porque é preciso dizer o dizível, considerar este aspecto fundamental da ligação entre um lado e outro de mim, entre o dentro e fora, ela trabalha sobre o que pode mudar o conhecimento do labirinto que me traz às vezes silencioso. Sem saber se digo de mais ou de menos, e eu habito, no meu oficio do ser, pessoa de pensamento, encaminhando-o para dentro da pintura, aceitando o processo reflectido da arte sobre a realidade pessoal e social. Vizinho da compreensão daqueles que pertencem também ao pensamento e têm o acato do meu interesse e não me encerro, olho em redor, vejo a desatenção dos que ficam fora da idealização, que pertencem também à história pessoal, e a minha curiosidade manifesta-se por vezes sem surpresa. Prossigo com o meu trabalho, ou com a vida, e desse universo das pessoas próximas refiro os professores, os artistas, os críticos, os poetas, os ensaístas e os filósofos. Dos professores destaco nesta circunstância o professor Jorge Pinheiro, era eu seu aluno na Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1972 – 1973), porque me apresentou ao crítico Fernando Pernes na perspectiva de pertencer a uma galeria que seria dirigida por ele. A galeria não abriu, tinha lugar na Rua de Campo Alegre, projecto do arquitecto Sisa Vieira. Estive com o Fernando Pernes em sua casa (1973) para que visse a pintura que então eu realizava, e retenho uma sua observação precisa do que era bem esclarecedor de um caminho, um sentido primitivo do que pude e venho a realizar. O 25 de Abril de 1974 surge, acontecimento de grande relevância, que justifica o envolvimento das pessoas em reuniões na Escola Superior de Belas-Artes e Cooperativa Árvore. O domínio da reflexão e a acção politica partidária não obstou algumas decisões consequentes das artes plásticas, por ventura as mais decisivas pelo acção e alcance que tiveram na criação do Centro de Arte Contemporânea dirigido pelo Fernando Pernes no Museu de Soares dos Reis, o aparecimento da Galeria do Jornal de Notícias dirigida pela Ana Maria Ramos de Almeida, e a Galeria Módulo com direcção de Mário Teixeira da Silva. Expus individualmente na Galeria Módulo (1979) e na Galeria do Jornal de Notícias (1979 e 1985). O Fernando Pernes visitou-me nessas exposições e recordo as conversas que tivemos, e os textos que amavelmente escreveu para algumas que realizei, uma das quais na galeria Roma e Pavia, entretanto criada e dirigida pelo Fernando Marques de Oliveira.
 
O primitivismo do meu trabalho arrasta o sentido primeiro, convoca a atenção imaginativa do simbólico, leva-me a inventar símbolos que aproximo, e a exposição realizada na Galeria do Jornal de Notícias (1985) permitia já antever consequências de transformação, era uma exposição que no dizer de Fernando Pernes explicava já a minha pintura. Esta ideia de uma exposição ser também explicação do todo vaticina um propósito sublinhado ainda por Fernando Pernes no catálogo da exposição que realizei na galeria Roma e Pavia (1981), quando ele diz que «toda a arte é crítica de arte, também!». Há uma consequência, portanto, na obra repensada na sua intenção representativa, consequência da transformação proposicional das diferenças que acentuam a repetição subtil de algo de uma arte que se entrega ao discurso.
Assim justifico as palavras pertença da obra devedora das ideias, ideias que são processos mentais partilhados, que devo também àqueles que escreveram e/ou falaram sobre o meu trabalho. A obra manifesta-se espaço privilegiado de uma escuta, a escuta que distingue o que a serve e não, o que a história lembrará porque foi uma contribuição positiva, mesmo se crítica no sentido preciso do termo, e o que poderá entender-se por disparate. E disparates não foram seguramente o que me disse e escreveu o professor Fernando Pernes, recordando-o neste momento em que se encontra doente, e dedicando-lhe esta exposição.
 
Emerenciano, 2009-12-31

 

 



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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
CANTAR AS JANEIRAS.OBRIGADO, GRUPO "OS MAÇAENSES" POR TORNAR MAIS QUENTES AS ENREGELADAS NOITES DE JANEIRO

 

 

 Desafiando as enregeladas noites dos últimos dias, ei-los, pelas desertas ruas de Mação,aquecendo com as suas vozes as nossas tão distantes e adolescentes vozes de outros janeiros.

 

"Juntaram-se os três reis máááágos lá prás bandas do Orienteeeeee...."

 

Cardigos, aqui tão próximo mas a cada compassado verso  tão distante...

Onde havia o "venha-nos dar do fumeiro a chouriça, a morcela...." desembrulha-se hoje, com alguma sorte, uma envergonhada notita de cinco euros...

 

Que frenesi pelas incensadas noites em redor das crepitantes brasas salpicadas pelo sangue das morcelas, chouriços mouros, cacholeiras e outras tantas bebedeiras bem longe das inexistentes noites telenoveleiras com que embrulhamos os dias.... 

 

Obrigado, heróicos arautos das tradições  que ainda restam, mesmo que um rasto de saudade nos confronte os rostos com as envergonhadas lágrimas da avançada idade....

 

Obrigado, "Os Maçaenses".

antónio colaço



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MAÇÃO:CAI CORREIO, LEVEMENTE, NA MINHA CAIXA.SERÁ AUTÁRQUICO,SERÁ PUBLICITÁRIO?PUBLICITÁRIO, NÃO,PORQUE NÃO É BONITO ASSIM!!!

 

É o que dá estar dois  fins-de-semana sem visitar a "santa terrinha".

Abres a caixa do correio e, oh!espanto, outra vez!!!

- Nããããããããããããããããõ, senhor presidente!Nãããããão senhor empresário!!!Nãooooooooooo sr.... Saldanha Rocha!!!A minha caixa de correio não pode servir para nela despejar, ou melhor, vomitar os seus falhados projectos empresariais! O senhor tem de afirmar-se é no terreno e, pelo que vejo, há-de vir o dia em que veja gente nalgumas das suas WCês, perdão, lojas!!!

Pode confundir a ingenuidade das pessoas de Mação e a grande parte dos "jornalistas e afins" ( curiosa designação que faz juntar à mesa jornalistas regionais, chefes de gabinete de autarcas e...afins!!!) que temem questioná-lo sobre a mais elementar falta de ética de que continua a dar provas - Senhor Secretário de Estado do Poder Local, será que é desta que Vª Exª, qual Viriato dos bons costumes democráticos, vem pôr um pouco de ordem na nossa tão enxovalhada democracia maçanica?! - como agora se vê, no recato da minha querida caixa do correio, para não falar de todas as caixas do correio.

 

De facto, quando cheguei a Mação, um sofrido rumor subia da minha caixa " socorro, salva-me desta continuada falta de ar! Cá está outra vez o Boletim da Câmara e os habituais anúncios das empresas de Saldanha!!!"

 

Na minha caixa de correio, não, senhor Presidente da Câmara!

Tenha vergonha e não me venha com o estafado argumento com que embrulha todas as polémicas questões, de que "é alheio ao que fazem os....carteiros ou quem por eles!!!

 

antónio colaço



publicado por animo às 18:13
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WEBANGELHO DE ANSELMO BORGES

Pe Anselmo Borges

 

In DN 24 JAN 2010

 

POTESTAS E AUTORICTAS

 

As sociedades humanas não podem subsistir sem o exercício do poder

 

Mesmo não entrando em tecnicismos, esta distinção que os romanos faziam entre potestas e auctoritas pode ser fundamental, concretamente para os tempos que atravessamos.
Claro: há muitas formas de poder, desde os órgãos de soberania ao poder da moda, e Max Weber, por exemplo, distinguiu vários tipos de poder: legal, carismático, tradicional. Mas, aqui, poderíamos dizer, ainda que simplificando muito, que a potestas - vem de potis, com o significado de senhor de, que exerce o poder sobre - tem a ver com o poder no sentido institucional. Assim, os magistrados têm poder, os presidentes de câmara têm poder, os deputados, os bispos, os ministros, os presidentes de junta de freguesia, os polícias, os pais, os padres, os generais, os professores... têm poder. As sociedades humanas não podem subsistir sem o exercício do poder. Há sempre o poder enquanto domínio para que os grupos possam viver organizadamente e sem violência.
Auctoritas - vem do verbo augere, que significa fazer crescer, aumentar, donde vem também auctor, com o sentido de aquele que faz crescer, aquele que produz e, consequentemente, autor (de uma obra artística ou literária) - significa cumprimento, realização, aquilo que tem autoridade ou constitui prova, o que serve de modelo, e pode ter sentido jurídico, mas, no nosso contexto, tem a ver com excelência pessoal e força intelectual e moral de atracção, de congregação e orientação.
Há, neste quadro, um passo muito significativo do Evangelho segundo São Mateus. Jesus disse- -lhes: "Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer-se grande seja o vosso servo; e quem no meio de vós quiser ser o primeiro seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir." Jesus não põe em causa concretamente o poder político, mas quer que os discípulos não adoptem o seu modelo de exercício. Note-se, aliás, que ainda hoje, mesmo no contexto político, os governantes são designados pelo termo "ministro", sendo seu chefe o "primeiro-ministro", que vem do latim minister, que significa servo, aquele que serve.
Neste contexto, percebe-se que potestas e auctoritas deveriam caminhar juntas e entrecruzadas. Quando isso não acontece, surgem inevitavelmente problemas. Vejamos exemplos.
Os pais, pelo facto de o serem, têm o poder paternal. Mas o que acontece, quando não há força moral, capacidade pessoal de inteligência, de afecto, de competência emocional para exercê-lo no sentido da tal auctoritas, no sentido de fazer crescer e aumentar os filhos em humanidade digna?
Qual é o critério de escolha dos bispos? E se a sua potestas - ou a dos padres - não é acompanhada de competência humana e cristã, de inteligência lúcida e corajosa na defesa dos direitos humanos, da força adulta do amor que serve?
E quando aos políticos em geral e às chamadas "autoridades civis e militares " - tradicionalmente, os jornais referiam a presença das "autoridades religiosas, civis e militares" - lhes falta competência intelectual, técnica, moral? Quando à função de deputados ou "ministros" só restasse o nome?
Quando os estudantes descobrem que um professor é incompetente, é melhor pôr-se a salvo.
Julgo que praticamente ninguém porá em dúvida que Jesus é a figura mais influente da História. No entanto, é impressionante verificar que ele não tinha qualquer poder institucional. Não era sacerdote, por exemplo, nem pertencia a nenhuma estrutura de poder oficial, civil, política ou militar. No entanto, seguiam-no multidões, e o Evangelho diz a razão: "Ensinava com autoridade." Cá está aquela autoridade, que, como diz o étimo, faz crescer e aumentar. Os homens e as mulheres que entraram em contacto com ele sentiram-se aumentados em humanidade, em liberdade e dignidade. Ficaram fascinados pela sua relação íntima com Deus e com a força libertadora do encontro. A sua identidade tinha-se transformado e agora eram outros, numa existência digna e com futuro.


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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
EM ÉVORA, SÊ ROMANO! PERDÃO, ALENTEJANO!!!

 

 

Já o deixamos escrito: as comemorações dos 30 anos da ânimo têm seu termo no próximo dia 8 de Maio, sábado, no Hotel D.Fernando, em Évora.

Aqui e acolá as ideias começam a brotar das mais recônditas esquinas do tempo e hoje, particularmente, ficou fixado o tema da exposição de artes plásticas em torno da qual tudo vai girar:

 

-EM ÉVORA, SÊ ROMANO! PERDÃO, ALENTEJANO!

 

O vídeo que apresentamos - imagens não editadas - sugere que na forja estão propostas de intervenção criativa tendo o Templo Romano como ponto de partida.

Não propriamente uma reflexão sobre como chegaram aqui os romanos e sim como e para quando uma invasão outra do outro Alentejo que queremos.

Um Alentejo de corpo inteiro que, de uma vez por todas, seja tido, no novo Portugal de que tanto precisamos, como imprescindível parceiro!

 

 

 

 

antónio colaço



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MARIA DA PURIFICAÇÃO E AS PREVISÕES PARA MAÇÃO 2010

Crónica publicada no mensário Voz da Minha Terra (Janeiro)

 

 

  

PREVISÕES 2010
 
Sou a mais recente vidente com consultório instalado em Mação. Chamo-me Maria da Purificação, os meus bisavós eram desta região e decidi-me a deixar Lisboa, definitivamente, porque acredito, cada vez mais, nas potencialidades do interior como alavanca para a recuperação do nosso país. Não venho vender gato por lebre mas estou decidida a ajudar Mação e a sua gente a desmistificar o muito gato por lebre que por aqui tem continuadamente sido vendido. Tenho estado muitíssimo informada acerca de tudo quanto por aqui palpita em todos os sectores da vida de Mação, seja a nível político, social, religioso e, até, por que não dizê-lo, desportivo.
As minhas previsões para 2010 baseiam-se, assim, em realidades palpáveis e a minha actividade , para além de financiar e assegurar a minha própria sobrevivência, quero que seja um contributo que vise aumentar a auto-estima, a auto-afirmação ( estão a ver, sempre a palavrinha mágica Mação em acção….) e a auto-aprovação de todos os que virão recorrer aos meus qualificados serviços. Já se vê, por aqui, que não posso dar azo a qualquer demagogia associada  a esta mui nobre actividade de prever o que nos espera.
As previsões que tenho para Mação, em geral – é certo que no caso concreto de cada um dos maçanicos, em particular, elas alinharão por uma espécie de interdependência positiva – são muito animadoras porque estão  enraizadas nas desconhecidas capacidades dos seus moradores. Chegou a hora de pôr fim a 35 anos de continuada anestesia geral .Chegou a hora de romper a teia bem urdida pela  aranha autárquica laranja que há mais de 35 anos enleia, enreda e adormece a generosidade dos maçanicos.
 As minhas previsões serão, apenas e só, mais um contributo a juntar ao empenhamento de alguns poucos que tudo têm feito para conseguirem libertar-se dessa teia, em regra mal sucedidos ou por incapacidade própria ou  por desavenças fomentadas e alimentadas pelo mesmo poder autárquico, fomento esse entendido como parte integrante e nuclear da estratégia de adormecimento e anestesia.
O meu objectivo, e mais clara não posso ser, é o do exercício de uma moderna actividade que convoca o melhor das energias que adivinho dentro de cada um,  da esquerda à direita, na perfeita conjugação de uma carta astrológica todos os dias sujeita a fundamentadas actualizações.
Deixo estes princípios gerais para avançar, então, com o primeiro núcleo de previsões para 2010 em Mação, Abrantes e arredores:
 
NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA- Mais cedo do que o previsto, o vereador Vasco tomará conta dos destinos da autarquia.Assim se perpetuará o poder laranja.Pode haver novidades da IGAL que torne menos pacífica tal mudança.
 
NOVO PRESIDENTE DA BANCADA SOCIALISTA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL.Prevejo que os socialistas finalmente vão descobrir as potencialidades de Valter Marques e lhe colocarão nas mãos o poder de preparar o PS e a sua pessoa como candidato credível a ser o novo presidente da Câmara nas próximas eleições. Nuno Neto ficará então mais livre para continuar a brindar-nos com as suas sempre apreciadas actas e Valter, solto, para lutar pelos desejados actos.
 
 
NOVO ARRANJO DO LARGO DO CINETEATRO-A autarquia vai, finalmente, abrir os olhos e perceber que, face ao crescente ruído, sobretudo dos muitos visitantes do Museu Rupestre ,não será mais possível continuar a aceitar tamanha contradição neste atentado ao património construído permitindo a vergonha da fachada da construção que ali se exibe.
 
ABRANTES DEIXA CAIR PEDREGULHO. Um saltinho, que o espaço acabou, a Abrantes.Prevejo, finalmente, que a nova presidente dará ouvidos ao ensurdecedor ruído da opinião pública que não quer ver edificado o chamado Pedregulho do arquitecto Carrilho.
 _____________________________________________
PS.1- Qualquer semelhança entre o descrito e a realidade…
PS.2 – Um abraço solidário para toda a família do Dr. Manuel Tavares, de Cardigos, que nos deixou um destes dias. Manuel, espero que já tenhas dado um grande abraço ao nosso querido Zé Mário, teu e nosso irmão. Apreciei o teu esforço para democratizares a vida política na Assembleia de Mação. Espero que os teus companheiros, finalmente, te façam justiça.

antónio colaço



publicado por animo às 17:45
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
EXPOSIÇÃO EM ÉVORA A 8 DE MAIO ENCERRA COMEMORAÇÃO 30 ANOS DA ÂNIMO

 

 

 

 

 

...e depois de sair da Rua do Imaginário, eis-nos a caminho do Café Arcada.

 

Ainda não sei quem vou encontrar mas aproveito para dizer, já, numa espécie de descomplexada declaração de interesses, que, por amável convite do Dr. Carlos Ganho, director de Relações Públicas do Barata Hotels& Resorts, secundado pela Dra Maria Gabriel Oliveira,directora geral do Hotel D.Fernando, em Évora, o animador de serviço deliberou aceitar o  desafio de ali expor alguns dos mais recentes trabalhos com inauguração prevista para o Sábado, 8 de Maio.

Aqui fica, desde já, o público agradecimento pelo convite e por toda a atenção com que fomos recebidos no passado fim-de-semana.

Com esta exposição damos assim por encerradas as comemorações dos 30 anos da ânimo, que se iniciaram, como estão lembrados, no passado Abril de 2009.

Pode ser que, a pretexto da exposição, consigamos surpreender os nossos amigos com a oferta de um fim d.....e mais não dizemos!

 

 

 

Estamos no Café Arcada e, sem demoras, enquanto ficamos a esboçar alguns dos trabalhos que nos bailam na cabeça, vejam só quem apareceu e a forma como descreveu o encontro não sem que primeiro registemos uma pequena nota.

 

NOTA:Caríssimo Carlos Júlio, vai transcrição total, fugindo ao habitual link ( até porque já fazes parte dos nossos links!!!).Sempre ficamos mais irmanados neste amor pelo Alentejo.O Alentejo Todo.

Muito obrigado pelo teu inexcedível apoio e....até dia 8!

 

anttónio colaço

 

A CINCO TONS

uM blog do alentejo com vista para o mundo

 

 

 

 

domingo 
17 de Janeiro de 2010

 

Évora: conceituado artista plástico esteve este fim-de-semana na cidade
Os jornais antigamente, tipo do Notícias de Évora ou do Diário do Alentejo, no seu noticiário costumavam dar informações como estas: "o senhor doutor de tal seguiu hoje para Lisboa, no comboio das 5 horas para assistir ao primeiro espectáculo de ópera da temporada no S. Carlos" ou " a menina de tal, filha do senhor doutor também de tal, chegou ontem à nossa cidade depois de umas curtas férias nas termas do Luso, onde se recompôs da doença que a aflige há alguns meses", etc., etc...  

Retomando este hábito antigo aqui no acincotons informo que ontem me encontrei em plena Praça do Giraldo, mais propriamente no Café Arcada, ao fim da tarde, com o senhor António Colaço e esposa, meus estimados amigos, com quem tomei chá. Os dois, vindos de Lisboa, tinham chegado no dia anterior a Évora, onde pernoitaram. O senhor António Colaço é um inspirado artista e actual assessor de imprensa do Grupo Parlamentar do PS, que no ano passado fez várias exposições de pintura em Lisboa, Aljustrel e Messejana, como o acincotons já referiu..

O motivo da sua visita a Évora explica-se facilmente: o artista, depois de ter realizado as exposições já mencionadas, foi contactado pelo Grupo Fernando Barata para realizar uma exposição no Hotel D. Fernando, a inaugurar no próximo dia 8 de Maio. António Colaço e a esposa vieram por isso a Évora ver o espaço onde vai ser feita a exposição e, diz o artista, "ganhar inspiração". Passearam por todo o centro histórico de uma cidade que "mal conheciam" e ficaram deliciados. Ainda para mais, porque juntando o útil ao agradável, António Colaço veio festejar o seu aniversário à Cidade Património Mundial. Só não digo quantos para não ser indiscreto, mas já são um bom par de anitos.

O casal deixou Évora este domingo, passando pelo Redondo e Estremoz. Sempre em busca de inspiração.Vamos aguardar pela exposição para os revermos na nossa cidade.
Publicada por Carlos Júlio às 18:19
Etiquetas: artes

 

 

 



publicado por animo às 16:48
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WEBANGELHOS DE ANSELMO BORGES E BENTO DOMINGUES

 

Pe Anselmo Borges

In DN 16 Janeiro 2010

 

JONAS E CASSANDRA

 

 

1. O livro de Jonas, na Bíblia, enquadra-se no chamado género literário midráshico, portanto, sem pretensão de narrar acontecimentos históricos, mas com intenção didáctica. No caso, essa intenção é a superação do particularismo da salvação e a proclamação do amor e misericórdia universal de Deus. Ficou no imaginário popular e artístico sobretudo por causa dos três dias e três noites que Jonas passou no ventre de um peixe.
Jonas começou por não querer cumprir a ordem de Deus, que o enviou a Nínive: "Levanta-te, vai a Nínive, a grande cidade, e anuncia-lhe que a sua maldade subiu até à minha presença". Mas, depois de o peixe o ter vomitado em terra firme, Jonas foi, entrou na cidade e andou um dia inteiro a apregoar: "Dentro de quarenta dias Nínive será destruída". Ora, diz a Bíblia, "os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, ordenaram um jejum e vestiram-se de saco, do maior ao menor. A notícia chegou ao conhecimento do rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou o seu manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza". E publicou um decreto para que "cada um se convertesse do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos".
Então, "Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, e, arrependendo-se do mal que tinha resolvido fazer-lhes, não lho fez". Aí, Jonas sentiu-se atraiçoado, pois a sua profecia não se cumpria. Andara a fazer o quê? "Ficou profundamente aborrecido com isto e, muito irritado, pediu ao Senhor: 'Peço-te que me mates, porque é melhor para mim a morte que a vida'".
2. Cassandra, a bela filha de Príamo, rei de Tróia, recusou os amores de Apolo, que, por isso, lhe impôs um castigo terrível: mesmo sabendo e proclamando a verdade, ninguém acreditaria nela. Assim - profetisa inútil -, foi em vão que previu a desgraça que ia cair sobre a sua cidade bem como as suas próprias amargas desventuras. Assistiu impotente à guerra e à ruína de Tróia e, conhecendo a sua própria desgraça, nada pôde fazer para evitá-la: acabou por ser violada por um guerreiro brutal, Ájax, foi entregue como escrava ao chefe inimigo, Agamémnon, e morta pela vingança de Clitemnestra. O seu destino foi patético e trágico.
O famoso filósofo Ernst Bloch juntou as duas figuras, para mostrar como a Bíblia se encontra sob o desígnio da liberdade - a profecia de Jonas não se cumpriu, porque é sempre possível arrepiar caminho e mudar -, enquanto o universo grego clássico é comandado pela fatalidade do destino.
3. No início de um novo ano, passadas as festas natalícias, reencontramo-nos com os problemas que entretanto tinham ficado esquecidos ou, pelo menos aparentemente, estavam em suspenso.
Assim, no quadro dos resultados das últimas eleições, há quem tema a instabilidade e mesmo a ingovernabilidade do país. Está aí, ameaçador, o défice das contas públicas. A dívida externa, ouço de quem sabe, pode tornar-se incomportável. E lembram a Grécia.
Há declarações temíveis de especialistas insuspeitos: a Justiça estava melhor no tempo do anterior regime. Ora, quando a Justiça não é eficaz nem célere, é de temer o pior. É insuportável o clima de desconfiança e suspeição reinante. Há corrupção, activa e passiva, e o sentimento de uma democracia triste e impotente.
Causa justa satisfação reconhecer nichos de excelência no domínio da investigação e do ensino. Mas quem, responsavelmente, se atreverá a dizer que é globalmente boa a situação da educação?
Os números do desemprego sobem assustadoramente, e ninguém sabe quando começarão a cair. O abismo entre os muito ricos e os muito pobres é intolerável, e é arrepiante saber que há milhares de idosos a passar abandono e fome e à espera de um lugar num lar do Estado. É por simples alarmismo que se deve advertir para o perigo de um tsunami social?
4. Seria trágico, se, quando do que precisamos é de ânimo e confiança, acabasse por ser Cassandra a impor-se, por falta de lucidez e coragem para arrepiar caminho e abrir um futuro novo
__________________________________________
 
 
Frei Bento Domingues
In Público 17.Janeiro 20010
Ser crente não significa ser irracional. A fé é a confissão de um homem racional

 

CEM POR CENTO RACIONAL CEM POR CENTO CRENTE
 
 
1.Aludi, no domingo passado, a “um teólogo feliz”,
mesmo na tormenta, chamado E. Schillebeeckx,
que passou, nas vésperas do Natal, defi nitivamente
para as mãos de Deus. Sob certo aspecto,
é verdade o que diz Fernando Pessoa: “Morrer
é só não ser visto” (1).
Quando isso acontece, o essencial fi ca sempre por dizer.
Apetece-me, no entanto, recolher e partilhar a confi ssão
desse teólogo cem por cento racional, não racionalista, e,
simultaneamente, cem por cento crente. É uma confi ssão,
não é uma argumentação. Essa percorre toda a sua obra.
Aqui e agora, é a primeira que me interessa, respeitando
o seu carácter oral, embora transcrita para a obra citada
no domingo passado.
Enquanto crente, sou racional, procuro argumentos
racionais e sinto-me, assim, um crente cem por cento. Não
há contradição. Ser crente não signifi ca ser irracional. A
fé é a confi ssão de um homem racional. A racionalidade
da fé deve ser sempre desenvolvida e clarifi cada. Toda a
minha teologia é teologia de um crente: Fides quaerens
intellectum. A razão humana deve viver à vontade no domínio
da fé. Apelar para a obediência e fechar os olhos
não é cristão, não é católico. Precisamos de ser crentes
racionais. S. Tomás é santo na sua racionalidade. Usa a
razão para abordar a fé. A racionalidade é cada vez mais
necessária, sobretudo, para reagir contra o fundamentalismo
que também mina, cada vez mais, as Igrejas. O
fundamentalismo, presente em certas comunidades cristãs,
leva ao obscurantismo. É um grande perigo porque
nega a razão humana.
É verdade que a razão humana não pode ser abandonada
a ela própria. Corre o perigo de se fechar num puro
positivismo. A fé cumpre a função crítica e conectiva para
não se cair no racionalismo e para que não se feche ao
mistério. Sem a razão humana, a fé torna-se fundamentalismo.
Ambas, a fé e a razão, cumprem a função de
crítica recíproca.
2. Outrora, falava-se de escolas teológicas. Havia mestres
e discípulos. Hoje, já não é assim. A ideia de fazer
escola está ultrapassada. As grandes sínteses, que duravam
séculos, são coisa que já não existe. Eu não escrevo
para a eternidade, mas para o ser humano de hoje que
se encontra numa situação histórica determinada. Tento
responder a questões. A minha teologia é datada, é
contextual. Deseja, no entanto, ir para além da situação
enquanto tal. Nas minhas obras, existe uma intenção
universal, pois esforço-me por ter em consideração o
porquê dos seres humanos de toda a humanidade. De
outra forma, aliás, não seria boa teologia. A actualidade
de uma teologia não se confunde com uma actualidade
efémera. Para outros tempos, outras teologias virão.
Estou contente de ter dito alguma coisa para o ser humano
de hoje e, talvez, também alguma coisa que interessará,
ainda, a geração futura. Quando uma teologia
pode alimentar a geração seguinte, é uma grande teologia
e assim continua a grande tradição teológica.
3. É difícil traçar uma linha de divisão nítida entre a
minha aventura pessoal e a minha vida de teólogo. Há
dois textos da Escritura que sempre me apoiaram e que,
ainda hoje, continuam a apoiar-me: “Estai sempre prontos
a responder a quem vos pede a razão da esperança que
vos habita” (1 Pedro 3, 15) e “Não apagueis o Espírito. Não
desprezeis as profecias. Examinai tudo, guardai o que é
bom” (1 Ts 5, 19-21).
É o Espírito que me fala através destes textos sagrados.
Por um lado, no esforço contínuo para me reorientar nas
reacções inesperadas, para as quais sopra o Espírito de
Deus; este mesmo Espírito deu, ao meu trabalho teológico,
um carácter de esperança, libertador e construtivo
que abre para a existência concreta, como muitos dos
meus leitores, para minha grande alegria, me fi zeram
saber, verbalmente ou por escrito.
Por outro lado, o Espírito foi também a fonte do inesgotável
carácter crítico dos meus escritos, da atitude crítica
que, até hoje, me acarretou um certo número de cartas
nas quais os meus irmãos cristãos me defi niram como
um “diabo em carne e osso”, “um lobo sob a pele do cordeiro”,
“um herético da pior espécie” e “um imigrado na
Holanda que para o bem da sociedade e da Igreja seria
melhor regressar ao seu país de origem”.
O meu trabalho científi cosignifi ca ainda, para mim,
de modo muito consciente,uma forma de apostolado
e, em particular, uma formade pregação dominicana
da Boa Nova: o Evangelhode Jesus, o Messias do
Deus libertador, eleito doEspírito.
Aprendi, no entanto,por experiência que, se a
religião é o maior bem doser humano e para o ser
humano, é também, muitasvezes, inteiramente manipulada
para humilhar e atépara torturar o ser humano
no corpo e no espírito.É por isso que, sobretudo
nos últimos anos, o meupensamento teológico preferiu
defender o ser humano,homem e mulher, contra
as exigências desumanasda religião, em vez de
a defender contra as nossasilusões de seres pecadores
que todos somos.Nos dois aspectos, crítico
e construtivo, do meu pensamentoteológico, procurei
testemunhar aos outros a esperança e a alegria que
vivem em mim. Sou verdadeiramente um homem feliz.
Em suma, só um ser inteligente pode acolher a fé; só
um homem de fé pode deixar a inteligência, em todos
os seus registos, viver em liberdade a multifacetada experiência
cristã.
(1) Inês de Barros Baptista, Morrer é só não ser visto, Planeta,
Lisboa, 2009
 
Frei BentoDomingues
O.P.
 
 

 



publicado por animo às 16:08
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ÂNIMOS EXALTADOS

 

 

Seria trágico, se, quando do que precisamos é de ânimo e confiança, acabasse por ser Cassandra a impor-se, por falta de lucidez e coragem para arrepiar caminho e abrir um futuro novo
Pe Anselmo Borges, In Diário de Notícias (16 .01.10)

 



publicado por animo às 16:06
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
MATINAS

 

Obrigado, por mais este dia e pelo pedacinho da Tua Luz.

antónio colaço



publicado por animo às 12:09
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
MATINAS/HAITI,AI DE TI.

 

 

 

 

 

Os nossos pinheiros vergam, mas resistem.

A chuva não desiste, mas a gente insiste.

Ai, de ti, Haiti, os que ficaram não podem desistir.

 

Sem palavras para este atribulado existir, não acredito que Te limites a assistir.

Acorda-nos, nesta turbulência, para que Te vislumbremos como a Essência que agora quase renegamos. 

 

antónio colaço

 



publicado por animo às 12:53
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
MATINAS

 

Como ela, amendoeira em flor, rendo-me ao Teu esplendor. O Sol está prometido, apesar desta abundância de água.

 

antónio colaço



publicado por animo às 11:51
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010
NOS VALES, CARDIGOS, UM VALE DE LÁGRIMAS, PERDÃO, DE FLOCOS!

 

 

(Filme:Dr.Carlos Cardoso enviado por António Manuel Martins, dos Vales, Cardigos!Obrigado! Passeiem  nos seus links e vejam como nevou noutros  vales, lá para as bandas das Cimadas, perto de Proença a Nova!

 

Permito-me chamar a atenção para o cadenciado silêncio destes 35 segundos de neve entrecortado com o pêndulo de algum relógio de sala, que, no final, tem como decisiva expressão de alguém na sala "É mesmo um nevão!"! Lindo!! ac)

 



publicado por animo às 19:22
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MATINAS

 

"Às vezes aqui faz frio" e deixo que enregeleças comigo supondo-Te variável às  temperaturas...

O que vale é que não tardo em rir-me das figuras a que, supostamente, Te associo.

Sim, estás por perto e tanto que demoro a descobrir-Te, tão dentro.

antónio colaço



publicado por animo às 11:54
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Domingo, 10 de Janeiro de 2010
ÚLTIMA HORA: QUEREMOS ENCHER A ÂNIMO DE ...NEVE

Alô amigos da ânimo que se encontram por estas horas nas diversas cidades e aldeias da nossa área de abrangência, nomeadamente, Abrantes, Mação,Gavião, Sardoal, Constância, Castelo Branco, Portalegre e tudo à volta!!!

 

Encham este espaço de neve!!!

 

Essas fotos pra cá!!!!!(Para o nosso mail!!!)

 

Logo este fim.-de-semana que não nos deslocámos para o interior!!!!

 

Obrigado!!!

antónio colaço



publicado por animo às 21:50
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