Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
MATINAS

Tejo,às 07.46.

 

CHEGOU.

Vou, como tu, Sol,começar a saga de mais um dia.

Obrigado.

 

antónio colaço



publicado por animo às 08:13
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COMPLETAS DE ONTEM COMO SE FOSSEM MATINAS DE HOJE

Foto.Um destes dias no Cais do Montijo

 

Quero ser este homem que todos os dias vai ao cais despedir-se do sol.
O sol recompensa quem sempre nele acredita.
Quem sempre acredita que no dia seguinte
ELE CHEGA SEMPRE!

antónio colaço


publicado por animo às 00:56
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
MATINAS

Tejo,há instantes (07.41).

 

A blogosfera não existe,a blogosfera somos nós.
Quero surpreender-me mais do que surpreender.
Não quero viver para surpreender, quero por mim ser surpreendido.
Não quero escrever para ser lido, quero que as palavras nunca me cheguem para me dar conta do muito que tenho vivido.
Sim, sei dos outros, mas só os compreenderei quando me tiver compreendido.
Nunca desaparecerei, por muito que pareça de mim próprio andar desaparecido.
Apareci-me,como tu, Sol,todos os dias, por muito que te julgue escondido.
Obrigado.



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Domingo, 29 de Janeiro de 2012
VOANDO PARA SUL....

 

A caminho do sul.

A ânimo voando como quem vibra com Sesimbra.

 

antónio colaço



publicado por animo às 14:26
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
MATINAS

 

Uma semana depois a ânimo continua a ver o sol nascer e a dar graças por tal Benção,a admirar-se e a agradecer todos os incríveis gestos de amizade, a exaltar-se com os mais recônditos pormenores em que tropeça, desde o continuado voo das gaivotas, aos ansiosos e cansados rostos dos habitantes das paragens do 727,732,para terminar nas derradeiras despedidas do astro rei ele mesmo desesperado pela primavera que tarda.

Mas...uma semana depois, a ânimo reconhece que precisa de mais algum tempo para beber até à última gota o sangue de uma compulsividade comunicativa que jamais poderá voltar a criar-lhe a ilusão de que o mundo só pula e avança na rigorosa proporção do seu desmedido e desregrado egocentrismo.
A ânimo esteve no fabuloso concerto de Ano Novo e também na homenagem a Gustav Leonhardt, chegou, finalmente, à fala com esse imparável João Vaz, dinamizador por excelência dos adormecidos órgãos de Lisboa e com quem queremos voltar a falar, a ânimo tem visitado exposições, doentes com a morte no horizonte, gente com ideias aos montes....e com tudo a ânimo se rejubila sem que tenha de descer à vila.
Por quê, então, este continuado silêncio?
Essa resposta só a continuação deste silêncio permitirá.
A ânimo aceita, no entanto, que quem quiser possa subir a este terreiro dos "COMENTARIOS", ou através do seu mail, aqui apressando, com o seu voluntário testemunho, o fim deste silencioso mundo.
Muito obrigado.

antónio colaço

 

COMENTÁRIOS

 

De Paulo a 26 de Janeiro de 2012 às 10:50
 

 

Foi realmente um silêncio algo insurdecedor...
Algo de estranho se passa no reino da Dinamarca.
Espero que resulte apenas da elevada ocupação com o novo projeto.
Abraço
Paulo
*******************************************************
De jose sobral ribeiro a 26 de Janeiro de 2012 às 14:58
 
Dias de nevoeiro,dias de chuva é um carrocel de idas e vindas do bom e mau tempo.
Estamos cá é para isso gozar o sol, e a chuva , a neve e as amizades saudosas que perdemos por aqui e por ali.... foram-se os anos da juventude,vieram os da madureza, estes nos ensinam o que no passado era trovoada, ou repicar dos sinos no amor, na fantasia e no deixa andar.
Como é bom ser sábio, sabendo que nada sabemos e que fazemos prosa de ignorâncias que chocalham no coração, mas para nós são bombons saborosos a satisfazer vaidades...sei lá...
Frei Zé de Matosinhos


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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
COMPLETAS

Tenho sede.
Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito.

 

___________________

NOTA DA REDACÇÃO

___________________

Para tranquilizar alguns amigos:a ânimo/Blog e Facebook está em profunda meditação que durará o tempo que for necessário.

Meditação é mesmo MEDITAÇÃO.

Obrigado.



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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
ANSELMO BORGES, O CORPO E A TRANSCENDÊNCIA EM DEBATE

Meu muito estimado Amigo:
Mil graças pelas palavras sempre gentis que tem sobre mim.

Imerecidas.
Envio-lhe este debate. Uma forma de dar a conhecer o meu último livro.
Abraço grande e amigo
Anselmo

FAZ DUPLO CLIC NA IMAGEM PARA PERCEBERES A RIQUEZA DO PAINEL!

NR

Um Debate que nos deixe a todos nós, "os do Sul", com uma tremenda inveja!!!

Para os nossos amigos que estão pelo Norte aqui fica a notícia, melhor, o DESAFIO:

- IMPERDÍVEL!

antónio colaço



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LISBOAS

 Já uma pessoa não pode reunir-se em torno de um guia para receber toda a informação - toda a Luz - sobre Lisboa, tem que vir alguém perturbar o nosso silêncio, a nossa atenção, só porque decidiu descobrir-nos como objecto estético para satisfazer os seus interesses mais imediatos e comezinhos, como sejam os de uma tardia afirmação no panorama de uma presumida inovadora fotografia.

 


Há um cauteleiro cego que não pára de anunciar "olhó 69!Olhó 69!Anda à roda!"
Uma idosa acerca-se de si e compra.
Não sei quantos 69 adquire e muito menos se se imagina a andar à roda com os milhares de euros a que aspira.
Em primeiro plano, e que não foi, de todo, convocada para esta cena, uma outra mulher vergada ao peso da sua sorte.

No passado recente eu diria: "olha a minha sorte.
Aqui está um boneco em que,afortunadamente, tropecei.
Hoje, que decidi dar-me todas estas explicações, interrogo-me que interesses obscuros se escondem por de trás deste meu interesse pelos outros, apanhados, assim, desprevenidos no seu sofrido quotidiano, só porque um destes dias me queixei de que queria que se interessassem mais por mim e pelo meu interesse nessas pessoas, para terminar, concluindo, então, que, afinal, chegaremos um dia à Terra onde já nada mais interessa porque seremos interessantemente Eternos?
Em frente ao Palácio da Anunciada, onde passo, agora, com as vistas todas dilatadas -relembro-me que acabei de sair da consulta no Gama Pinto e, meio atordoado com tanta luz, quase nem sei para onde é que a rua me conduz - dou por mim a descobrir pela nesgazinha das minhas cerradas pálpebras estes candeeiros guardando o sol aos bocadinhos.
Estranha sensação, os meus dias - e só a mim isto verdadeiramente interessa - parecem aguardar que se faça luz por estas bandas.
Alguém algum dia me "anunciará" a tão aguardada boa nova ou....já deixei mesmo de interessar, outra vez?....
 
 
Enquanto espero na paragem do 732, frente ao Nicola,dou por uma animada idosa a levantar-se do assento da carris, despedindo-se de um bem animado idoso com um "até amanhã" ao mesmo tempo que se fazia ao empedrado da via que nos separa do monumento ao D.Pedro IV arrastando-se nas suas canadianas com alguma desenvoltura, o que levaria o seu avisado amigo de conversa a rumorejar "por que é que não atravessa na passadeira dos peões, raios?!".
Confessaria, depois,para quem o quis ouvir e que partilhou dos seus temores, "esta mulher vem todos os dias da Damaia até ao PICNIC só para tomar o pequeno almoço e ver quem passa...."

Confesso-me que me apeteceu perder o autocarro, ir no seu encalce e gravar com ela uma conversa sobre a sua patente arte de "envelhecer com sabedoria", uma tese de um meu amigo...quer dizer, de uma pessoa que eu conheço, sim porque a partir de hoje preciso de dizer-me em voz bem alta, sempre que me esquecer, que deixei extinguir em mim todas as noções que tinha de "amizade" por sabê-las todas condicionadas e ....condicionantes de mim.
Dizia-me eu, que estive quase a ir no seu encalce para, como tantas vezes,achar que a sua história podia ter algo de interesse para os meus leitores, bla,bla,bla...
Volto a admoestar-me...só continuarei aqui lançando mão das conquistas de um tal Mark Zuckerberg enquanto puder reforçar a amizade comigo próprio.

É isso, que interessa a história da senhora que vem da Damaia todos os dias dar o pequeno almoço às suas canadianas e namorar com quem aparecer na paragem do Nicola e correr sérios riscos desafiando o trânsito na Praça D.Pedro IV só porque se recusa a atravessar na passadeira dos peões....quando, de facto, aqui, quem interessa, apenas e tão só, sou eu e os riscos que corro ou não corro em vir para a praça pública falar de mim mesmo, mesmo que recorrendo, como foi o caso em toda esta manhã, a expedientes pseudo-literários de transalteridade?!
O que vale é que tudo isto vai acabar aqui, agora mesmo,até porque ninguém vai achar interesse algum nesta entendiante farsa de mim.
Afinal, o que é que isso me interessa?

Nesta imagem, eu sou o sujeito que todos parecem escutar.

Esqueçam tudo o que vos disse.
É o que eu próprio vou fazer também e já!
António Rodrigues
 

 

 



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MATINAS

Digo, apenas para mim, aqui que ninguém me ouve, hoje errei no autocarro que me deveria deixar na Avª da Liberdade, junto do Tivoli, para subir até à consulta do Gama Pinto!

Resultado, quando dei por ela, em vez de ter apanhado o 732, dou por mim,enganado,só no.... Largo do Rato.

Resultado, uma "marcha triunfal" até ao Gama Pinto.
Perdi o autocarro mas ganhei, dentro dele, este nascer do solzinho só para mim.
Isto me digo, aqui que ninguém me ouve.

A prova provada, só para mim, aqui que ninguém me ouve, de que quando saí de casa, o solzinho ainda estava embrulhado no lençolinho de invisiveis nuvens que a lua um destes dias lhe bordou.
Digo-me isto e fico-me convencido.

 

Deixo-me rir com as coisas que invento so para me rir, só para me ter bem disposto comigo próprio.

Sim,hoje é dia de não pensar nos outros, até porque como me disseram....

"Apesar de não ser um grande fã do facebook (que me leve a abençoá-lo…), acho que pode ser uma boa forma, ainda que algo artificial, de nos mantermos em contato com os amigos que “fazem que o nosso nome conte”.

Ter amigos nas redes sociais e por SMS ou telemóvel é ótimo, mas nos momentos mais difíceis é que dá para sentir porque é que os nossos pais são “amigos para sempre” e que os amigos se podem contar pelos dedos das mãos.

A verdadeira amizade é uma dádiva desinteressada e que não exige ou impõem igual conduta do amigo.

Porém, como somos apenas humanos e apenas conseguimos tratar como filhos aqueles que geramos (ou que os nossos filhos geraram…), temos todo o direito e até o dever de amuar e nos sentirmos infelizes porque achamos que não estamos a contar.

Felizmente, no Heavenbook todos temos muitos amigos, likes, todos nos conhecem e sentimos amados.

Enquanto estivermos só no facebook temos de nos contentar com um “é a vida…”

....dizia eu, que, a partir de agora, só me interesso por mim próprio.

Aliás, como muito bem me disseram, apanharam-me num ponto que julgava, de todo, imperceptível, ou seja, eu nunca dou ponto sem nó, sim.Eu não me interesso pelos outros, por causa deles, desinteressadamente, "sem impor igual conduta", qual o quê, eu só pensava nos outros enquanto interesse para e por mim.

Espertinho que eu fui.

Perdoo-me por ter levado, inconscientemente,tal perfídia tão longe.

E nem peço perdão a mais ninguém porque isso era uma inviesada forma de manifestar interesse por alguém.
Valeu a pena o HEAVENBOOK e acho mesmo que foi a melhor prenda que recebi.

Assim, a partir de agora,só devo interessar-me por mim próprio, com o trazer-me bem disposto, como me dizia,divertindo-me a correr atrás do solzinho desta manhã a aquecer o telhado de S.Bento.
Claro que me interessa saber que os senhores deputados estão quentinhos a trabalhar para o nosso melhor e/ou para o nosso pior.
Mas não lhes digo.
Não interessa.

 No passado, eu costumava dizer que não vivia para facebookar e sim que facebookava porque vivia!

Tretas!
Já que estou em processo de verdade nua e crua perante mim próprio,o jogo todo na mesa:
-O tanas!
Todo danadinho de passar uma manhã no Rossio - é certo que vindo de uma consulta no Gama Pinto (sim, nem precisava de me recordar,raios) - atrás das gaivotas e regressar, veloz, para mostrar "aos outros", a minha caça.
Não era por causa de mim, não, como hoje aqui faço,era para me fazer interessar aos outros.

Ganhar a sua atenção.O seu interesse.
Mas acho que aprendi, finalmente, depois destas sábias palavras que recebi - outra das duas melhores prendas do 15 de Janeiro e na sequência do HEAVENBOOK - e que só me relembro a mim própro para que nada do que delas possa extrair de útil eu perca:

"Caríssimo sexagenário (é assim, não é?)

Tudo o que eu possa dizer levará uma grande interrogação de V.Exa. mas, confesso, que não me importa.

Sabe que na minha terra, que não fica nem Alentejo, nem no Ribatejo, mas além mar, desde pequenino ensinaram-me a pensar nas pessoas queridas nos dias especiais, e/ou que constituíssem um marco.

E, por norma, católicos ungidos (?) desde tenra idade (mês e meio, na Sé Catedral, pela mão do pe. Damasceno), rezamos ou evocamos algo a Deus em favor dessa pessoa.

Sabe, meu caríssimo António, que eu guardava (e guardo) quase todas as datas (sim que os 20 já lá vão) importantes no calendário da minha cabeça. Nos tempos de catequese da saudosa Irmã Assunção, no orfanato de S. Vicente de Paulo, era um hábito rezar por todas as alminhas amigas.

Reconheço que a partir de uma determinada idade essa tarefa consumia bastante tempo antes de adormecer.

Até unificar todos à volta da mesma intenção.

Confesso-lhe isto, meu caro, para entender da forma que melhor lhe aprouver.

Um grande bem haja, muitos e bons anos e saúde.

Ah e não se esqueça que há um acordo ortográfico a cumprir.
(...)
(Não se iluda com o facebook. Quantas dessas pessoas lhe ligaram?)"

 

 

 



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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
VÉSPERAS



publicado por animo às 23:38
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PRENÚNCIOS DE PRIMAVERA...

 

 

Todos os anos por estes dias, o amarelo dos pampilhos, ressurge por entre as outonais folhas dos plátanos num prenúncio da tão desejada Primavera.

antónio colaço



publicado por animo às 23:38
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LISBOAS

Rua da Junqueira.Novo Museu dos Coches

Começar o dia deslumbrado com a riqueza deste diálogo de estilos arquitectónicos.

 


Cuidado, gaivota, não encalhes no Outono que resta.
Foto.Jardins de Belém.

 

 

 Dos enregelados pombos do Palácio de Aníbal e do providencial solzinho de Belém.

A branca e fria pedra dos Jerónimos ela mesma a espreitar o solzinho da manhã

Gaivotas em acesa disputa por.... um lugarzinho ao sol!



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WEBANGELHO SEGUNDO FREI BENTO DOMINGUES

 Outro grande WEBANGELHO de Frei Bento Domingues no sentido de nos limpar da condicionada cabecinha toda uma série de ideias condicionadas e condicionantes e que nos impedem de desfrutar plenamente o Deus que desde sempre se nos oferece para tal.

 

Falta-nos coragem para tal.Parece mais cómodo encomendarmo-nos - ou deixar que nos encomendem a alma - nos lucrativos "artefactos" que-nos-vendem-um-Deus-sempre-a-jeito.

 

Eis a chave para perceber como abrir as portas que em nós trazemos emperradas há séculos.

 

Alguns dos nossos pregadores se tivessem a humildade dos santos que nos apregoam, aos domingos, deveriam subir aos seus púlpitos e reflectir em voz alta a partir desta Iluminada Palavra!

(O Público sai bem cedo....)

 

Não tenho a mínima dúvida:é o Espírito Santo que nos acena por detrás desta Palavra "ficarei convosco até ao final dos tempos!"

 

Obrigado,Frei Bento.

antónio colaço

"Não devemos criar representações de Deus à imagem e semelhança dos nossos defeitos.

Essa é a grande corrupção teológica".

 

 

 

 

 

Faz duplo clic na imagem para alcançar melhor leitura.

 



publicado por animo às 16:42
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MATINAS

"A memória conta.Um povo sem memória é um povo sem destino",escreve VPValente no Público de Domingo que só agora leio.

E ainda,em antecipação ao artigo que mais logo publicaremos,Frei Bento,escatológico:"Não devemos criar representações de Deus à imagem e semelhança dos nossos defeitos.Essa é a grande corrupção teológica".
2
Um jovem bateu-me no carro,num daqueles descuidos q acontece a cada um,deixou o carro mal travado numa descida, tendo o dito deslizado até parar no meu.

Deixou bilhete,contacto e total disponibilidade para o arranjo.

Deixei o carro, há pouco, na oficina que indicou e exigiu-me, antecipadamente, que lhe apresentasse a factura do táxi que tivesse de tomar no regresso a casa!

Agradeci a atenção mas disse que não era preciso.

Porque vim a pé e pude parar nos Pasteis de Belém para me reconfortar com estas leituras,dou graças por estes sinais de que, quando queremos,apesar da "crise",a bondade de que Deus nos dotou tudo nos faz superar.

De facto,o nosso "destino",é sermos mesmo "bons".

Vai ficar para memória futura esta minha manhã radiosa.

As imagens de algum desse esplendor.

antónio colaço

 



publicado por animo às 15:39
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
HEAVENBOOK


Um destes dias esqueci-me por completo de dar os parabéns a um amigo que muito prezo.Quando dei por ela, meti-me ao caminho, liguei-lhe e, como vai sendo hábito,saquei da minha "Parrot", harmónica de boca, vulgo, "gaita de bêços", como se diz no meu Alentejo ( uma gaita made in China, só podia...)e aí vai disto, "Parabéns, a vocêêê....."!
2
Ontem, melhor dizendo, hoje, depois do frenesi dos telefonemas, sms, mail e....faceparabéns,dei por mim a tropeçar em dois ou três silêncios rolando aos trambolhões pelas escadas da memória dos meus afectos.
Na hora de me sentir ignorado, esquecido, marginalizado....tiniu a campainha do acerto de contas, tipo,"mas por quê tanto drama, meu, não te esqueceste,também, e logo de J ?!Vê, no entanto, que ele não se esqueceu de ti!"
Sim, quase desejei, ontem, ter sido justiciado por J com um esquecimento igual.Igualzinho.
3
Esta imagem que hoje revelo da minha breve infância por um dos jardins de abastada vivenda, lá para as bandas da Rua da Constituição, no Porto,contém a chave para decifrar estes intermitentes amuos com aquele lado condicionado de mim a que nem sempre acudo com a mais que exigida prontidão.
Acho que estou nesta imagem com cara de caso.Alguma coisa não corria bem. As dedicadas mãos femininas que me acarinham sei que eram de alguém que me derretia com amor e carinho. Por quê, então, esta constante insatisfação?
4
Num dos afortunados textos que aqui publicamos do meu querido amigo Pe Anselmo Borges - ele mesmo, incansável, em trazer-me nas palmas das suas santas mão, nas nossas conversas privadas - abordava-se a questão da necessidade que todos temos de reconhecimento. De sermos tidos em conta.De sermos nomeados.Que o nosso nome conte, numa palavra.
5
Graças ao meu querido Pai, padeiro, quase em permanente transumância por terras do Alentejo e Beira Baixa, e com uma invulgar capacidade de fazer amizades por todas as terriolas por onde íamos passando - e não foram tão poucas como isso - amizade essa cimentada nas árduas solidariedades do quotidiano, desde o exigente trabalho nocturno de padaria, quase braçal, à pequena hortinha amanhada com um rigor que nem o nosso querido Ribeiro Teles lhe chegaria aos calcanhares, para não falar da artesanal construção de grande parte do humilde mobiliário da casa, conserto de sapatos e até, pasme-se, dinamização cultural construindo instrumentos para uma bem disciplinada banda que percorreria as ruas da aldeia em carnavalescos folguedos....graças a este tão fabuloso quanto encantador Pai, dizia eu,muito depressa lhe segui o passo na arte de fazer amigos como portos de abrigo para as constantes surtidas pelo encapelado mar dos meus dias.Quando às vezes me perguntam se não sofria quando me despedia dos amigos a meio de processos de conhecimento é certo que sim, mas não me recordo que tal tenha sido impedimento para avançar para os novos relacionamentos que a chegada a outra terriola como que exigiam.
6
Nestes meus 60 anos, o sexto e último ponto desta reflexão.Abençoo o tão mal afamado Facebook, para alguns - eu próprio demorei a aderir-lhe - mas que em boa hora aí está a provar de que QUEM verdadeiramente continua a contar SOMOS NÓS, cada um de nós, o Face só veio apanhar a boleia de nos entrelaçar os nós das tantas cumplicidades e vontade de comunicarmos, mesmo que, por vezes, apenas nos seus preguiçosos "Like"!!
Sim,ontem com os pré-históricos telefones, telemóveis, mails, sms, hoje, com estes modernos desenvolvimentos de Ipads,Ipfones4s, etc,UMA ÚNICA REALIDADE PERMANECE ACTUAL:CADA UM DE NÓS, COM O SEU PRÓPRIO NOME, A SUA PRÓPRIA HISTÓRIA,A SUA VONTADE DE FAZER DIFERENTE E MELHOR.
Sim, do que se trata é que cada um de nós apenas quer que o tenham em conta.
Que o seu nome conte.

Nunca duvidei, mesmo os meus amigos que se esqueceram ou mesmo quando eu, como a historinha que aqui evoco, me esqueci dos meus amigos,sabemos que os nossos nomes "estão escritos no Céu!"
É lá que nos espera o verdadeiro e Eterno...HEAVENBOOK!
Obrigado!

PS
1.Viram?!Não foram precisos os lencinhos para as propaladas qwérticas lágrimas!Estes publicitários são mesmo uns exagerados!!!!

2.Como os amigos da blogosfera não têm acesso ao Facebook se lá não tiverem inscritos, já se sabe, aqui deixo aquela que foi a minha melhor prenda:

-Os Pais do Francisco, Rita e Paulo,ofereceram-me, por inteiro,esta foto do Francisco com o texto que lhe segue!!!

Muito obrigado!!!

Vovô (Ânimo Dias Mais Leves), hoje convenci os meus papás a darem-te uma foto minha aqui.

Gosto dos teus bigodes, do teu vrum-vrum, do teu colinho, gosto de ti e dos teus 60 anos.

Este é o meu sorriso de Parabéns!

Beijinhos, Francisco.— Rita Colaço com Paulo Nuno Vicente.


antónio colaço



publicado por animo às 16:28
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