Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
LISBOAS

 

 

Ao querer tapar um poster gigante de "ROMA ANTIQUA", para proceder a ajustamentos na tela "ÁGOAS LIVRES,OURO DA TERRA" como que desabou sobre nós a ira de todos os deuses!

Resultado,mudança radical da ideia inicial!

Os caminhos da arte...

Aguardemos pelo produto final!

antónio colaço



publicado por animo às 23:44
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MATINAS



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UMA EXPLICAÇÃO AOS NOVOS LEITORES!!!

A ânimo tem registado nos últimos dias  um substancial aumento no número de visitas.

Para aqueles que só agora por aqui passsaram o panorama não podia ser mais .... desanimador!

Actualização de entradas, nada!!!!

2

De facto, o envolvimento na preparação da Exposição "LISBOAS-40 ANOS DE LISBOA.pintura.escultura.música", que terá lugar pelas 19 horas, do dia 12 de Abril, na Mãe d'Água, nas Amoreiras, tem ocupado as nossas  últimas horas.

3

Aqui ficam, em sintese, MATINAS E LISBOAS DE HOJE!

 

Obrigado e...não deixem de passar por aqui!!!

 

NR

Uma dúvida nos assalta:será que tal acréscimo se deve ao facto de a ânimo estar entre a vintena de Blogs que concorre, a partir de amnhã, à mais aguardada entrega de..."Óscares Gastronómicos" da Blogosfera portuguesa?!

Aguardemos, serenamente, para ver o que é que os nossos amigos dos sapinhos vão decidir!!!!

Acreditem, o gozo em ter participado valeu a pena!

Venham mais iniciativas.

Afinal, isto anda tudo ligado.

Como costumamos dizer aqui, não vivemos para blogar, blogamos porque vivemos.

Cozinhar, é, assim, viver!!!

Viver é preciso!!!

Cozinhar, também!!!!

antónio colaço



publicado por animo às 23:32
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012
LISBOAS

 O verdadeiro artista é aquele que NUNCA explica as suas obras!

Estas..."espinhas" deixaram-me deslumbrado quando, desafiado a saborear o peixe que suportavam, assim se nos apresentaram!

O peixe, imaginem, chama-se "PEIXE-PORCO"e é pescado na Praia da Vieira de onde veio.

Uma delícia, agora, para os olhos.

Vamos ver no que dá.....

LISBOAS.12-28 ABRIL.MÃE D'ÁGUA.AMOREIRAS
pintura.escultura.música

Pronto, uma vez por outra, o verdadeiro artista tecendo esta acrílica manta de retalhos(uau!!!).

 



publicado por animo às 23:49
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MATINAS



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EMERENCIANO, "AQUI E AGORA" A PARTIR DE 2 DE MARÇO EM OVAR

 

Faz duplo cli na imagem para melhor leitura!!!

Êxitos, velho Amigo!!!

antónio colaço



publicado por animo às 11:22
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MATINAS
m


publicado por animo às 09:45
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
LISBOAS

 

Nos bastidores da "LISBOAS".

Colagens, raspagens, descolagens,desesperos vários,a procura do Belo...

Isto de ser artista plástico não é o que os senhores  julgam, bla,bla,bla...

Por aqui se pode perceber que, para além da vintena de trabalhos do início dos anos 70, feitos em Lisboa, depois da saída do Porto,e de outros mais significativos (não, ainda não é a desejada retrospectiva!!!Nem o espaço consente)o autor continua na linha de convocar o quotidiano para lhe atribuir inimagináveis qualidades estéticas.O quê, o Vik Moniz?!

Sim,também gostei muito mas já fazia (uau!!!)!E o que fizeram antes, Picasso,Duchamp...

Bom,esqueçamos.

O tacho partiu-se mesmo e será TACHOS PERDIDOS.

Os sapatos deixaram-me em plena rua sem meias solas....chamar-lhe-emos.....bom é melhor ficar por aqui!!!
 

Sem palavras.

Ou como diria o magistral Rogério:"Os vazios que as almas são capazes de suportar ...."

Obrigado, Rogério, ajudaste-me a compreender o meu próprio vazio!

As desculpas aos leitores por partilhar , assim, esta minha "alma vazia!"

Espero poder no próxinmo dia 12 de Abril, na Mãe d'Água, ajudar a encher as vossas um pouco mais!

Obrigado.

antónio colaço



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A FALA DAS GAVETAS . escreve Rogério Carvalho


NR
Esta crónica vou ter o prazer de a ler, aqui, apenas quando for editada!
Um pedido:o Rogério Carvalho escreve como poucos e já está no Facebook!

Façam-lhe uma visita e deixem lá os vossos comentários!!!

Ou, então, para o seu mail:

rogerio.carvalho47@hotmail.com

 

Ele tarda em acreditar no valor altamente literário das suas crónicas!!!
A ânimo, por muito que o publique - sinal dessa aposta - não consegue fazer-lhe ver tal verdade!!!!
Pronto, Rogério,tinha que dizer isto!!!

antónio colaço



HISTORIA PARVA

Herr Schmidt era o cão. Os nomes dos donos nunca ninguém os soube pronunciar com correcção. Herr e fraulein Anne era quanto bastava para a salvação que lhes davam as gentes da terra. No restante, eram conhecidos pelos atributos que melhor os caracterizava: o preto e a alemoa. Ele, porque era preto, ela por ser alemã, branca de neve, ambos velhos, ambos encanecidos, ambos em fim de rota.
Os três tinham aportado à ilha há mais de duas décadas, se é que se podia chamar ilha áquela restinga baixa e árida, só com vegetação rasteira resistindo aos ventos fortes que sempre corriam, ora de levante, ora de sudoeste, conforme as épocas do ano, uns secos e quentes, os outros carregados de chuva. Maçaricos, gaivotas e algumas famílias de pescadores pobres, eram os seus habitantes permanentes.
Tinham desembarcado do ferry que fazia as ligações regulares na época estival, com duas malas de mão, as carteiras a tiracolo, e o cão pela trela. Meticulosamente, inspeccionaram a praia, passaram em revista as diversas casas que se acantonavam na cota mais elevada da duna, e no fim do dia tinham dado sinal para a compra duma barraca de madeira, em mau estado, onde alguém tinha pregado uma tabuleta onde, numa caligrafia irregular de quem não tinha a mão afeiçoada ao desenho das letras, se lia: VEMDECE.
A casa era pequena, baixa, para escapar aos ventos, acaçapada num rebordo da duna, com telhado de lusalite, paredes de contraplacado, janelas pequenas e estreitas, e um alpendre apoiado em estacas de madeira, coberto com uma esteira de canas. Neste alpendre passaram a residir, recolhendo-se apenas para dormir no quarto fresco e sombrio. De manhã, voltavam ao páteo, que iam mobilando com vasos de flores, moitas de buganvílias, restos de redes, búzios, conchas, ramos de coral e pedaços de madeira esculpidos pelas ondas.
A língua era um embaraço, um entrave à comunicação entre o casal e a restante população residente. Durante o verão chegavam alguns compatriotas, alemães velhos como eles, que pareciam conhecer-se desde sempre; assavam peixe acabado de pescar, bebiam vinho barato, riam muito alto, e no fim, cantavam canções bávaras. Uns partiam no final do dia, na última viagem do barco; outros, permaneciam dias ou semanas, repetindo a receita de peixe fresco, vinho barato e cantares melancólicos.
Depois, chegavam o outono, o inverno e a primavera, e a ilha ficava deserta, esquecida, isolada e longínqua. Ao contrário dos pescadores que ali permaneciam, os alemães pareciam apreciar aquele silêncio triste, varrido pelos ventos, martelado pelo som cavo da rebentação alterosa a desfazer-se em espuma nas restingas da barra velha.
Herr e fraulein tinham-se conhecido numa cidade costeira do norte da alemanha. Ele era cozinheiro a bordo de um cargueiro ferrugento, que cruzava as rotas do atlântico caindo aos pedaços em cada temporal que defrontava, carregando fruta, cereais, cargas de sal e o que calhava, tanto fazia que fossem cargas legais como clandestinas.
O barco estava aprisionado há meses, detido pelas autoridades portuárias, devido a múltiplas irregularidades. Como navegava sob pavilhão de uma qualquer república centro-africana, e o armador se recusava ao pagamento da dívida, a tripulação agenciava o pão-para-a-boca como podia. Foi aí que travaram conhecimento: ela era recepcionista numa das empresas do porto, ele deambulava pelas docas; as circunstâncias juntou-os, e nunca mais os separou.
O facto de ele ser negro, embora a idade lhe tivesse tornado a pele cor da cinza e embranquecido o cabelo encarapinhado, fez renascer antigos preconceitos na família da indígena. Apesar de já ser entrada nos anos, de ter ultrapassado a idade convencionada para o casamento e de estar, por isso, condenada a ficar para tia, a respectiva família, ao não conseguir demovê-la dos propósitos, cortou relações com o casal. Os argumentos eram os estafados preconceitos de que uma ariana não se deviar juntar com africano, etc. e tal, a conversa do costume.
Depois da família, também os amigos se afastaram.
Por fim, a comunidade envolveu-os no mesmo mecanismo de exclusão.
O cozinheiro abandonou o navio, recebeu uma curta indemnização, disse que tinha saudades do sol, do mar, das águas tépidas e do céu azul, que estava farto de ser marginalizado só porque tinha nascido com a pele pigmentada com outros tons, pegou na mulher branca e loira, juntou-lhe o cão que resgatara num qualquer porto distante, e rumou para o sul. O resto já se sabe.
Do cão é que a história é esparsa: era um rafeiro pequenote, malhado de branco e castanho, que ostentava sempre sobre a coleira de couro, um lenço de algodão vermelho, enrolado em volta do pescoço. Tinha sido salvo algures, num porto que nem o dono recordava ao certo o nome exacto, ferido numa perna, esfomeado e com os olhos muito vivos a mendigarem comida, carinho e protecção.
Mesmo quando o barco ficou retido, o dono jamais o abandonou: havia sempre sobras na cozinha, e tempo livre para grandes passeios pelos cais e ancoradoros. Quando casou, o cão constituia a única parcela do seu dote, a par de uma mala velha e de um saco de lona, rechedos com roupas imprestáveis. A partir daí, passou a ser o terceiro membro da família.
Na ilha, passou a ser o herr schmidt, para se saber que aquele era o cão dos alemâes, mas com o tempo, o nome passou a abranger, indistintamente, qualquer dos três, fossem eles a mulher, o marido ou o animal.
Diziam os pescadores: vou dar estes charros aos érrexemites.
Perguntava a dona do único estabelecimeto da ilha: o que vai ser hoje dona érrexemita?
Viviam em boa harmonia, os pescadores, os alemães, o cão, e os veraneantes que vinham nos meses de canícula abrir as suas barraquitas de madeira, a que chamavam, pomposamente, casas. Estes, formavam uma população sazonal, barulhenta, conflituosa, classe Média baixa constituída maioritariamente por operários e funcionários públicos pouco classificados. Durante os meses que durava o verão, devassavam a ilha: namoricos dos filhos, zaragatas, bebedeiras, zangas e filas e mais filas para tudo: para entrar e para sair do barco da carreira, para se abastecerem no minimercado que abria expressamente no período estival, para tomar o café depois do almoço e do jantar, e para a lota ilegal, improvisada no areal junta às cabanas dos pescadores, que vendiam directamente o produto da pesca artesanal, eximindo-se ao imposto.
Homens de meia idade, com barrigas descomunais, cruzavam a ilha em todas as direcções, desde o romper do dia até ser de noite, empunhando canas de pesca, fisgas para as solhas e os linguados, alcatruzes para os polvos, xalavares, artes de arrasto para a conquilha, para a ameijoa, o berbigão e o lingueirão. Uma azáfama tonta que durava todo a estação.
Nesse período, os alemães recolhiam-se. Recebiam visitas, cantavam, ela ficava vermelha como um tomate, de tanto sol e excitação, e ele continuava com o mesmo tom de pele, aparentemente insensível às radiações solares, e Herr Schmidt aproveitava para conhecer a renovada comunidade canina que, trazida pelos veraneantes, enchiam a ilha de latidos e excrementos. Herr Schmidt gostava. No dia a dia, pouco se socializava com os cães magros e quezilentos dos pescadores, sempre acorrentados a sórdidos abrigos de tábuas carcomidas, e tresandando a peixe. Por isso, o verão era a sua estação preferida, a época em que podia alargar o seu círculo restrito de contactos, e ampliar a probabilidade de propagar os genes.
Mas o estio era também a estação da cerveja fresca, à tardinha, a meias com o dono. O velho cozinheiro gostava de se sentar na esplanada da venda da ilha, fronteira ao pequeno cais de desembarque: era uma loja pequena que vendia de tudo, do açúcar às batatas, das chávenas de café ao vinho a copo, passando pelas cervejas geladas acompanhadas pelo inseparável pires de tremoços. O dono mandava vir as cervejas, e Herr Schmidt bebia a meias, directamente de um prato fundo que o dono transportava exclusivamente para tal efeito, com evidente satisfação.
Quando a noite caía, regressavam ambos, lado a lado, ensarilhando-se nas pernas um do outro, cambaleantes, progredindo com hesitações sobre o areal ainda quente, onde as brisas se perfumavam de açafrão selvagem . Aos ésses, aos ziguezagues, oscilavam como um barco a navegar à bolina cerrada, progredindo contra o vento. Cão e dono partilhavam, cúmplices, o mesmo vício.
Sem ambições, sem outro desejo para além o de viver cada dia de forma plena, os três iam envelhecendo. Quando o homem morreu, uma adaquelas mortes que se anunciam sem ruído nem drama, mas apenas como um acto profundamente natural, o cão enviuvou. Enviuvou muito mais do que a viúva, porque ele só conhecia aquele dono. Para além da vida, o dono era tudo o que ele possuira. E o coração de Hérr Schmidt definhou com a saudade. Sentava-se em frente de uma fotografia do velho marinheiro emoldurada sobre um móvel da sala tosca, e gania baixinho, até adormecer .
Ao fim de uma semana recusou-se a comer. Depois morreu de pura ausência do ente que mais amara. Nessa noite, e nas seguintes, o vento uivou como um cão, e como um cão rondou as paredes da casa, e fraulein Anne enrodilhou-se na cama por fazer, que mais parecia um ninho de cão. Depois, não houve mais nada senão o silêncio e a brisa do fim da tarde, intensamente perfumada de açafrão. E a rebentação do mar dia e noite, sincopada como um metrónomo.
Afinal esta é apenas uma história de gente naufragada, que só pretendia da vida a proximidade dos horizontes líquidos do oceano e o prazer das coisas insignificantes. Foram para onde o vento os levou e depois morreram um a um, como deve ser. Um a um vamos morrendo, e é tudo.
Herr Schmidt repousa ainda nas traseiras da casa abandonada, numa leve dobra do terreno do quintal, e os donos, ou o que deles resta, num qualquer cemitério municipal, sem deixarem sombra nem rasto.
Os vazios que as almas são capazes de suportar, são infinitos.

Rogério Carvalho

COMENTÁRIO

Final fabuloso.Vou repeti-lo como quem pede mais:"OS VAZIOS QUE AS ALMAS SÃO CAPAZES DE SUPORTAR!".
Venham mais!
Obrigado

antónio colaço

 

 

 



publicado por animo às 11:26
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Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
LEITURAS

NR Para melhor leitura faz duplo clic na imagem.
 
"Para criar torna-se necessário que estejamos, ao mesmo tempo,por fora e por dentro do texto..."

No tempo em que amanhecia com a reclamada leitura de imprensa que depois tinha de condensar para telemóvel em 900 caracteres servidos..., em regra, a partir das 8.30 com as torradas dos meus então clientes ( e camaradas,claro!) os senhores deputados, devorava as crónicas de António Lobo Antunes. Não falhava uma e abominava a quinzenalidade!

Tropecei, um destes dias, na sua última crónica e não resisto a partilhá-la convosco.O mestre, em cujos livros não entro (!!!) desdobra-se aqui, como poucas vezes o vi fazer, em revelar-nos o santo e a senha da sua peleja com as palavras, sejam elas destinadas às crónicas ( a que, afinal, reconhece valor!) sejam aos livros para os quais vai tropeçando em crescentes dificuldades, digamos.
antónio colaço


publicado por animo às 15:40
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WEBANGELHO SEGUNDO FREI BENTO DOMINGUES

Clica sobrea imagem para leitura mais ampliada.

 

COMENTÁRIO

O Pe Anselmo Borges, outro dos nossos webangelistas de serviço na ânimo (uau!!!) respondia, ontem, ao nosso comentário com um "Meu queridíssimo Amigo:Que o Divino Espírito Santo ouça as nossas orações.
Grande abraço amigo".
Pois bem, este texto de Frei Bento, de hoje,como que prenuncia algo que pode estar para acontecer mais depressa do que julgamos, embora não tão depressa quanto desejamos!
A IGREJA SOMOS NÓS.

VATICANO III PARA TERMOS VOZ!
Um lead que aqui deixámos e que voltamos a relembrar, para que a chama não se possa apagar!!!

antónii colaço

 



publicado por animo às 15:05
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MATINAS...(COM NOITE DE TREVAS EM MAÇÃO)

 

 

Tejo,há instantes.

 

Pudessem as tuas águas, Tejo, voltar para trás para que a noite, ontem, em Mação não tivesse sido de trevas....

 

Foto.Carlos Diogo,Mação.Obrigado,primo.

 

antónio colaço

 



publicado por animo às 11:11
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
COMPLETAS

Tejo, há instantes.

 

E cai a noite.....

Obrigado.

antónio colaço

 



publicado por animo às 22:34
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WEBANGELHO SEGUNDO FREI BENTO DOMINGUES

Faz duplo clic para ampliar!

COMENTÁRIO

Com um imperdoável atraso - o Espírito sabe e compreende porquê - aqui fica mais uma incansável tarefa de Frei Bento, que, conjuntamente com o Pe Anselmo - atentem bem no que nos deixa escrito, hoje,...no DN -ambos preparam a nova Ressurreição porque aspiramos.
Mais do que "cumprir preceitos, viver em comunidade" é do que precisamos!
Sejam preceitos religiosos ou sociais, adiantamos nós!
Obrigado!

antónio colaço



publicado por animo às 22:28
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WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

Pe Anselmo Borges

In DN

O PAPA E AS INTRIGAS NO VATICANO

 

Dizia-me uma vez em Bruxelas, admirado e pesaroso, um ilustre teólogo da Universidade de Lovaina (Joseph Ratzinger até o cita num dos seus livros sobre Jesus de Nazaré; não é herege): "Como é que foi possível o movimento desencadeado por Jesus, essa figura simples e amiga dos pobres, que acabou crucificado, desembocar no Vaticano, com um Papa chefe do Estado?" Entende-se, quando se estuda a História, mas é preciso reconhecer a tremenda ambiguidade da situação e o perigo constante de traição da mensagem cristã.

Hoje, concretamente, como já aqui chamei a atenção, citando o livro de Hans Küng, Ist die Kirche noch zu retten? (A Igreja ainda tem salvação?), a Igreja Católica, a maior, a mais poderosa, a mais internacional Igreja, essa grande comunidade de fé, está "realmente doente", "sofre do sistema romano de poder", que se caracteriza pelo monopólio da verdade, pelo juridicismo e clericalismo, pelo medo do sexo e da mulher, pela violência espiritual.

Ora, a Igreja não pode entender-se como um aparelho de poder ou uma empresa religiosa; só como povo de Deus e comunidade do Espírito nos diferentes lugares e no mundo. O papado não tem de desaparecer, mas o Papa não pode ser visto como "um autocrata espiritual", antes como o bispo que tem o primado pastoral, vinculado colegialmente com os outros bispos.

A Igreja tem de fortalecer as suas funções nucleares: oferecer aos homens e mulheres de hoje a mensagem cristã, de modo compreensível, sem arcaísmos nem dogmatismos escolásticos, e celebrar os sacramentos, sem esquecer o dever de assumir as suas responsabilidades sociais, apresentando à sociedade, sem partidarismos, opções fundamentais, orientações para um futuro melhor.

Não se trata de acabar com a Cúria Romana, mas de reformá-la segundo o Evangelho. Essa reforma implica humildade evangélica (renúncia a títulos como: Monsignori, Excelências, Reverências, Eminências...), simplicidade evangélica, fraternidade evangélica, liberdade evangélica. E é necessário mais pessoal profissional, acabando com o favoritismo. De facto, esta Igreja é altamente hierarquizada e ao mesmo tempo caótica. Quem manda no Vaticano? "Conselheiros independentes haverá poucos." Precisa-se de transparência nas finanças da Igreja.

Acima de tudo e em primeiro lugar, é preciso voltar a Jesus Cristo, ao que ele foi, é, quis e quer. De facto, em síntese, a Igreja é a comunidade dos que acreditam em Cristo: "A comunidade dos que se entregaram a Jesus Cristo e à sua causa e a testemunham com energia como esperança para o mundo. A Igreja torna-se crível, se disser a mensagem cristã não em primeiro lugar aos outros, mas a si mesma e, portanto, não pregar apenas, mas cumprir as exigências de Jesus. Toda a sua credibilidade depende da fidelidade a Jesus Cristo."

Problema maior é a Cúria. O cardeal Walter Kasper, referindo o actual péssimo clima no Vaticano, que causa "confusão" entre os fiéis, disse que Bento XVI anda "muito triste". E tem razões para isso. O paradoxo é este: o papado é a última monarquia absoluta do Ocidente, mas o Papa não controla a Cúria. Duas cartas do núncio apostólico nos Estados Unidos denunciam corrupção ao mais alto nível no Vaticano. Agora, em finais de pontificado, começaram já as intrigas maquiavélicas e as lutas pelo poder, no sentido de manobrar a sucessão, tendo-se chegado até a falar numa conspiração para matar o Papa.

Neste contexto, o Papa lembrou, no passado Sábado, aos novos cardeais que "domínio e serviço, egoísmo e altruísmo, posse e dádiva, interesse próprio e generosidade: estas lógicas profundamente opostas confrontam-se em todas as épocas e em todos os lugares. E não há dúvida nenhuma sobre a via escolhida por Jesus". Recomendou que "renunciem ao estilo mundano de poder e de glória". "O serviço de Deus e a doação de si é a lógica da fé, que está em contradição com o estilo mundano."

Desculpem, Reverências e Eminências, mas a Igreja não vai com púrpura, barretes cardinalícios e intrigas de poder. Só com o Evangelho.

 

COMENTÁRIO
Tanto que apetece dizer!
Mas porque tanto e tão claramente está dito que dizer algo mais é introduzir ruído e fazer perder eficácia à Palavra assim proclamada.
Eu acho que Jesus Cristo se serve de pessoas como o meu querido Amigo para, na linha do "obrigado, Pai, porque revelaste estas coisas aos humildes e as escondestes aos sábios..." para nos fazer ver qual o caminho a seguir.
Só um problema, de facto, Ele devia dar um "Jeito" para não nos fazer perder mais tempo!!!!
Por que não voltar a enviar o Espírito Santo, sim, e em forma de mil pombas que debicassem,com carinho, claro, não só os barretes cardinalícos de toda a Cúria como, melhor, ainda, as anquilosadas ideias que à sombra daquelas cabecinhas marinam e paralisam toda a vitalidade do cristianismo inicial?!!!
antónio colaço

 



publicado por animo às 20:35
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