Terça-feira, 23 de Maio de 2017
ANDRÉS QUEIRUGA EM PORTUGAL A PARTIR DE AMANHÃ

A PARTIR DE AMANHÃ

ANDRÉS TORRES QUEIRUGA em Portugal.
Um privilégio.Um momento de rara aproximação a uma das mentes mais inspiradas e inspiradoras para OLHAR DEUS com CONFIANÇA.

...

Um obrigado ao meu querido amigo Pe Anselmo Borges pela continuada partilha deste TABOR que nos alivia e liberta de todo o antigo temor.

(Foto Rui Duarte Silva, in Expresso).

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publicado por animo às 19:55
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WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

O que eu penso sobre Fátima (4)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1 Para quem acredita verdadeiramente no Deus dos cristãos, Fátima é uma questão ao mesmo tempo simples e tremendamente exigente.

Quem acredita em Deus sabe que Ele é infinitamente transcendente ao mundo; Ele está, é, para lá do espaço e do tempo, sempre para lá do que se possa tentar pensar ou dizer. "Nunca ninguém viu Deus", diz o Novo Testamento. Por outro lado, se Ele é o Criador, melhor, porque Ele é o Criador, é infinitamente presente ao mundo e a todas as criaturas. Ele criou e cria a partir do nada e por amor tudo quanto é; de tal modo é Força infinita de criar que, se Ele se retirasse do mundo, tudo voltaria ao donde veio: o nada. E o que é que Ele quer senão manifestar-se às criaturas, que Ele ama, com amor infinito? O interesse de Deus não é a sua maior honra e glória, mas a plena realização das criaturas. É, pois, infinitamente transcendente e infinitamente presente, Presença infinitamente transcendente e imanente.

Se é Presença infinita ao mundo e às criaturas e se o que Ele quer é manifestar-se, revelar-se, o problema está tão-só do lado das criaturas. Então, há quem se dá conta dessa Sua manifestação, e quem nem sequer está interessado, de tal modo anda distraído. Uns dão-se conta e outros não se apercebem de nada.

Também é claro que cada um se dá conta sempre segundo os seus esquemas de entendimento, no seu horizonte de compreensão, num determinado contexto histórico, cultural, religioso, no quadro da sua história familiar, pessoal, atendendo ao seu carácter, modo de ser e estar no mundo, às suas expectativas...

E as crianças também se podem aperceber dessa Presença? A resposta é: Porque não? Mas, mais uma vez, como crianças, e dentro dos seus pressupostos histórico--existenciais...

É como no amor. Para dar um exemplo simples: vejo os estudantes que chegam no início do ano à faculdade, e todos se vêem, pois aparecem uns aos outros; depois, com o tempo, constato que um estudante anda de mão dada com uma estudante, os dois têm manifestações especiais de afecto e, se a relação se aprofundar e tornar intensa, pode acontecer que se casem e tenham uma vida e filhos em comum... O que é que ele "viu" nela de especial?, o que é que ela "viu" nele de especial? Tudo começa por uma experiência. Na relação com Deus, sem essa experiência interior, que tem que ver com - é talvez a palavra melhor - dar-se conta da sua Presença infinita, transcendente-imanente, experiência sempre pessoal e única, até pode alguém viver da religião, andar em procissões e outras exterioridades religiosas, e ser ateu.

Não custa admitir que as três crianças em Fátima fizeram uma verdadeira experiência religiosa interior. Evidentemente, como crianças e no contexto das suas vivências, incluindo as vivências religiosas da época; enquanto crianças, é natural que essa experiência tenha assumido uma esquematização feminina com a figura materna de Nossa Senhora e, dentro do contexto histórico, com dimensões de exaltação (luz "mais brilhante do que o Sol") e também de pavor ("o fogo do inferno"). Depois, a partir de um núcleo originário, houve arranjos e rearranjos, segundo a história e novos desenvolvimentos e reinterpretações. Neste sentido, pode-se perguntar porque é que o comunismo aparece condenado, não sucedendo o mesmo com o nazismo. De qualquer modo, Fátima tornou-se um acontecimento de influência mundial.

2 A experiência de Fátima tem elementos de valor permanente: a oração, a conversão, a mudança de vida, na luta pela justiça, pela paz, pela dignidade de todos. Os próprios pastorinhos assumiram-na nas suas consequências, e rezavam e testemunhavam e a sua generosidade chegou ao ponto de dar a pouca comida às ovelhas pela conversão dos pecadores. Não acredito que Deus quisesse isso, mas não se pode deixar de admirar esta generosidade.

O Papa veio e procedeu à sua canonização. No meu último livro, Francisco. Desafios à Igreja e ao Mundo, chamo a atenção para as canonizações e os seus perigos, concretamente para a questão da necessidade de milagres como comprovativo de santidade. Para mim, os únicos milagres são os milagres do amor. Pensar que Deus intervém para interromper ou suspender as leis da natureza supõe que Ele está fora do mundo e que, de vez em quando, vem cá dentro e, arbitrariamente, pois vem para uns e não vem para outros. Como já sublinhei, Deus não está fora mas dentro, infinitamente presente como fundamento do milagre da existência de tudo.

Precisamente porque tudo é milagre - o milagre de existir, do ser e de se ser -, não há "milagres", que implicariam ateísmo.

Todas as crianças são santas, porque são puras e inocentes. Assim, apesar das reservas que coloco, só posso esperar que esta canonização sirva para a tomada de consciência de que todas as crianças são mesmo santas, com dignidade divina, tirando-se daí todas as consequências: acabar com toda a violência física e psicológica sobre elas, pôr termo a todas as situações de abuso: tráfico para a exploração sexual e de órgãos, trabalho infantil, soldados para as guerras, e que se ponha fim a essa tragédia que é mais de 10 000 crianças morrerem todos os dias de fome no mundo... Se esta salvaguarda das crianças se concretizasse, esse é que seria um verdadeiro milagre de Fátima.

3 Concordo com Henrique Monteiro, no último Expresso: "negar que Fátima tem um apelo especial, é negar a evidência, o que só se consegue com teorias estapafúrdias", como as do negócio e vigarice. Mas digo também: uma vez que há experiências religiosas melhores e outras menos boas, é tarefa da Igreja evangelizar Fátima, purificá-la, também com a transparência nas contas.



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Segunda-feira, 15 de Maio de 2017
ANDRÉS TORRES QUEIRUGA EM PORTUGAL

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publicado por animo às 16:42
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PE ANSELMO BORGES SOMA E SEGUE NA PROCLAMAÇÃO DA BOA NOVA FELICITANTE

PE ANSELMO BORGES SOMA E SEGUE
NA PROCLAMAÇÃO
DA BOA NOVA FELICITANTE

Sem palavras....
Atenção amigos do PORTO, LISBOA E COIMBRA
UM PRIVILEGIO O REENCONTRO COM ANDRÉS TORRES QUEIRUGA!!!

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publicado por animo às 16:26
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SEARAS ESCOLA DE VIDA

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Um cheirinho de searas às portas do Alentejo.
2
As searas foram a minha primeira escola da vida e tive como mestres os meus pares....
Sabiam de tudo, o que eu até ali ignorava, de tudo e de muito mais.
Obrigado, putos da nossa eternamente amada Cardigos.
Esquecê-la?Jamais!



publicado por animo às 13:50
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Sábado, 13 de Maio de 2017
WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

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O que eu penso sobre Fátima (3)

As pessoas recorrem a Maria como a Mãe, aquela que tem compreensão e traz ternura e se compadece.

 

1 O sofrimento das pessoas tem de ser compreendido e respeitado. Perante o sofrimento, os calvários todos do mundo, eu inclino-me, porque me comovo profundamente.

Mas, depois, porque os crentes muitas vezes não foram informados sobre o verdadeiro Evangelho, notícia boa e felicitante da parte de Deus, concebem Deus à maneira de um tirano ou de um déspota, que precisa de sangue e submissão, fazem promessas e, concretamente em Fátima, vão pagá-las, de joelhos ou arrastando-se, sempre com aquela ideia de que talvez Deus se comova. Aqui, há uma pergunta simples: que pai ou mãe sadios, para darem pão e saúde aos filhos, precisam que eles se ajoelhem e se arrastem?

Fátima precisa, pois, de ser evangelizada. E a primeira evangelização é a evangelização de Deus, da imagem que fizemos dele. Jesus veio "evangelizar" Deus. Afinal, Deus é mesmo Pai e Mãe, e o seu único interesse consiste na alegria e na realização verdadeira e plena dos seus filhos. O único sacrifício que Deus quer é o que é exigido para lutar pela dignidade de todas as pessoas e pelos seus direitos.

E Deus não precisa de promessas e que queimem toneladas de cera, tanto mais quanto Ele quer que a natureza que ele criou seja preservada. Que se faça, portanto, tão-só a promessa da conversão, da mudança de vida. Porque o mundo está ameaçador e perigoso e, se não houver mudança nas atitudes, se não houver diálogo, se o Deus da Vida continuar a ser substituído pelo deus-dinheiro, então, como diz o Papa Francisco, a terceira guerra mundial em curso, embora aos pedaços e episódios, pode tornar-se explosiva, com a ameaça até do nuclear. Esse é que pode ser o inferno que os pastorinhos dizem ter visto.

O único sacrifício que vale a pena, isto é, que tem valor, é o que se faz para acabar com o sofrimento e os muitos calvários do mundo e para incentivar a justiça e o amor. Como disse o famoso bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, em diálogo com Óscar Lopes, depois de denunciar a religião das promessas, a religião utilitária, "o limiar diferencial da religião cristã começa quando alguém se debruça sobre o outro, quando alguém se volta para aquilo que o transcende, seja o outro neste mundo, seja o Outro absoluto (a relação ao Outro absoluto é exactamente também a relação ao irmão)". O então bispo do Porto era muito cauteloso em relação a Fátima e aos seus perigos de desvio da autêntica religião cristã, como, por exemplo, quando se fala dos manipulados "segredos", observando: "Abaixo de Fátima ainda há a magia." Um modo provocante de apelar à dignidade que deve existir na religião.

2 Estou convicto de que se alguém viesse, por exemplo, da Índia e não tivesse nenhum conhecimento do cristianismo, ao assistir a certas celebrações em Fátima e noutros lugares em honra da Virgem ficaria com a ideia de que Maria é uma deusa. Causa realmente impressão o lugar tantas vezes central que é dado à figura de Nossa Senhora no catolicismo. Como se explica esse marianismo, que pode desembocar numa quase mariolatria? Isso dá-se de modo muito impressivo concretamente em Portugal, mas não só. Essa realidade tem uma expressão significativa nas manifestações de Nossa Senhora em muitas partes do mundo: só entre 1928 e 1975 contaram-se mais de 300 visões e o Dicionário das Aparições da Virgem, de R. Laurentin, de 2010, dá conta de 2567 encontros de videntes com Maria.

Julgo que esses excessos encontram até certo ponto alguma explicação no patriarcalismo e na ausência do feminino no catolicismo. Assim, quando se fala de Deus, é no masculino: Deus é Deus, no masculino; as três Pessoas da Santíssima Trindade dizem-se no masculino: Pai, Filho, Espírito Santo. A hierarquia é masculina: o papa, os bispos, os padres, os diáconos, os sacerdotes - as mulheres têm funções subalternas. A própria socialização religiosa dá-se no masculino: mesmo uma menina será baptizada por um homem (padre, diácono ou bispo), já jovem ou mulher confessar-se-á a um sacerdote, que verá também na presidência das celebrações. Mas a situação agrava-se quando se olha para a cultura tradicional, concretamente, portuguesa. A figura do pai representa a ordem e a lei. Muitas vezes se ouviu a mãe a dizer aos filhos, no caso de desobediência ou transgressão: "Eu vou dizer ao vosso pai!..." A transferência dessa imagem temerosa do pai terreno para Deus enquanto Pai criou timidez face à figura de Deus, que a figura materna de Maria vem compensar, a ponto de ser posta a dizer heresias como esta: "Eu seguro a mão do meu Filho Jesus para não descarregar o castigo sobre o mundo e destruir a humanidade" e a pôr os cristãos a invocá-la contra Deus e o medo que Deus provoca.

As pessoas recorrem a Maria como a Mãe, aquela que tem compreensão e traz ternura e se compadece. Pertence a Frei Bento Domingues a definição inultrapassável de Fátima: "É o cais de todas as lágrimas dos portugueses." Pergunto frequentemente: o que seria a Igreja em Portugal sem Fátima? E a política, em tempos de crise, sem essa almofada, esse colo aconchegante? Não foi a Fátima que as mães foram desabafar durante a Guerra Colonial? Não é lá que os portugueses vão desabafar em tempos de crise? Mas este é um fenómeno do catolicismo universal, como mostrou a National Geographic, na sua edição americana de Dezembro de 2015, com uma bela imagem de Maria na capa e o título: "Mary, The Most Powerful Woman In The World".

3 Mas, segundo o Evangelho, Maria é quem é porque é a primeira cristã. Acreditou no Filho e no seu Evangelho. Como se lê no Magnificat, o belo hino que São Lucas põe na sua boca: "O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas. A sua misericórdia estende-se de geração em geração. Dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias."



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Sábado, 6 de Maio de 2017
WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

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O QUE EU PENSO SOBRE FÁTIMA (2)
Pe Anselmo Borges
In DN 4 Mai


1 - Um problema maior deste tempo são a pressa, a imediatidade, a fragmentação. Alguém pára para pensar, para verdadeiramente se informar, reflectir? Alguém lê livros? Sim, livros? Porque um livro, quando é bom, dá que pensar, e tem princípio e meio e fim e aberturas para lá dele e é preciso dialogar com ele e os seus pressupostos e os seus horizontes. Mesmo num jornal, lê-se a notícia toda ou só o título? Afinal, um dos grandes perigos de hoje é que se vive de flashes, de impressões, na vertigem de um tsunami de informações e opiniões dispersas, intoxicantes.

No passado dia 14 de Abril, o jornal Expresso titulava na primeira página: "É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima" (Anselmo Borges). E remetia para uma entrevista na página 22. É claro que quem só leu este título ficou enganado. É verdade que eu disse aquilo. Mas quem foi ler a entrevista? Quem leu encontrou o que é fundamental: a necessária distinção entre "aparição" e "visão": "Posso ser um bom católico e não acreditar em Fátima porque não é dogma. Não me repugna, contudo, que as crianças, os chamados três pastorinhos, tenham tido uma experiência religiosa, mas à maneira de crianças e dentro dos esquemas religiosos da altura. É preciso também distinguir aparições de visões. É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima. Uma aparição é algo objectivo. Uma experiência religiosa interior é outra realidade, é uma visão, o que não significa necessariamente um delírio, mas é subjectivo. É preciso fazer esta distinção."

Como já aqui expliquei, é evidente que Maria não apareceu fisicamente em Fátima, pois o crente na vida plena e eterna em Deus sabe que essa vida é uma nova criação, para lá do espaço e do tempo; não é segundo o modo da vida neste mundo. Mesmo a ressurreição de Jesus não é a reanimação do cadáver, é evidente, e, por isso, está para lá das manifestações físico-empíricas. Eu acredito na vida eterna e que Jesus está vivo em Deus. Como é? Ninguém sabe. As grandes experiências, as que decidem da vida e da morte e do sentido da existência e da história, são interiores. É neste dinamismo que estão as experiências da fé religiosa, mesmo se - a experiência nunca é pura, nua - se dão no quadro de esquemas, figuras e imagens interpretativos, segundo as situações, os tempos e os contextos. O referente - pólo objectivo - é sempre o mesmo: o Mistério, o Sagrado, Deus, Presença transcendente-imanente, que o crente - pólo subjectivo - experiencia como Fundamento e Fonte de salvação.

Percebe-se então que há experiências religiosas melhores e outras menos boas. E lá está na entrevista: "E por isso digo que é necessário evangelizar Fátima, ou seja, trazer uma notícia boa. Porque mesmo para aquelas crianças aquela não foi uma notícia boa: que mãe mostraria o inferno a uma criança?"

2 - Qual é o núcleo da mensagem de Fátima? Em primeiro lugar, a oração. É uma grande mensagem? É. Para crentes e não crentes. Quem não precisa de rezar? Não necessariamente dizendo orações, embora os cristãos tenham a oração essencial que Jesus ensinou: o pai-nosso", onde está o núcleo da vida: a ligação à Transcendência, que é Amor; que o Reino de Deus venha: o Reino da verdade, da justiça, da dignidade livre e da liberdade na dignidade para todos e que lutemos por isso; a gratidão face ao milagre exaltante da Vida; o pão para todos; o milagre do perdão; a atenção ao essencial da vida, para se não cair na tentação da desgraça, do mal que fazemos a próprios e aos outros. A oração implica parar para escutar o silêncio e o que só no silêncio se pode ouvir: a voz da consciência e da dignidade, meditar, descer ao mais fundo de si, lá onde se encontra a ligação com a Fonte, donde tudo vem e onde tudo se religa e se faz a experiência do transtempo, para se poder viver no tempo sem se afundar na dispersão e no vazio.

A outra mensagem: "Fazei sacrifício e penitência." E aquelas crianças até a pouca comida que tinham davam às ovelhas pela conversão dos pecadores.

Fátima precisa de ser evangelizada. Evangelho quer dizer notícia boa e felicitante, mas, frequentemente, como bem viu Nietzsche, o que se anunciou foi um Disangelho: uma notícia desgraçada e que arrastou consigo imensa infelicidade. No Evangelho segundo São Marcos, Jesus inicia a sua vida pública, proclamando: "Metanoiete", cuja tradução normalmente é: "Fazei penitência", mas realmente o que lá está é: mudai de mentalidade, de modo de pensar; portanto, mudai de vida, de mentalidade, de atitude, e acreditai no Evangelho. Jesus anunciava: "Ide aprender o que isto quer dizer: Deus não quer sacrifícios, mas justiça e misericórdia." O que Jesus declarava era uma boa-nova: Deus é Amor, Fonte de vida, Liberdade criadora, que quer a vossa felicidade. "Não tenhais medo", é outra palavra constante de Jesus. Mas, realmente, o que se pregou muitas vezes foi um deus da tristeza, do medo, do terror, chegando-se ao limite de pregar que Deus precisou da morte do próprio Filho para se reconciliar com a humanidade. Foi deste deus que Nietzsche proclamou a morte, porque perante um deus assim só se pode desejar que morra.

É completamente diferente o que está no Evangelho. Jesus não foi morto para aplacar a ira de Deus, Ele entregou-se à morte e morte de cruz para dar testemunho da Verdade e do Amor: o único interesse de Deus é que os homens e as mulheres, todos, sejam plenamente realizados e felizes. Esse é o sentido do sacrifício: não o sacrifício pelo sacrifício, mas o sacrifício que traz vida. O sacrifício pelo sacrifício não vale nada, mas, por outro lado, sem sacrifício, nada de grande, de verdadeiramente valioso, se realiza. "Mudai de mentalidade": batei-vos pela vida, pela justiça, pela paz, pela felicidade, pelos direitos e pela dignidade divina de cada homem e de cada mulher, de todos. Sacrificai-vos por isso. É o que Deus quer e o que vale a pena. Para sempre.
PS
IMPERDIVEL.PONTO.OBRIGADO PE ANSELMO.
Alguém que faça chegar este texto ao Papa Francisco ainda antes de chegar a Fátima.
Está era,aliás, a única questão que queria ter colocado a Anselmo na passada terça feira....

Esta é, de facto, a minha FÁTIMA.
Melhor, a minha IGREJA.
Ou, antes, o DEUS em que acredito!

antonio colaço





publicado por animo às 00:52
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Quarta-feira, 3 de Maio de 2017
SIM AO CREDO DOS VALORES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

no Tabor da Gulbenkian proclamou-se
SIM AO CREDO DOS VALORES
não ao credo dos interesses

As intervenções do Padre Anselmo Borges e do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

...

Para mim, cada um à sua maneira, e na linha do Papa Francisco, contribuem para "Desafiar a Igreja e o Mundo".Título, aliás, do livro que juntou muita gente, ontem, na Gulbenkian.
Quase apetecia, seguindo a evocação de Adriano Moreira ( notável, empolgante, diria, citando Anselmo, FELICITANTE!) fazer da Gulbenkian um altar onde TODAS AS RELIGIÕES pudessem encontrar-se.

 



publicado por animo às 13:32
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Terça-feira, 2 de Maio de 2017
SUBSTITUIMOS O CREDO DOS VALORES PELO CREDO DOS INTERESSES

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SUBSTITUIMOS O CREDO DOS VALORES PELO CREDO DOS INTERESSES

Grande e aplaudidissima intervenção do Prof Adriano Moreira que enalteceu o contributo de Anselmo Borges para o retorno à verdade do cristianismo inicial.
Considerou o Papa Francisco a única "voz encantatória" capaz de chamar os homens à Paz.
2

E CAI A NOITE..

O regresso a casa, invadido por uma Serenidade bebida no Tabor da Gulbenkian.
O meu querido amigo Pe Anselmo vem pondo os políticos de outrora, agora retirados de cena, a falar dos VALORES que, desde sempre,deviam constar dos estafados programas político-partidários com que tentaram,em vão, mudar os dias,dando os resultados que sabemos.
Muita coisa mudou,sim,mas muito mais e muito melhor podia ter-se feito....
Anselmo vem ajudar a recuperar o tempo perdido.

Ainda tive tempo para cumprimentar Eduardo Lourenco,uma das vozes avisadas deste país e com quem tive o privilegio de almocar um dia num saudoso AAAnimado Almoco, e que não deixou de comparecer.
Os presidentes Marcelo e Eanes,mas, sobretudo, o grande senador Adriano Moreira, como que foram varridos pela "ventania" do Espirito que o "Papa Anselmo" fez soprar esta tarde no Tabor da Gulbenkian sob a última protecção de Artur Santos Silva.
Grande intervenção de Isabel Alegre a registar com tranquila ironia o cada vez mais necessario papel das mulheres na Igreja que se quer renovada.

 

 

 

 

 



publicado por animo às 23:45
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HOJE, TODOS À GULBENKIAN . 18.30

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publicado por animo às 02:17
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