Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008
CURTA BLOGAGEM.AS CURTAS DA ÂNIMO

Há uma história comovente que se esconde por de trás do Nº 48 da Rua Rodrigues Sampaio.
Esta história é para ti, Micas. Sim, uma gatinha a quem nada falta. Até as aulas de piano...
O quê, estás insatisfeita como tanto conforto ? Querias antes palmilhar as grandes e enregeladas avenidas da Cidade Grande, Micas?

Então, vem, vem comigo. Desçamos à Grande Cidade. Agasalha-te.

Vês estas grades?! Cuidado, espreita, devagarinho, para veres como é boa a vida que levas.

Reconheces lá ao fundo aquele gatinho preto. Mesmo assim é um felizardo, com um terreno destes todo dele, uma casota, água e restos de comida. Sim, restos, bem longe dos teus certinhos croquetes de purina...

Olha, lá está ele. Um gato com um prédio todo só para ele. Mas... achas que ele é feliz?! Se calhar, pois nada lhe falta como vês. Mas... e o frio, António?
Nah, prefiro o "borralho" da minha manta!

Era uma vez um gato preto....
antónio colaço
Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
ÂNIMOS EXALTADOS

As últimas vitórias deram-nos algum
ânimo para continuar.
Candeias, jogador FCPorto, TSF
Domingo, 14 de Dezembro de 2008
WEBANGELHO/ CRISTO UM VULCÃO HUMANO E DIVINO

Peregrinações e janelas14/12/2008 Frei Bento Domingues, O.P.
(In, Publico,14.12.08)
No exercício do direito à indignação, num Estado democrático, não vale tudo
1.Havia rumores de que a Plataforma dos Professores estaria a preparar uma peregrinação a Fátima contra a ministra da Educação. Naquele espaço, há mais do que lugar para todos os professores, familiares e apoiantes. Estranhei que se falasse de uma "peregrinação contra". Em geral, as peregrinações são feitas para agradecer ou pedir alguma graça ou, ainda, como método de transformação espiritual.
As aparições de Fátima não fazem parte do credo católico. A hierarquia da Igreja não pode impor a ninguém a sua aceitação. Acolher ou não esse fenómeno religioso que, desde 1917, vem marcando o catolicismo português depende da atitude de cada um. Há muitos anos que os frequentadores do Santuário se contam aos milhões. Além disso, a rede viária e os equipamentos hoteleiros servem, hoje, para muitos eventos que nada têm a ver com a religião. Ninguém poderia levar a mal que a plataforma sindical dos professores se reunisse em Fátima.
Curiosa é, porém, a notícia do DN (06.12.2008) com um título nitidamente confessional: Professores vão a Fátima pedir a bênção da Igreja. O conteúdo é inquietante: "Na guerra da educação, os sindicatos não descartam qualquer carta do baralho da influência social e espiritual. A Plataforma dos Professores reúne-se com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, em Fátima, para lhe pedir a bênção para os protestos contra Maria de Lurdes Rodrigues. Os portugueses estão fartos de agitação, mas são muito católicos..."
Em alguns círculos, a chacota das extrapolações não se fez esperar: os professores, ao pedir a bênção da Conferência Episcopal para os protestos contra a ministra da Educação, ofereceriam, em troca, o propósito de colocar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima em cada uma das salas de aula de todas as escolas do país... Combateriam, assim, o laicismo no ensino e acabariam por favorecer esse comércio que também está a sofrer com a crise.
No momento em que escrevo, não posso saber ainda se a audiência se realizará nem qual será o seu resultado. Seja como for, o recurso à intervenção da hierarquia católica num processo político reveste aspectos melindrosos. Não acredito que a Conferência Episcopal se vá deixar envolver num protesto de consequências incontroláveis. Os alunos, ao verificarem que os professores não estão dispostos a ser avaliados - a não ser como eles quiserem -, podem começar também a não aceitar exames, a faltar quando lhes apetecer, a impedir os professores de entrar na sala de aulas, a não ser para os humilhar com slogans usados pelos professores nas manifestações.
Haverá professores interessados em tais cenários? Mandaram-me um artigo de Moisés Espírito Santo, sociólogo e professor do ensino superior, que resvala no seu próprio delírio: "Eu só acreditaria que esta escola valha a pena - já que (como vemos) quanto mais palavreado eduquês, quanto mais avaliações, quanto mais Magalhães... menos saberes e menos formação profissional - se os jovens saíssem de lá a portar-se como gente grande para lutar, a saber organizar-se e a protestar sem medos. Com ovos, com tomates e, quando tiver de ser (longe vá o agoiro!), à pedrada" (Jornal de Leiria: 27.11.2008).
Haverá muitos portugueses a desejar que a tarefa das escolas seja a de preparar terroristas? No exercício do direito à indignação, num Estado democrático, não vale tudo. Ficou célebre a expressão "juventude rasca", de Vicente Jorge Silva, primeiro director do PÚBLICO, quando os estudantes viraram as costas à ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite, e deitaram as calças abaixo. Parece-me, no entanto, uma extrapolação indevida afirmar que os professores de agora são todos a reprodução, em adulto, dessas atitudes.
2.As peregrinações não vão dar todas a Fátima. O turismo religioso voltou-se, apesar da crise, para itinerários de há dois mil anos, sobretudo para os de Paulo de Tarso, a grande figura cristã deste e do próximo ano. As Edições Paulinas lançaram um conjunto de obras deliciosas para conhecer os enigmas das suas arriscadas viagens e das suas Cartas apaixonadas (1).
Cristo não deixou nada escrito, mas esse vulcão humano e divino provocou, muito cedo - desde há dois mil anos até hoje - ondas e ondas de inspirada literatura. Além daquilo que se pode saber de Jesus, através da investigação histórica - mas sem passar ao lado dela -, o que sobretudo interessa é responder à pergunta: como viver, nas encruzilhadas do nosso tempo, do seu próprio Espírito? O dominicano Albert Nolan responde de uma forma radical, sábia e comovente (2).
Anselmo Borges, um encantado com a metáfora da janela, já tinha aberto uma para o (In)Visível. Surge, nas vésperas deste Natal, com outra aberta sobre a paisagem do (In)Finito (3). É um regalo para a razão e para a imaginação.
(1) Peter Walker, Nas Pegadas de São Paulo. Um guia ilustrado das viagens de São Paulo, Lisboa, Paulinas, 2008; Jerome Murphy-O'Connor, Paulo. Um homem inquieto, um apóstolo insuperável, Lisboa, Paulinas, 2008; Jesus e Paulo. Vidas paralelas, Lisboa, Paulinas, 2008.
(2) Albert Nolan, Jesus hoje. Uma espiritualidade de liberdade radical, Lisboa, Paulinas, 2008
(3) Anselmo Borges, Janela do (In)Finito, Porto, Campo das Letras, 2008
CURTA-BLOGAGEM
Declaração de interesses: é uma estranha sensação esta de publicar com um
delay, perdão, com um tão assinalado distanciamento entre o acontecido e a sua pública notícia. Não vivo ao ritmo deste blog, quer dizer, a notícia do que teve lugar é sempre posterior mas, convenhamos, a distância tão distanciada, assim, passe o pleonasmo, acarreta esta sensação de preguiçosa incomodidade. Sei e cultivo a dinâmica da expectativa do que vai acontecer mas outro é o tempo de edição sobre o acontecido.
Chega.Vamos servir, por hoje, uma solução de compromisso. Façamos, então, de conta, que hoje é mesmo Sábado e Domingo. Esqueçam a denunciadora janelinha ali em cima. De Lisboa a Mação com paragem por Abrantes ( que, na realidade, ainda não sabia se teria lugar) e, mesmo, uma saltada a Castelo Branco (também não estava nos planos!) subamos a A23. A nossa vez!

Vasco da Gama.A melhor decoração natalícia.

Mação. Há que aproveitar a pouca luz para apanhar o tradicional musgo.

Noite feita,uma a uma, lá foram surgindo as "mantinhas" do fofinho musgo.

Mação, tem graça, sim, esta espécie de nórdica floresta .

O musgo espera, por agora.Para a Matriz e em força para o Concerto de Natal.

O Grupo "
Os Maçaenses"

A
Filarmónica União Maçaense.

O
Confutatis Brass Quintet de Águeda.

O
Orfeão de Águeda superiormente dirigido pelo Maestro
Paulo Neto, um filho de Mação.

Nem presidente, nem vereador da cultura, da Câmara de Mação,ambos ausentes! Ninguém da autarquia para lhe dar um abraço e reconhecer, publicamente, a brilhante carreira de Paulo Neto.

O
Adeste Fidelis cantado por todos. Muito frio, pouca gente, que, apesar de tudo, conseguiu com o calor dos seus aplausos, animar e sublinhar o empenhado esforço dos nossos artistas amadores.

De regresso ao aconchego do lar, mãos à obra. O tradicional presépio não pode esperar. Apesar da chuva que cai incessantemente, o musgo e o pinheiro já cá cantam. O pinheirito foi observado durante todo o ano. Veio directamente do Vale das Árvores. O musgo, esse, das curvas da estrada municipal que liga Mação à estação CP da Ortiga. A gruta aí está. A cortiça, dos sobreiros do Vale, emprestam-lhe o ar de rocha. Vem à memória a arte da minha professora primária, em Cardigos, a Menina Conceição, que "construía" rochas com um tal realismo que me deve ter influenciado para sempre: papel pardo, ou lá o que era, com aquele ar cavernoso bem espelhado.

Ainda tenho o privilégio de conservar algumas figurinhas dos tempos de juventude. As outras fugiram à chinesa invasão sendo, ainda, das iniciais, a barro, portanto.

A árvore de Natal fica inteiramente a cargo de Meninha.Ninguém como ela para distribuir laços, lacinhos, bolas e bolinhas mas, sobretudo as luzinhas.

E pronto, o pobre e enregelado Menino ali vai ficar estes dias todos. O que lhe vale é o calor da lareira, quer dizer e o lugarzinho que ocupa nos nossos corações.

Um salto até Castelo Branco. A felicidade do instante de um arco-íris ali para as bandas de Vila Velha de Ródão.

Para "os de Mação" a A23 configura uma nova e agradável centralidade. Muito caminho está por andar no que a intercâmbio socio-cultural pode ser feito com Castelo Branco.

No interior do novo espaço "Allegro", passe a publicidade, a atenção virada para diversas fotografias antigas da cidade (ocultando estrategicamente as lojas ainda vazias). Esta, em especial, porque retratava os ancestrais mercados dos albicastrenses. E não é que ao fotografá-la uma voz me segreda, "oh, amigo, che quijer tenho o original, sempre é melhor!!". Nem mais nem menos que o autor da dita, de seu nome, Pedro Barata. E lá travámos um tão curta quanto agradável conversa sobre as implicações desta grandes superfícies na vida do comércio local.

Independentemente da opinião que se tenha, a verdade é que estes espaços estão repletos de gente e no que à animação cultural diz respeito se o pessoal não aparece nos concertos toca a concertar os passos e deslocarmo-nos até ao pessoal. Foi o que esta Tuna Académica fez. Ignoro quem são, não deu tempo para isso.Um lapso imperdoável que algum leitor albicastrense pode reparar, escrevendo-nos!

Antes do regresso a casa, a passagem obrigatória pela Pastelaria Montalvão, passe a publicidade, outra vez, não só para biscoitar no local, como, sobretudo, levá-los connosco para acompanhamento de outros tantos chás caseiros. Falo-vos dos Biscoitos de Castelo Branco. Prontos a "esfarelarem-se" na boca, tão frágeis e delicados, parecem ser feitos de acúcar algum, deixando na avidez do palato um pequeno rasto de saboroso azeite que nos ilumina o estomago por muitas horas. De comer e ...biscoitar por mais! Sei de uma televisão, em Lisboa ,onde fazem sucesso na sua régie!...
antónio colaço
Sábado, 13 de Dezembro de 2008
WEBANGELHO

Chove intensamente.Manhã fria e enregelada.Lisboa distante. Em Abrantes, por instantes.Mas todas as distâncias são vencidas com a luminosidade da Palavra. Assim os homens o entendam.Obrigado, Pe Anselmo.
Hoje, no DN.

O FÓRUM CATÓLICO-MUÇULMANO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Após a tragédia da Índia, em Bombaim, ganha urgência maior o princípio de Hans Küng: não haverá paz entre as nações, sem paz entre as religiões; não haverá paz entre as religiões, sem diálogo entre elas e sem um novo ethos - uma nova atitude ética - global.
Lembro, pois, pela sua importância, o encontro inédito e histórico entre 29 muçulmanos, representando várias correntes do islão, e igual número de católicos, que teve lugar no Vaticano entre 4 e 6 de Novembro passado.
Quem não se lembra do célebre discurso de Bento XVI em Ratisbona, em Setembro de 2006, e da indignação por ele causada no mundo islâmico por alegadamente associar islão e violência? Foi assim que, em Outubro de 2007, um ano depois, 138 académicos, clérigos e intelectuais islâmicos do mundo inteiro, numa Carta a Bento XVI, com o título Uma Palavra Comum entre Nós e Vós, declararam que, apesar das suas diferenças, o islão e o cristianismo - as duas maiores religiões: juntas, representam mais de 55% da população mundial -, partilham a mesma Origem Divina, a mesma herança abraâmica e os mesmos mandamentos essenciais: o amor a Deus e o amor ao próximo. Também afirmavam que, se não houver paz entre os cristãos e os muçulmanos, não haverá paz no mundo.
A esta mensagem respondeu o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal T. Bertone, em Novembro de 2007: "Sem ignorar nem diminuir as nossas diferenças, podemos e portanto deveremos olhar para o que nos une."
Os contactos entre as autoridades católicas e muçulmanas conduziram, em Março deste ano, à instituição do Fórum Católico-Muçulmano e à organização do referido encontro no Vaticano.
No fim do Seminário, houve uma Declaração comum, em 15 pontos.
Logo no primeiro, mostra-se como a concepção de um Deus, fonte de amor, é partilhada pelas duas religiões.
Afirma-se depois que "a vida humana é o dom mais precioso de Deus a cada pessoa. Portanto, deveria ser conservado e honrado em todas as suas etapas".
A pessoa requer "o respeito pela sua dignidade original e a sua vocação humana". Defende-se, por isso, uma legislação civil que assegure "a igualdade de direitos e a plena cidadania" de todos, e há o compromisso conjunto de "assegurar que a dignidade humana e o respeito se estendam a uma igualdade de base entre homens e mulheres".
O respeito da pessoa e suas opções em assuntos de consciência e religião "inclui o direito de indivíduos e comunidades praticarem a sua religião em privado e em público". Também "as minorias religiosas têm direito a ser respeitadas nas suas convicções e práticas religiosas".
"Nenhuma religião nem os seus seguidores deveriam ser excluídos da sociedade." A criação de Deus na sua pluralidade de culturas, civilizações, línguas e povos é "uma fonte de riqueza e portanto não deveria nunca converter-se em causa de tensão e conflito".
É necessário promover uma informação exacta sobre as religiões e proporcionar uma "sã educação em valores humanos, cívicos, religiosos e morais aos seus respectivos membros".
Católicos e muçulmanos estão chamados a ser "instrumentos de amor e harmonia entre crentes e para a humanidade em geral, renunciando a qualquer tipo de opressão, violência agressiva e terrorismo, sobretudo quando se cometem em nome da religião".
Sem justiça para todos, não haverá paz. Por isso, a Declaração apela aos crentes para que trabalhem em ordem a criar "um sistema financeiro ético no qual os mecanismos reguladores tenham em conta a situação dos pobres e deserdados, tanto indivíduos como nações endividadas".
No termo do Seminário, Bento XVI recebeu os participantes, apelando veementemente a que as religiões se tornem artífices da paz e a liberdade religiosa seja respeitada "por todos e em todos os lados". Certamente, pensava também nas minorias cristãs perseguidas em países de maioria muçulmana.
A Declaração conclui com o compromisso de realização de um segundo Seminário do Fórum dentro de dois anos "num país de maioria muçulmana". Oxalá!
Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008
NATAL DOS JORNALISTAS E ASSESSORES PARLAMENTARES
Todos os anos , por iniciativa da Associação dos Jornalistas Parlamentares, tem lugar o já tradicional
almoço de Natal que junta, não só os jornalistas acreditados em S. Bento, como, também, os assessores de imprensa de todos os partidos com representação parlamentar.
Por alguns instantes, não há cachas, convocação de conferências de imprensa, distribuição de projectos de lei, ou simples pedidos de entrevistas e, mesmo, números de telefone. Em contrapartida, cada um dos comensais traz de sua casa, temperadas a preceito, as mais diversas iniciativas legislativas, perdão, gastronómicas, fazendo com que a sala principal das instalações dos jornalistas, em S.Bento, se converta num bem condimentado e melhor regado PAOD sem restrições de tempo ou atropelo de qualquer figura regimental. No final, todos saem mais animados com o consenso assim alcançado e tecendo os mais rasgados elogios às qualidades das diversas iguarias subidas a plenário.
Feliz Natal.
antónio colaço
Anabela Neves, Presidente da Associação dos Jornalistas Parlamentares, nas boas-vindas.

Flor Pedroso, e o seu estridente assobio, convocando o silêncio dos comensais. O Dr. Jaime Gama tem aqui um óptimo exemplo para disciplinar os deputados. Eva Cabral, do DN e Celia Sousa, Antena 1, repelem o estridente silvo.













PESSOA E A DESGRAÇA DE UM PEDREGULHO
O Arqº
Carrilho da Graça acaba de ganhar o
Prémio Fernando Pessoa, 2008.
É caso para dizer, independentemente do mérito da obra do senhor, que UMA DES
GRAÇA NUNCA VEM SÓ!
Meu caro Fernando Pessoa, caríssimo Dr. Balsemão e restante Júri do Prémio, desde já, os mais sinceros cumprimentos pela vossa boa fé em premiar a obra daqueles que, entre nós, por obras e feitos se vão destacando!Mas, por amor de Deus, parem um bocadinho para pensar no que acabam de sancionar. O senhor arquitecto pode ser, como diz o meu querido sogro, "uma boa pessoa", mas não acredito que o Pessoa, Lá, onde está, não esteja a torcer para que esta obra - esta e não o conjunto da sua obra - vá por diante em Abrantes.É por isso que daqui lanço um repto ao Júri para que, antes de entregarem o prémio ao senhor arquitecto, venham a ABRANTES, QUANTO ANTES, ver o pedregulho que o senhor Carrilho aqui quer deixar cair.Para saberem do que se passa retomo o que escrevi, então no Adufe, e que mereceu estas palavras do Arqº António Castelbranco:Gostei muito deste seu comentário - que encontrei por acaso aqui há tempos - sobre este exagero démodé da arquitectura moderna, que pretende ser o futuro museu ibérico (que, diga-se de passagem, é uma óptima ideia). Todavia, a sua escala, o seu enquadramento na paisagem e a sua integração no tecido urbano do centro histórico de Abrantes são claramente excessivos.
Maquetes e mais detalhes aqui. É urgente repensar a integração deste projecto, antes que este seja objecto de aprovações burocráticas. Mas, ou muito me engano ou a malta por aqui anda toda distraída… ou, se calhar, acham bem a proposta tal como está… eu não.
Cumprimentos
ACb
Esta encosta descendo a abraçar este rio, não lhe mete graça, arqt Carrilho?! Transformar este comentário, só agora chegado, num post, é, como se calcula, um privilégio, por vir de quem vem. Os abrantinos sabem de quem falo. Tive acesso, através do site da câmara, à maquete. O pesadelo aumenta na proporção do “pedregulho acqbático” assim, agora, visto. Ou seja, aquele que é o grande desafio para o autor - criar ruptura com a harmonia da paisagem - é o grande temor e, se quisermos, o grande tremor para todos quantos adoram Abrantes. Distanciado do que por ali se passa, mas, creio, em processo de reaproximação a uma cidade a que, também, despretensiosamente, acho que dei o meu melhor, quando pude, não posso ficar indiferente aos apelos para que o assunto não morra no segredo de uma qualquer agenda eleitoral.
Estou muito à-vontade para dizer o que digo. Por isso, ao publicar a maquete, o que se pede, no mínimo, é que a dita tivesse um outro enquadramento, o tal que a todos os que gostam de Abrantes nos faz tremer, o tal que demonstra o monstro que esta encerra e…não mostra.
Por favor, rolem o pedregulho pela encosta abaixo. Quer dizer, este pedregulho de papel, pois para estragos já temos quanto baste.
Muito obrigado, senhor arquitecto. Disponha deste espaço como entender.
antónio colaço
ÂNIMO LEVE

Está um frio de rachar, quem diria, eu, que há poucas horas, suei estopinhas para aqui chegar.
Não vejo aqui ninguém, o meu dono prega-me cá cada partida. Disse-me, apenas ,que iria fazer as
delícias de gente que adora
notícias...
Vou esperar.
antónio colaço
Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
ÂNIMOS EXALTADOS

O Primeiro-Ministro precisou de insuflar algum
ânimo nos portugueses.
Mario Bettencourt Resendes, SICNotícias. 10.12.08
NOTAA
ânimo prepara para o próximo ano algumas iniciativas que visam assinalar os seus
30 anos.Aqui, nesta sua nova casa, a coluninha
ânimos exaltados visa assinalar, dia a dia, dentro do possível, todas as frases de que tenhamos conhecimento, pelo que, desde já, se quer ser nosso amigo e se tem conhecimento da utilização desta palavrinha mágica entre em contacto com o nosso mail (
animados30@gmail.com) . Verá que não nos esqueceremos de si.
Assim, no próximo ano, distinguiremos, mês a mês, o autor da melhor frase em votação dos nossos leitores e, no final do ano, de entre todas as frases seleccionadas, escolheremos a
frase do ano!
Veja, por exemplo, como está a lista, mais que incompleta, deste ano!)
( Dava jeito continuar este texto, tipo, o
ânimo de ouro, para a categoria
"ânimos exaltados" será entregue no Casino Y, numa festa de arromba com a presença dos qualquer coisa
animic band...com bar aberto, etc)
Sobre as outras iniciativas falaremos, sendo certo que rondarão por perto a
cristalina realidade para que a imagem convoca...

antónio colaço
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
FORÇA, ZÉ HENRIQUE.

Muitos dos amigos da
ânimo conhecem este personagem ímpar da cozinha maçanica. O Restaurante
Casa Velha, em
Mação, significa para muitos de nós, ao fim de semana, um refrigério para o corpo... e a alma. O ambiente acolhedor do restaurante, onde sobressaem belíssimos paineis de azulejo retratando o Mação Antigo, que aos poucos vamos vendo desaparecer, é, desde logo, o melhor
aconchego para um estômago procurando alento e algum
ânimo.

E o
Zé Henrique, com a sua mulher
Filomena, são generosos nas doses com que nos mimoseiam a conta. Às vezes, penso que o Zé quer que o imitemos na sua avantajada figura, tamanha a generosidade, volto a referir, das doses que nos faz descer à mesa.
Para mim, desde sempre, a imagem de marca do Zé Henrique, também conhecido carinhosamente como o ...
Diabo Amarelo, vejam só - acho mesmo que o verdadeiro diabo foge dali a sete pés...- é o seu
galo no forno (para não falar do
bacalhau à lagareiro, da
sopa de pedra e, mesmo, o
arroz de pato ( que, quanto a mim, só peca pelo desarranjo com que se apresenta, quer dizer, sem o chouricito, ou a fatia de bacon e a exigida fatia de laranja, encimando um arroz um tudo nada mais tostadinho, coisas que estou farto de lhe recomendar!), tudo porque o Zé, desde a primeira hora, me dizia serem os pobres galináceos oriundos das capoeiras do...seu
sogro, tal a qualidade das carnes dos ditos. Para mim, à excepção do bacalhau, todas as vitualhas vêm ... da capoeira ou dos campos do
sogro do Zé!
Mas... o que me traz, hoje, mesmo, aqui, é que o Zé Henrique tem outro
fascínio na sua vida: ele gosta de
meter a colher na vida
política local e pratos que não tragam o
tempero adequado, cheiram-lhe a esturo e, vai daí, zurze aos quatros ventos que a comida tem que estar "ligal" como diz a Dª Ruelf da TSF! E tudi e tudi!
O Zé vai estar amanhã, quinta, pela manhã, numa outra cozinha, em nada parecida com a sua cozinha, desde logo, porque não será ele a fazer os temperos e a determinar o tempo de cozedura.
O Zé vai estar, amanhã, no
Tribunal de Mação. Levado à barra do Tribunal como o único cidadão que ousou afrontar alguns destemperos do edil de Mação. Não, não é o lider da Oposição que vai estar na barra - em Mação existe uma espécie de oposição, muito mansinha, a ver no que param as modas.
Sinto um certo
desconforto por isto, Zé. Tinha que to dizer. Peguei nesta
sopa de letras mal amanhada, Zé, mas cheio da maior solidariedade de que sou capaz. Toma, lê, ainda está quentinha. É uma espécie de
aconchego para a jornada.
Volta depressa e
em paz, Zé, que estamos esfomeados.
Sim, também de
Justiça. E tu, uma vez mais, a matar-nos essa fome. Faz de conta, Zé, que hoje, eu sou o
teu sogro e este é o
galo que te sirvo!
Um grande abraço
antónio colaço
MATINAS
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
VÉSPERAS

___________________
AS CURTAS da ânimo
Para o que nos dá Dezembro, ou a história de mais um feriado, completamente encharcado, molhado, outonado e de muito trânsito feito.
Entre Lisboa e Abrantes, entre Abrantes e Mação, ou o privilégio de um chão onde estar, conviver e, por que não, rezar, mesmo se o "religar" nos desafia para um Deus que não pára de nos interpelar muito para além de uma procissão.










A Micas diz-me que tarda a homenagem ao seu irmão mais velho, o nosso querido Quico que, 20 anos depois, nos deixou, mas acho que, por agora, está mais preocupada com a invasão que fez à casa do
Rui, dado o seu silêncio...
antónio colaço
Domingo, 7 de Dezembro de 2008
WEBANGELHO
Depois do Pe Anselmo, ontem, no DN, hoje, no Publico, a Palavra de Frei Bento Domingues.
Nem só de pão vive o homem
07/12/2008 Frei Bento Domingues O.P.
Encontrar-se com o nosso património artístico, expressão da fé cristã, é fácil e barato. Basta acolher a graça do Presépio1. Nem só de pão vive o homem, mas sem pão é difícil. O Diabo sabia disso quando pôs Jesus à prova no deserto. Hoje, diante dos efeitos económicos da especulação financeira, a nível global e local, a oração pelo “pão nosso de cada dia” - que não dispensa o trabalho - continua a fazer todo o sentido.
Quanto à crise, consultei o site da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE). Estava com pouca luz. O filósofo André Comte-Sponville - um ateu meio cristão - realça o primado evangélico do amor, alma de uma ética superior, mas não perde o sentido do realismo mais chão: “A ética vale mais do que a moral. A moral vale mais do que o direito. Mas a moral é mais necessária do que o amor, o direito é mais realista do que a moral. Se não formos capazes de viver à altura do Novo Testamento, respeitemos, ao menos, o Antigo.”
São afirmações lapidares e insuficientes. Encontrei alguns fervorosos católicos lamentando que o Papa - embora com alguns recados à banca - não tenha excomungado os maiores responsáveis por uma crise que continua mais misteriosa do que a Santíssima Trindade.
A receita das excomunhões não me entusiasma e as determinações papais só contam para quem as deseja acolher. Por outro lado, os textos do Novo Testamento colocaram na boca de Jesus de Nazaré e de sua Mãe textos assustadores sobre os ricos. Na escola de S. Paulo, sustentava-se que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1 Tm 6, 10). Os cristãos que alinham com sistemas de exploração e com práticas de corrupção sabem muito bem o que fazem e sabem que estão, pelo efeito da sua actuação perversa, a excomungar-se da comunidade humana.
2.Estamos no Advento, mas a necessidade de vigilância não é exclusiva desta quadra litúrgica. Hoje, mesmo fora dos espaços eclesiais, é frequente ouvir: não se pode permitir aos mercados que façam o que lhes apetece sem qualquer controlo. Não basta, no entanto, aproveitar a crise para ter mais cuidado com a gestão da vida económica. Quem ficar por aí vai sonhar com o fim deste pesadelo para voltar a pautar a vida pessoal, profissional e social pela mesma escala de preocupações. Ora, o que está em causa é o sentido que cada um dá à sua vida, a responsabilidade que assume em relação ao bem comum e o espírito de compaixão pelos que vivem sós e abandonados: justiça e gratuidade.
A alteração de critérios deve começar já pela preparação deste Natal. É evidente que ainda há muito sentimento humano para que os sem-abrigo e os velhos e novos pobres não sejam totalmente esquecidos. Os meios de comunicação podem fazer imenso para avivar o sentido da solidariedade e nem são precisas “300 ideias” para os atender. Mas, se ficarmos por aí, é porque pensamos que as pessoas “só vivem de pão”. Além da satisfação das necessidades materiais básicas - e estamos muito longe de estas serem atendidas, apesar de todos os programas de combate à pobreza - as pessoas vivem, sobretudo, de afectos e beleza. Quando os presentes de Natal não são investimentos, valem na medida em que forem concretizações de presença pessoal, de reconhecimento, isto é, de que os outros contam para nós.
É normal que o marketing se esforce por encontrar modelos de gastos de Natal para tempos de crise, porque presentes de luxo para gente de luxo são negócios, válidos apenas como negócios, mais ou menos honestos, investimentos talvez mais seguros do que a oscilação dos jogos da Bolsa. A ética desses investimentos e jogos é anti-solidária: a riqueza de uns implica a pobreza de outros.
3.Na perspectiva de revisão de vida, neste tempo de Advento, talvez possamos mudar de registo sem muitos gastos. É um momento privilegiado para descobrir a aliança entre a pobreza voluntária e a beleza. A pobreza, quando imposta, é feia e destruidora. Quando voluntária, pode ser azeda por moralismo, como a de João Baptista, ou bela como a de Jesus e Francisco de Assis. Os Evangelhos encheram de música o curral do nascimento do filho de Maria e o Poverello foi o grande poeta do presépio e da natureza. Fra Angelico só gastou alguma tinta para encher de beleza o Convento de S. Marcos de Florença.
Somos europeus. G. Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, numa conferência na Universidade de Salamanca - no começo do próximo ano estará em Portugal -, insistiu na redescoberta da nossa herança cultural multifacetada. Na apologia da vertente cristã, lembrou algumas afirmações de grandes figuras da cultura europeia: para Goethe, a língua materna da Europa é o cristianismo; segundo I. Kant, a fonte da qual brotou a nossa civilização é o Evangelho; T. S. Eliot foi mais explícito: “Um cidadão europeu pode não pensar que o cristianismo seja verdadeiro e, contudo, o que diz e faz brota da cultura cristã da qual é herdeiro. Sem o cristianismo não teria havido nem sequer um Voltaire ou um Nietzsche. Se o cristianismo desaparece, desaparece também o nosso rosto.”
Encontrar-se, hoje, com o nosso património artístico, expressão da fé cristã, é fácil e barato. Para refazer a nossa alma na beleza e na pobreza, basta acolher a graça do Presépio.
O QUE DÁ DEZEMBRO

Uma última vista de olhos a caminho ..."da província". Podem as iluminações da Baixa mudar mas...

...as do Totta, na Rua do Ouro, são eteeeeeernas. Todos os anos o mesmo fascínio.Só para nos sentirmos como nos filmes americanos da nossa infância... vale a transgressão de uma paragem para fixar este instante de magia.

Mação embrulhado numa manta de espessa neblina....

...uma ventania molhada a que já poucas folhas resistem....

...e um pulo até Abrantes. Há que subir à montanha respondendo ao apelo das nuvens desafiantes.
antónio colaço
Sábado, 6 de Dezembro de 2008
ânimo, OUTRA VEZ!TODOS PARA O BORRALHO!

Pronto, senhores da wordpress 2.7, e
amigos a
quem lançámos SOS vários, não quero que vos falte nada!Está tudo resolvido e percebido! Cheguem-se aqui um pouquinho à lareira.Quentinho, hein?!
Para todos um óptimo fim-de-semana , à lareira, com a família e os amigos, vá, ide lá para o
borralho!
Deixem o
qwertalho em paz!!!
antónio colaço