Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
WEBANGELHO DE ANSELMO BORGES

 

PE ANSELMO BORGES

 

CARTA DEMOLIDORA AO PAPA

In DN 6Fev 2010

 

O autor da carta, Henri Boulad, 78 anos, é um jesuíta egípcio de rito melquita. Não é um jesuíta qualquer: há treze anos que é reitor do colégio dos jesuítas no Cairo, depois de ter sido superior dos jesuítas em Alexandria, superior regional, professor de Teologia no Cairo. Conhece bem a hierarquia católica do Egipto e da Europa. Visitou quarenta países nos vários continentes, dando conferências, e publicou trinta livros em quinze línguas. A sua carta, inspirada na "liberdade dos filhos de Deus" e a partir de "um coração que sangra ao ver o abismo no qual a nossa Igreja está a precipitar-se", funda-se, pois, num "conhecimento real da Igreja universal e da sua situação actual".
A carta tem três partes: a presente situação, a reacção da Igreja, propostas.
Há constatações que não podem ser ignoradas. 1. Assiste-se à queda constante da prática religiosa. Quem frequenta as igrejas na Europa e no Canadá são pessoas da terceira idade, de tal modo que, por este andar, será necessário fechar igrejas e transformá-las em museus, mesquitas ou bibliotecas. 2. Os seminários e os noviciados também continuam a esvaziar-se. 3. São muitos os sacerdotes que abandonam, e os que ficam - a sua média etária ultrapassa frequentemente a da reforma - têm a seu cargo várias paróquias. "Muitos deles, tanto na Europa como no Terceiro Mundo, vivem em concubinato à vista dos fiéis, que normalmente os aceitam, e do seu bispo, que não aceita, mas vai fechando os olhos por causa da escassez de clero." 4. A linguagem da Igreja é "obsoleta, anacrónica, aborrecida, repetitiva, moralizante, completamente inadaptada ao nosso tempo". 5. Impõe-se uma "nova evangelização", inventando uma linguagem nova. "Temos de constatar que a nossa fé é muito cerebral, abstracta, dogmática, e se dirige muito pouco ao coração e ao corpo." 6. Não é, pois, de estranhar que muitos cristãos se voltem para as religiões da Ásia, as seitas, a New Age, o ocultismo. A fé cristã aparece-lhes hoje como "um enigma, restos de um passado acabado". 7. No plano moral, "as declarações do Magistério, repetidas à saciedade, sobre o casamento, a contracepção, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade, o casamento dos padres, os divorciados que voltam a casar, etc., já não dizem nada a ninguém e apenas provocam indiferença".  8. A Igreja católica, que foi a grande educadora da Europa, "parece esquecer que esta Europa chegou à maturidade" e "não quer ser tratada como menor de idade". 9. Paradoxalmente, são as nações mais católicas do passado que agora  caem no ateísmo, no agnosticismo, na indiferença. Quanto mais dominado e protegido pela Igreja foi um povo no passado, "mais forte é a reacção contra ela". 10. O diálogo com as outras Igrejas e religiões está hoje em "preocupante retrocesso".
A reacção da Igreja é a de minimizar a gravidade da situação, apelar à confiança no Senhor, apoiar-se na ala mais conservadora ou nos países do Terceiro Mundo. Esquece-se que "a modernidade é irreversível" e que também "as novas Igrejas do Terceiro Mundo atravessarão, mais cedo ou mais tarde, as mesmas crises que a velha cristandade europeia conheceu".
Que fazer? "A Igreja tem hoje uma necessidade imperiosa e urgente de uma tríplice reforma." 1. Uma reforma teológica e catequética, para repensar a fé e "reformulá-la de modo coerente para os nossos contemporâneos". 2. Uma reforma pastoral, "para repensar de cabo a rabo as estruturas herdadas do passado". 3. Uma reforma espiritual, para revitalizar a mística e repensar os sacramentos. "A Igreja de hoje é demasiado formal, demasiado formalista", como se o importante fosse "uma estabilidade puramente exterior, uma honestidade superficial, certa fachada".
Que sugere então o padre H. Boulad? "A convocatória de um sínodo geral a nível da Igreja universal, no qual participassem todos os cristãos - católicos e outros - para examinar com toda a franqueza e clareza estes e outros pontos. Esse sínodo, que duraria três anos, terminaria com uma assembleia geral que sintetizasse os resultados desta investigação e tirasse daí as conclusões."
______________________________________________________
 

 

NOTA DA REDACÇÃO

 

Se alguém tivesse dúvidas acerca do estatuto editorial da ânimo, aqui está, luminoso, pela mão de Anselmo Borges, o nosso Estatuto Editorial!
 
Para aqueles que julgam que este lugar tresandaria a beatice, velas e sacristia, incompatível, portanto, com o seu mais que legítimo estatuto de agnósticos, ateus, ou, porventura, convictos indiferentes, aqui está, para que não restem quaisquer dúvidas, a parte mais substanciosa dos princípios porque nos regemos.
E aqui, seja-me permitido, como responsável, desde a primeira hora por este lugar de encontro, reafirmar que a última coisa que me passaria pela cabeça, eu mesmo, ainda meio aturdido, quase a soerguer-me, empoeirado, sangrado, na berma da minha estrada de Damasco, era que investisse, agora, de internet em riste contra os meus irmãos convocando-os para que se demitissem de todas as suas dúvidas e dos seus mil e um receios.
Fica, assim, claro, que a ânimo, mais do que um fim em si mesmo, outra coisa mais não é do que a grande mesa na qual todos têm lugar e onde, sem qualquer privilegiado estatuto, social ou intelectual, todos estão obrigados, sim, a tudo partilhar. Alegrias, tristezas, angústias, incertezas, mas também, e cada vez mais, a ALEGRIA das conquistadas CERTEZAS!
Como esta que hoje, aqui e agora, pela mão de Anselmo partilhamos: também nós nos incomodamos ao olhar para a Igreja em que nos tornámos. É por isso que nos metemos a caminho de Emaús.
Venham achegas!
antónio colaço


publicado por animo às 08:24
link do post | comentar | favorito

WEBANGELHO DE ANSELMO BORGES

 

PE ANSELMO BORGES

 

A HUMANIDADE SOB AMEAÇA

 

In Dn 30 Jan 2010

 

Não há dúvida de que estamos a viver uma transformação prodigiosa do mundo, uma revolução talvez só parecida com a do "tempo-eixo", como lhe chamou Karl Jaspers.
Há quatro revoluções em marcha. Uma revolução económica, com a mundialização, que significa a concretização da ideia de McLuhan de que formamos uma "pequena aldeia" e a chegada ao palco da História de grandes países emergentes. Outra é a revolução cibernética, que, como disse Jean-Claude Guillebaud, faz nascer um quase-planeta, um "sexto continente". A revolução genética transforma a nossa relação com a vida, a procriação e pode fazer bifurcar a Humanidade: a actual continuaria ao lado de outra a criar. Também está aí a urgência da revolução ecológica, que, se a Humanidade quiser ter futuro, obriga a uma nova relação com a natureza. Sem esquecer o perigo atómico e do terroris- mo global.
Perante todas estas revoluções e face aos problemas que agora são globais, como a droga ou o trabalho, impõe-se, em primeiro lugar, pensar numa governança mundial. Depois, não sei de que modo o futuro será, como diz J.-Cl. Guillebaud, uma "modernidade mestiça", mas, para evitar o "choque das civilizações", impõe-se o diálogo intercultural e inter-religioso. Há anos que o famoso teólogo Hans Küng se não cansa de repetir que, sem paz entre as religiões, não haverá paz entre as nações, e essa paz supõe o conhecimento e o diálogo entre as religiões.
Coube também a Hans Küng o desafio para preparar o projecto do que em 1993 se tornou a "Declaração para uma ética mundial", aprovada pelo Parlamento das Religiões Mundiais, em Chicago. A Declaração é um documento humanista, que proclama programaticamente: "Frente a toda a inumanidade, as nossas convicções religiosas e éticas exigem que cada ser humano deve ser tratado humanamente. Isto significa que cada ser humano - sem distinção de idade, sexo, raça, cor da pele, capacidades físicas ou espirituais, língua ou religião, consideração política, origem nacional ou social - possui uma dignidade inalienável e inviolável. Todos - tanto o indivíduo como o Estado - têm de respeitar esta dignidade e garantir a sua defesa efectiva". Os direitos e os deveres humanos é aqui que assentam.
Este princípio fundamental de humanidade determina-se mais proximamente pela regra de ouro - o princípio da reciprocidade --, que constitui o segundo princípio de uma ética comum à Humanidade: "Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti" ou, formulado positivamente: "Faz aos outros o que queres que te façam a ti."
Mas onde se fundamentam a dignidade e os direitos humanos? Questão gigantesca, que tem a ver com a problemática do pré-jurídico e do pré-político, debatida há anos, num diálogo célebre entre o então cardeal J. Ratzinger e o filósofo J. Habermas, e a que se referiu também, pouco antes de morrer, L. Kolakovski: "Sem tradições religiosas, que razão haveria para respeitar os direitos humanos? Vendo as coisas cientificamente, o que é a dignidade humana? Superstição? Do ponto de vista empírico, os homens são desiguais. Como justificar a igualdade? Os direitos humanos são uma ideia a-científica."
Numa universidade portuguesa, o professor de Ética confronta há anos os estudantes com um experimento mental: "Suponhamos que um país vai invadir outro - nessa hipótese, vai haver, evidentemente, muitos mortos. Mas o país invasor suspende a invasão, se o Governo do país a ser invadido estiver na disposição de matar um inocente." Há quatro anos, todos os estudantes se revoltaram contra a perspectiva da morte do inocente. Há dois anos, já dois estudantes se pronunciaram a favor. No ano lectivo em curso, em 16 estudantes, só uma jovem se opôs ao assassinato do inocente. Os outros foram argumentando que, aceitando a invasão, muitos morreriam, eventualmente também o inocente. Portanto...

A conclusão é que o próprio Homem se tornou objecto de cálculo, coisa negociável. Assim, já não pode haver dúvidas: no meio das gigantescas crises mundiais, o núcleo mesmo da crise no nosso tempo é a crise de valores, a crise moral

 



publicado por animo às 08:13
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
MATINAS



publicado por animo às 12:58
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
ENQUANTO NÃO SABEMOS AS ÚLTIMAS DO MANEL....

...um pouco de música.

A poderosa força - o poderoso ânimo - transmitida pelas palavras do Manel só merece algo que nos transporta para patamares superiores.

Quem ou o quê melhor do que a música de órgão e a soberba interpretação de John Philip Sousa:

 

 



publicado por animo às 12:50
link do post | comentar | favorito

ÂNIMO,MANEL!

No preciso momento (7.30 desta terça enregeladamente soalheira) em que o meu amigo Manel  Francisco Carrilho dá entrada na sala de operações do hospital Santa Maria, acabamos de receber estas palavras deixadas por ele através dos seus filhos Ana e Gui.Obrigado para eles!

 

É um privilégio, sabendo o estado de saúde do Manel, perceber até onde somos capazes de ir em circunstâncias nada agradáveis.Quero ser digno da tua coragem, Manel!

Obrigado, Manel.

Estamos todos a torcer por ti!

antónio colaço

PS

Não tenho foto para ilustrar as tuas palavras.Havemos de tirar o retrato mal fiques bem!

_____________________________________________________________________

 

 

 

Ânimo
 
 
Desafiou-me o amigo Colaço, para dissertar algo sobre a palavra “Ânimo”.
Talvez, para saber a minha força ou o meu estado de alma, numa altura destas.
Podia começar pela pergunta - Quanto pesa uma alma?
Poderia responder, que a alma pesa tanto como a consciência.
Mas haveria logo um menino, que diria que com as “novas tecnologias”, já é possível pesar a consciência.
Poderia dizer, que pesa tanto como o mundo.
Mas logo viria o tal menino, dizendo que todo o volume das diversas massas, já foram calculadas e fácil seria calcular o peso do mundo.
Para não me chatear mais, (o tal menino), dir-lhe-ia, que o peso da alma, é igual ao peso do universo.
 Por se desconhecer o princípio e fim do universo, com os seus milhões de galácticas, impossível calcular em área ou volume o peso do universo.
Claro que isto daria pano para mangas, mas eu não vou por aí…
Tudo tem um princípio e fim.
Por paradoxo, não conhecemos o nosso princípio e o nosso fim.
Eu, pelo menos, começo apenas a ter recordações, dos meus 4 anos, porque tinha que ir para a mestra, a “educadora de infância”, nessa altura.
O fim…
Bom, o fim, vamo-nos apercebendo dele, mas sem nunca admitirmos bem, o avanço da idade.
Quando era novo, nunca me imaginei com a idade que tenho agora. Pedirem-me, para me imaginar, como seria eu, com esta idade, seria como se me pedissem para imaginar o mundo depois da morte.
Mas agora, passados tantos anos e vivendo neste mundo inimaginável, confere-me o direito, de já ter uma ideia, e este sentimento estranho, onde até posso imaginar o mundo depois da morte.
Tendo essa prorrogativa, não sei se me posso considerar um homem feliz.
Se estivesse a falar de alguma coisa, de que já tivesse alguma experiência antes, poderia compreender melhor a situação e explicá-la melhor, mas como é a 1ª vez, não é fácil.
À medida que os anos foram passando, porém, fui compreendendo até que ponto as provações e sofrimentos, são importantes.
Talvez por isso, encare e aceite melhor agora, as provações e sofrimentos que esta minha doença me provoca.
É isso também, que confere aos homens o facto de serem diferentes uns dos outros, e sentirem as coisas também de maneira diferente.
É devido à minha capacidade para ver certos aspectos de uma paisagem, que escapam aos olhos dos outros, a forma de sentir diferente, que me faz escolher palavras que diferem das utilizadas pelos outros, e me faz poeta.
As feridas emocionais e agora físicas, são como que o preço a pagar ao mundo, para se obter a independência como ser humano.
Em determinados momentos da vida, procurei a solidão, até de uma forma empenhada.
A solidão dava-me uma sensação de protecção por um lado, mas é uma espada de dois gumes.
É corrosiva, e pode corroer inconscientemente a alma e desintegrá-la, sem que a pessoa se aperceba disso.
Ah solidão, solidão
Mãe de tanta amargura
És filha da saudade
E irmã da desventura
 
Em relação ao meu ânimo, ou estado de espírito, é bom muito bom até, para quem está num hospital há quase 3 meses.
Fala-se bastante das doenças do coração, dos acidentes vasculares cerebrais, do estômago, fígado, intestinos, mas pouco ou quase nada sobre o aparelho urinário.
É uma doença silenciosa, pois não dói, até que de repente somos surpreendidos.
Recebi a notícia naturalmente, como se inconscientemente já estivesse à espera.
Não sei porquê, tenho umas características físicas que estão relacionadas com a maneira como funciona a minha mente, mas… será a mente de uma pessoa, a influenciada pelo seu corpo, ou será o contrário, e, nesse caso, as características corporais, mostram-se sobre o efeito da mente? Ou será ainda, que o corpo e espírito se interagem, influenciando-se mutuamente?
Mas deixemos isso para os entendidos.
Como poderão verificar, o meu estado de espírito, anda a saltitar para aqui e para ali, e, ainda não consegui fixar o pensamento na palavra ânimo.
Andava neste saltitar de ideias, quando chegou o amigo Colaço, trazendo-me o seu ânimo.
Isto no dia 29, sexta-feira, tinha eu acabado de almoçar
A ementa?
1 consumé de espargos
1 faisão real com trufas
A sobremesa?
Foi a conversa com o amigo Colaço, onde falamos de nós e de vós e de tudo e nada.
… da Animus, dos projectos dele e lá se foi, deixando-me o seu ânimo.
Obrigado Colaço.
 
Não sei se lhe consegui aliviar o peso da alma, mas ele aliviou o peso da minha, com a qual fiquei a falar.
 
Onde vais alma penada
Me perguntou a noite agreste
Sempre só e tresmalhada
Que mal ao mundo fizeste?
 
Conversa comigo, malvada
Não tenhas medo, responde
Mas minha alma fica calada
E da noite até se esconde
 
Mas, com ela eu insisto…
E minha alma descontrolada
Mais triste que a noite triste
Quer falar mas não diz nada!
 
A alma!...
Um dicionário qualquer me diz que ânimo é: … alma, espírito, alento, vida, vigor, firmeza e coragem.
É isso que eu tenho, para enfrentar a vida.
Não pensem que estou acamado, ou coisa assim.
Ando naturalmente e bem, não tenho dores, só espero a operação.
Amanhã, dia 2, lá irei então para a sala de corte e costura, e, vai tudo correr bem.
Seja o que Deus quiser.
Depois, num novo episódio, vos descreverei então o que é o ânimo.
Por enquanto vão lendo o blog “animus60” que eu vou remeter-me ao silêncio.
Obrigado a todos que me têm incutido força e coragem.
Deixo-vos com
Silêncios
 
Há no mundo… silêncios
Que nada nos dizem
Porque…
De tão distantes, tais silêncios
Não nos chegam.
Mas… às vezes basta
Uma pequena lembrança
Para que…
Das nossas gargantas
Saia o grito
Que muito longe chegará.
 
Há no mundo… silêncios
Que são gritos de revolta
Calados
Porque surdos
São aqueles que não escutam
Os gritos no silêncio da noite
Porque…
A noite é o silêncio
 
Há no mundo… silêncios
Que mesmo longe se ouvem
…mas em surdina.
Tais silêncios são palavras
Que se calam
Na boca do coração.
Palavras que se misturam
No sangue
Porque…
Feito de sangue é o silêncio
 
Há no mundo… silêncios
Que são gritos censurados
De vidas que morrem
Sufocadas
Mas grilhetas dos silêncios
Porque…
Só a morte é o silêncio
 
Caríssimos amigos:
No meu silêncio vos deixo com um abraço e este soneto.
 
Já nascia no escuro a tristeza
A primeira poesia, o verso puro
Que trazia o meu peito sem defesa
Da perda, que me tornava duro
 
Era a dor um muro de singeleza
No desânimo, eu era inseguro
Ao compor um poema que surpresa
Vi que melhor seria o meu futuro
 
A palavra amor depois de escrita
Me trouxe ânimo e a esperança
Por isso a respeito por ser bonita
 
Assim escrevendo, é doce paixão
Fica a alma mais pura e bendita
Ainda mais forte fica o coração
 
 
 
 
Da Enfermeira Chefe… Susana
 
Quando no peito o coração se aperta
E a nossa alma parece deserta
Como tomada por causa doentia,
Quando estranha saudade nos invade
E um sentido de perda e de ansiedade
Nos confrange cá dentro e angustia;
 
Quando imagens, momentos, evocamos
E até os cheiros no ar que respiramos
Parecem tão presentes e reais,
Que imensa frustração de nós se apossa
Face à certeza que então nos acossa;
De não os revivermos nunca mais
 
Porque a bela palavra “nostalgia”
Com que enfeitamos prosas e poesia,
Que viaja connosco a outras eras
Ou que nos traz saudade verdadeira,
É trucidante, bárbara, açoeiteira
Pois não se ressuscitam as quimeras
 
 
Até um dia, se Deus quiser
 
 
…continua…
 
Manuel Carrilho


publicado por animo às 08:01
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
ANTÓNIO PEDRO FERREIRA UMA COLHEITA DE ELEIÇÃO NA ...RUA DA VINHA 43A

 

 

Estás no Jardim de S.Pedro de Alcântara, deixas que o sol deste enregelado Fevereiro te aqueça mais um pouco e depois, ala que se faz tarde a caminho da Rua do Cara, ali mesmo em frente, cortas para a Rua da Atalaia e em 5 minutos estás a atravessar a Rua da Rosa para desceres até à Rua da Vinha.

 

 

 

 

É lá que até ao final desta semana, o meu amigo António Pedro Ferreira expõe "SEGUNDA ESCOLHA".

 

Com base no desencanto que o António captou no rosto deste emigrante - foto 6ª, à esquerda de quem entra - deixei-lhe algumas palavras sugerindo-lhe que não pode fugir à tarefa de convocar outros rostos do Portugal desanimado de hoje, numa espécie de TERCEIRA ESCOLHA, assim como quem acredita que, à terceira, vai ser de vez!

Quer dizer, pegando na última frase que esse outro amigo Luiz Carvalho deixou escrita no catálogo, dizendo que os tempos em que o Tópê andou por França, nos anos 80, eram "tempos simples, austeros, mas de uma esperança infinita que nos foi traída", tentemos, dizia eu, ir ainda a tempo de que essa esperança conheça novo alento. Novo, como dizer...ânimo!

 

Parabéns ao grupo dos amigos do meu amigo Alexandre Almeida que mantêm este espaço onde se adivinham, na Rua da Vinha, boas colheitas culturais!

antónio colaço

 

 

 

NR

Caríssimo Tópê, toma lá uma variação em lá maior aqui do meu laboratório de trazer por casa!!!

 



publicado por animo às 16:45
link do post | comentar | favorito

pesquisar
 
Março 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


posts recentes

DA ARTE E DOS ESPAÇOS INE...

OBRIGADO, MANUEL

ANTONIO COLAÇO NO "VOCÊ N...

PE ANSELMO BORGES NOS ANI...

ANA SÁ LOPES NOS AAAANIMA...

ANA SÁ LOPES NOS ANIMADOS...

O OUTRO LADO DO AAANIMADO...

LISBOAS

CHEF PEDRO HONÓRIO OU AS ...

BALANÇO FINAL . JOAQUIM L...

REGRESSARAM OS AAANIMADOS...

IN MEMORIAM ANTÓNIO ALMEI...

PE ANSELMO BORGES NÃO TE...

MINISTRO CAPOULAS SANTOS ...

WEBANGELHO SEGUNDO ANSELM...

CARDIGOS, AS CEREJAS E O ...

trip - ir a mundos onde n...

´WEBANGELHO SEGUNDO ANSEL...

ANDRÉS QUEIRUGA EM PORTUG...

WEBANGELHO SEGUNDO ANSELM...

arquivos

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Outubro 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

tags

todas as tags

links









































































































































































































subscrever feeds