NR-Para leitura mais ampliada, clica sobre o texto.Obrigado.
Graças aos nossos amigos do Blog Religionline, seguem as duas últimas crónicas que não pudemos editar!
Para lê-las adequadamente clique neste link:
Obrigado, António Marujo.
ac


Às 14.40, a chuva, finalmente!
O que se passa, neste preciso instante, na mais "íntima fracção" das águas do Tejo?
-Que chatice, pá,estávamos tão bem neste sossego de águas da Foz, sós,tinham que vir estas emproadas, arrastando trovoadas...
-Que bom, águas fresquinhas, para nos lavarem ... estávamos tão sujinhas!!!!
Um mar impetuoso,gaivotas em terra, agora, sim, não à espera das migalhas das "Boliiiiiinhas" da Graça dos bolos que ficou em casa a tricotar casaquinhos de malha e a ver a Casa dos Segredos, a não ser que queira descer às encapeladas ondas de.....
...do mar de Carcavelos e num rasgo de criatividade,invente "Boliiiiinhas com asas"!
Há lá coisa melhor para um arrojado surfista apanhado em agitado alto mar do que ser surpreendido por uma "Bolllllinha com asas" que lhe vem parar à esfomeada boca?!
-Bora, Graça, para o mar de Carcavelos e em força, já!!!!
Carcavelos, sem banhistas, sem falta de espaço para estender as toalhas, sem filas de trânsito, sem beatas na areia, sem conversas ruidosas, sem...
Carcavelos, tanto mar,para extasiar.
antónio colaço
-Entra,Outono, entra!!!
-Humm,duvido muito!!Vão ver se chove...
(Atenção, não é dito "Vai ver se chove!!!")
Era para festejarmos a vinda do Francisco...
Como não veio, ainda, vai saboreá-lo no bem-bom do ventre materno!
Bom apetite!
antónio colaço
Tejo, agora mesmo.
Para os amigos mais "chegados",em tempo,a notícia de que o neto Francisco resolveu passar o fim-de-semana no bem-bom do ventre maternal.
Devia nascer ontem mas....faça-se a sua vontade,sempre são menos uns dias looooooonge de ansiosas cimeiras, capitalistas jogadas tão rattingadas quanto matreiras,antecipações caváquicas-faz-de-conta,privilégios governamentais sem conta......
Bá,netinho,bai... lá dormir mais um bocadinho,a puta da crise desta crise pode esperar mais um tempinho.
Se calhar a salvação está nas mãos dos da tua geração!
Ó balha-nos Deus...zzz....zzz
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Só mais uma coisinha,Francisco,toma estas nuvens, este rio, toda esta LUZ.
É com eles que queremos receber-te.
Estamos prontos!
antónio colaço
É impressionante o adeus desta gente.
Como estrelas cadentes, cintilantes, assim os mil e um flashes, quais pirilampos espalhando magia de uma ponta à outra do paquete.
Uma despedida de mil luzinhas feita.
A guardarem de nós, nas suas máquinas de guardar o tempo e os seus "instantes fatais", as saudades, quem sabe, as tantas vontades de um dia regressarem...
Obrigado.
antónio colaço
AS REVOLUÇÕES POSSÍVEIS
Pe Anselmo Borges
In Diário de Notícias,hoje.
Na perplexidade em que nos encontramos, dentro do abalo de um mundo incerto e perigoso, aí está um tema que obriga a pensar. Foi disso que tratou o Simpósio deste ano em Santa Maria da Feira, organizado pela autarquia local, no sábado passado. Foram exactamente quatro horas de debate, no dia em que nas ruas de 951 cidades de mais de 80 países milhares manifestavam a sua indignação.
O que aí fica são apenas impressões, perplexidades, interrogações.
Quem primeiro falou foi Mona Prince, professora de Literatura Inglesa na Suez Canal University. Uma muçulmana liberal - foi bom podermos brindar com um copo de vinho - que participou nas manifestações da Praça Tahrir, obrigando à queda de Mubarak. E contou, exuberante, como tudo se passou em crescendo. Primeiros pedidos: liberdade, pão e trabalho. Depois: não queremos este regime. E os egípcios uniram-se e partilhavam e cristãos e muçulmanos rezavam juntos e todos cantavam a uma só voz e "isso mexe com o corpo". A vida era na Praça Tahrir. A experiência maior: o poder de estar juntos.
E agora? Depois dos acontecimentos trágicos do passado domingo, dia 9, as pessoas estão divididas, e algumas desiludidas. Afinal, os negócios não têm nacionalidade nem religião. O exército quer manter-se no poder? Vai impor-se um Estado islâmico? Mona Prince manifestou a convicção de que nunca os fundamentalistas tomarão o poder, "teremos um Egipto como Estado laico". Oxalá!
Depois, falou Vasco Lourenço. Quem é o revolucionário? "O que faz o máximo do possível". O programa de Abril foi em grande parte cumprido. A democracia está aí, pôs-se fim à guerra colonial. O desenvolvimento foi mais difícil, mas ninguém pode esquecer as transformações económicas, culturais, sociais, operadas. "A mulher foi quem mais ganhou."
Mas desde há alguns anos que vimos advertindo para a necessidade de sociedades mais justas: "Ou arrepiamos caminho ou a revolução dos escravos chegará." E aí está a revolução árabe. De qualquer modo - e referia-se também a Portugal -, não podemos continuar a assistir aos "roubos do capital". A revolta dos escravos também cá vai chegar. O problema é que " se sabe como se começa, ninguém sabe como se acaba". Aqui, Carlos Magno, o moderador, lembrou o princípio da incerteza e manifestou a esperança fundada de que se não chegue a uma conflitualidade incontrolável.
Finalmente, a palavra era do filósofo italiano António Negri, antigo intelectual da esquerda radical, um pensador fundamental no debate filosófico-político contemporâneo. Foi um discurso polémico, denso e ágil, de que só se pode dar pinceladas. Falou de coisas ainda em curso, perguntando se a crise não revela os limites do sistema em que vivemos, uma fractura na democracia como a temos vivido. Fundamentalmente, o que está em causa é a incapacidade de o sistema económico se adaptar às novas figuras da produção social.
A transformação essencial é que o trabalho é menos produção material do que intelectual: os valores da riqueza vêm da capacidade da produção cognitiva. A produção não está nas fábricas, mas na vida toda. A economia neoliberal não sabe responder à "biopolítica": a sociedade produtiva avança mais do que o Estado nacional ou a finança.
Aí estão os endividados, todos endividados. Mas o trabalho é comum. Os Estados nacionais são impotentes, porque o mundo se globalizou. As constituições que temos estão ultrapassadas, porque vêm de um sistema antigo. Hoje, trabalha-se comunitariamente, todos participam na produção. Urgência maior: encontrar o fundamento comum - o comum entre os homens, para lá do privado. As constituições são um contrato. Hoje, porém, quem estabelece o contrato? A finança mundial? Mas ela faz o contrato com quem?
A nova constituição não pode estar assente no medo, como pretendeu Hobbes, mas nesse fundamento comum, sabendo, com Espinosa, que a liberdade em conjunto se multiplica, exactamente como a capacidade vital.
Agora, a opressão é em rede, mas a informática também traz uma potência global de transformação.
Foto.João Miguel Colaço.Serra do Bando ou...futuro Parque Natural da Serra do Bando....
"...não há estratégia de crescimento económico q valha a um país composto por pequenos cafés, mercearias,restaurantes e minúsculos negócios com menos de 10 trabalhadores em q metade gera prejuízos e em q (quase) todos se amontoam num sector incapaz de exportar",Martim Avillez,Expresso.
Apetece-me parar e ficar a pensar nesta constatação e a imaginar o meu Mação a fervilhar de turistas que nos vis......itam,admiram as fabulosas vistas,compram os nossos produtos nas nossas reanimadas MERCEARIAS,deliciam-se com a nossa gastronomia nos reanimados RESTAURANTES,escolhem os nossos CAFÉS para animadas cavaqueiras com os maçanicos residentes, e,sem saberem como, EXPORTAM Mação (PORTUGAL) até mais não,com palletes de "IMPORTAÇÔES" de turistas!Está la tudo,afinal,só não lá estamos....todos?
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Incentivos para portugalizar Portugal?Vamos nessa,Martim,ver Portugal "de outra maneira"(ThomasKuhn)?
Barquinhos à vela,tão pequeninos,tão pouco ambiciosos, que é feito de vós, ó marinheiros valorosos?!
Um sol doce de morrer.
Toma, leva para o teu descanso as muitas horas que dedicaste aos marmeleiros do Vale.
Obrigado.
antónio colaço
Atenção, amigos dos Jacarandás, está na hora de aceitar as pequenas sementinhas que começam a esvoaçar, oferecendo-se-nos para a multiplicação das violáceas corolas de Abril!!!
antónio colaço
Na madrugadora hora a que nascem estas palavras, ainda não sei que sol me espera.
Sol, ordeno-te, hoje é assim que vais nascer, sem tirar nem por nos cambiantes da manhãzinha que te espera.
Vou estar a dormir mas acordado dentro do meu sono para te ver nascer como te ordeno!
Obrigado.
antónio colaço
Foto.Borracheira algures perto da Tristão Vaz,Restelo.
Enraizados na noite, à espera que o dia chegue e com ele o chão seguro de que tanto precisamos para caminhar, mesmo que incerto possa ser o rumo dos passos a dar....
Obrigado.
antónio colaço
Deixei de planear.
Tudo o que em mim foi plano,nos últimos tempos,escorreu por entre os dedos.
Estou, por isso, decidido:mais do que planear,investir em qualquer plano, quero PLANAR sobre o QUOTIDIANO.
PS
A folha desta imagem não tinha nada planeado a não ser esvoaçar para a Terra do Nunca, à espera que a Primavera a convertesse em húmus fertilizante das filhas, só que, porque é folha, nada pode fazer,planear.
Quero dizer, não vou ficar agarrado à rede, no mínimo, tentarei saltá-la.SEMPRE.
Os obstáculos, entenda-se!
Tanta geleia para barrar... a Barra do Tejo!
Um dia, só por um dia, Tejo, deixa-nos banhar nas tuas gelatinosas águas!
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DE ONTEM PARA HOJE
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antónio colaço
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