O pôr-do-sol, no passado domingo, na despedida de Oleiros e....
O primeiro pôr-do-sol, há instantes, desde o Montijo.
Obrigado.
antónio colaço
Não é possivel continuar a editar.
A lentidão deste PC levou-nos o tempo disponível para tal.
Aqui fica um improviso com Leonel Barata, o cozinheiro do Hotel Santa Margarida , em Oleiros, à guitarra portuguesa na noite da véspera da inauguração da exposição A ARTE NÃO EXISTE A ARTE SOMOS NÓS!
Ou de como é possivel acrescentar mais vida às vidas que levamos no dia a dia!
Obrigado, Leonel!
Obrigado, inexcedível Vitor Baptista, o grande realizador a caminho de destronar Manoel Oliveira ou mesmo o Woody Allen!!!
antónio colaço
O Presidente da Câmara, José Marques e Fernando Carvalho da equipa de directores do Hotel de Santa Margarida, em Oleiros, numa visita guiada à exposição A ARTE NÃO EXISTE- A ARTE SOMOS NÓS.
A inauguração fugiu aos moldes habituais.
Quem quis apareceu, viu, dialogou, provou alguns dos acepipes oferecidos pelo Hotel e conviveu.
Aqui fica o texto do Catálogo:
A LARANJEIRA DAS LARANJAS DE OURO
A ARTE NÃO EXISTE.
A ARTE SOMOS NÓS
Costumo dizer que não vivo para pintar, pinto porque vivo.
É no decurso das minhas quotidianas vivências que tropeço na adormecida essência da Beleza do Belo, oculto por de trás das situações mais incríveis, num estimulante jogo do esconde esconde como quem diz “abre bem os olhos, aqui estou eu para que me desfrutes, para que me reveles, para que me partilhes!”
2
Deixa-me mais tranquilo esta revelação perante aqueles que defendem a arte pela arte, uma espécie de arte pura e dura , desenraizada do quotidiano, sem alma, sem chama, longe do coração, uma infindável secura. Uma arte, enfim, virada sobre si própria, sem janelas por onde respirar.
Mesmo quando me defronto com obras de mais difícil compreensão, num minimalista despojamento de cor e forma, quero acreditar que lhes presidiu um impulso criativo que o seu autor ao hoje dos dias foi buscar.
3
Tudo isto para dizer que, entre nós, os artistas plásticos, nem todos podemos pintar Capelas Sistinas, esculpir Pietás ou imortalizar Monas Lisas.
Mas podemos e devemos seguir os plásticos apelos da miríade de elementos quer da natureza, quer dos protagonistas dos agitados quotidianos e revelar o que neles reclama por um estatuto de encantamento. Ser artista, assim, deste jeito, é assumir a gratificante tarefa de revelar, encantar, numa palavra, surpreender.
4
No ano em que comemoro 40 anos dos mais significativos passos dados nos trilhos da Arte por Lisboa – foi em Abril, nesse lugar mágico da Mãe d’Água,na exposição sob o lema LISBOAS – é com redobrado prazer que subo ao Portugal profundo de Oleiros, juntando-me a todos aqueles que aqui ousam investir, ser gente, acreditando que está a chegar a hora em que, finalmente, os “últimos serão os primeiros”!
E assim se conclui que a Arte pode acrescentar mais vida a lugares onde, por erradas ou, quiçá, maquiavélicas opções, só a morte, porque inevitável, parece merecer atenções.
Ter pegado numa laranjeira que se me secou, e que pela aturada mas gratificante intervenção plástica como que a ressuscitei, convocá-la para este ambiente de festa, só pode mesmo significar o lançamento de um único e admitido grito: BASTA!
Portugal não é só Lisboa!
Que a libertação e afirmação do Interior seja para todos nós uma causa maior.
Se a arte, a descoberta do Belo, puder ajudar, tanto melhor.
antónio colaço
Oleiros 30 setembro 2012
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