Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012
VÉSPERAS

Samouco.Salinas.

 

aguarda texto



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ANA GODINHO CELEBRA SEBASTIÃO DA GAMA NA EPM

 

A arte não se esgota nas galerias coo costumaos por aqui dizer.

Aqui está mais um exemplo que demonstra a justeza das palavras.

Até o dia 11 deste mês, no átrio da Escola Profissional do Montijo, estão patentes os trabalhos de Ana Maria Godinho sob o título A MAGIA DAS CORES e com os quais, a artista em colaboração com a Associação de Desenvolvimento Cultural e Social Verbo et Opere pretende homenagear o poeta da nossa região Sebastião da Gama.

Na inauguração da Exposição o Prof João Martins quis realçar esta abertura da Escola a todas estas iniciativas que vêm acrescentar mais saber ao quotidiano da Escola e, como disse, "quem sabe, ajudar a revelar o artista que vive adormecido nalgum dos alunos ali presentes e que, a partir de ocasiões como esta, ficam com mais instrumentos para alargar os seus horizontes culturais".

Na sessão, para além das palavras de Ana Godinho que realçou o seu amor pela poesia de Sebastião da Gama, foram lidos alguns dos seus mais significativos poemas.

antónio colaço

 

 



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MONTIJOS

Samouco



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Domingo, 2 de Dezembro de 2012
VÉSPERAS

Nestes momentos, apetecia dispor de mais uns "pixels" no velhinho Nokia para captar a noite caindo sobre a longínqua Lisboa.
Há instantes na Frente Ribeirinha a caminho da Eucaristia na Matriz do Montijo.

E que belíssimas palavras iria ouvir - ainda o não sabia - do jovem Pe Miguel!!!



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LAVRADIO

 

As desculpas aos meus amigos do Barreiro.

A minha primeira tentativa de visitar esta histórica terra.

Saí tarde dp Montijo.

Acho que me enganei e fui dar, creio, à pior zona do...Lavradio.
Uma espécie de Chernobil anichada entre destroços de antigas e abandonadas metalúrgicas.

Ó balha-me Deus...zzzz

Não conta.

Voltarei!

antónio colaço



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WEBANGELHO SEGUNDO FREI BENTO DOMINGUES

 

COMBATE Á RECESSÃO LITÚRGICAII

In PÚBLICO

Frei Bento  Domingues

 

1. Consta que existe um movimento de retorno à missa em latim, com o padre de costas para o povo ajoelhado.

Tive aulas de Teologia em latim, activas e passivas. Continuo a gostar de ler o meu querido confrade Tomás de Aquino, na limpidez dos seus textos que falam das mil formas da misteriosa presença de Deus na evolução do mundo, sem interferir nas leis da sua inviolável autonomia, investigadas pelas diversas ciências.

A missa em latim e de costas para o povo conheço-a desde criança, como sacrifício que ia aguentando como todos, até ao fim, acompanhada da monotonia do terço, à espera do sed libera nos a malo - do padre à procura da mala" -, sinal de que aquilo estava prestes a acabar. Nunca esquecerei um colega de escola que dela só reteve e fixou o encantamento de falange, falanginha e falangeta. Com esse recurso, conseguiu ser o melhor nas respostas ao senhor abade, bastante mouco, no exame de catequese. Passou a ajudar à missa e, quando o celebrante se virava para dizer "dominus vobiscum ", respondia com o seu melhor latim: falange, falanginha e falangeta.

Dir-se-á que coisas destas só eram possíveis num povo muito atrasado, da serra do Gerês. Tenho, diante dos olhos - reproduzo com a grafia da época - o Compendio de Orações e Práticas Piedosas Dedicado á Juventude Catholica, pela empresa editora do Bem Público (Lisboa 1909), com aprovação eclesiástica de †António, "patriarcha de Lisboa", que, para tanto, pediu parecer a "pessoa competente". O assunto é litúrgico, nada menos do que a Explicação dos mysterios da missa. Não posso transcrever, na íntegra, essa peça exemplar e citadina. O começo diz o estilo de todas as outras instruções: "Quando o sacerdote sae da sacristia revestido, representa Christo quando saiu do ventre virginal de Nossa Senhora ao mundo, e quando subiu ao monte Calvario a obrar os mysterios da nossa redempção." O que a seguir diz da "corôa, do amícto, da alva, do cordão, do manípulo, da estola, da casula, do sebasto da casula, do templo, do altar e da pedra d"ara, da cruz, dos corporaes, pala e toalha, do cálix, da patena, da hostia e vinho" é ainda mais hilariante. Nada tem a ver com nada.

2. Textos destes situam-se no grau zero da inteligência da pré-história do soluçante movimento litúrgico em Portugal, embora já estejam registados alguns momentos do seu despertar. (1) Não espanta, no entanto, que a constituição litúrgica Sacrosanctum concillium (4.12.1963) tenha sido o primeiro documento votado e aprovado no Concílio Vaticano II, marcando uma tal viragem nos seus debates que influenciou, de forma positiva, tudo o que veio a seguir.

Tinha sido preparada pelas grandes intuições, iniciativas e pesquisas que desaguaram no movimento de pastoral litúrgica da Áustria, Alemanha, Bélgica, França, etc., em simbiose com a renovação da arte sacra - arquitectura, pintura e música - e com as reformas do Tríduo Pascal dos anos 50 do século passado.

A constituição aprovada ia de encontro ao que se desejava para um concílio de renovação da Igreja que compreendesse o mundo contemporâneo e que este, nas suas contradições, alegrias e tristezas, pudesse entender o sentido da mensagem evangélica. Chegava ao fim o tempo de uma Igreja que só falava latim e de costas para o povo.

3. Sem uma língua oficial e universal, temia-se que a Igreja se tornasse uma Torre de Babel. Esta analogia não era muito feliz. Segundo o mito bíblico, foi Deus que não gostou de um mundo reduzido à ditadura de uma só cultura e de uma só língua. A Divindade pode ser escutada e louvada em todas as línguas da Terra. O Pentecostes, que abriu a Igreja ao mundo na sua diversidade e o mundo à pluralidade dos carismas do Espírito Santo, mostra que cada povo pode ouvir a mensagem da ressurreição nas expressões da sua própria cultura.

A viragem litúrgica do Vaticano II meteu a Igreja em trabalhos e para sempre. Não há decretos, rituais, traduções de textos que possam substituir a criatividade literária, musical e artística da cultura própria das comunidades. Pensar que basta formatar um pronto a servir, com todas as indicações do que está permitido e proibido fazer, é regressar ao império do direito canónico e do rubricismo, nova edição de uma liturgia de costas para a criatividade do povo cristão. Este não está situado fora ou acima do tempo e da cultura em que vive. Os cristãos não existem para dizer ámen a tudo. Uma celebração litúrgica que não seja percorrida por uma mística e uma ética, que não seja uma energia de mudança de vida, será sempre um ritual vazio.

A ritualidade é inerente à condição humana, religiosa ou não. A liturgia é uma antropologia para Deus e uma teologia para os seres humanos. Para os cristãos, o conjunto das acções rituais é a mediação da graça de Deus a nível cognitivo, emocional e estético.

Uma missa que só investe na homilia é apenas instrução, a escorregar para o moralismo; se apenas procura emoções, assim como aquece, arrefece; se é só estética, torna-se arte pela arte.

A liturgia é convocatória de todas as artes para que a vida seja bela.

(1) Bernardino Ferreira da Costa (OSB), Movimento Litúrgico em Portugal, Ora & Labora, Singeverga



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Sábado, 1 de Dezembro de 2012
VÉSPERAS

 

No Freeport,a abarrotar,recolhido num café a ler há horas o Expresso.

Já passei pelo "Beco" de Miguel Sousa Tavares, pelas evocações de Ricardo Costa enquanto repórter SIC,pelo confessado desconforto de Berardo (estratégico desconforto?) e creio que me fico pela excelência de Pedro Mexia na esplendorosa celebração dos seus 40!

Sobretudo porque ontem fotografei um meio "escamado" tornozelo (não encontro melhor termo!), umas artríticas mãos e os grisalhos cabelos que restam para escrever qualquer coisa sobre os meus 60 a terminarem o seu reinado.

Imperdível cada vez mais este rapaz.

Faz o favor de nos antecipar angústias lançando mãos de um sábio jogo com as palavras.

No caso,sinto uma vantagem,ou desvantagem:somo mais 20 anos aos seus 40.

"O envelhecimento assenta-me bem",conclui Pedro Mexia.

Como diz o meu amigo Pissarra "o que faz falta é envelhecer com sabedoria!

Obrigado.

 

 

 



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WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

Pe Anselmo Borges

A HUMANIDADE DAS HUMANIDADES

IN DN

Nestes tempos de crise profunda e de exaltação da sociedade científico--técnica e do economicismo, muitos perguntam-se pelo lugar das Humanidades na sociedade contemporânea.

A breve reflexão que aí fica inspira-se numa excelente conferência do colega João Maria André para os jovens estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em início de ano lectivo. O seu objectivo era demonstrar que "vale a pena investir numa formação humanística para fazer face ao mundo em mudança e às transformações macroparadigmáticas" da nossa actual sociedade.

1 João M. André começou por apresentar traços fundamentais do tempo presente.

O primeiro é a globalização, com diversos rostos, de tal modo que tanto pode ser "a globalização da rapina, hegemónica, de matriz neoliberal", como uma globalização da solidariedade, que se exprime nas lutas pelo reconhecimento dos direitos de todos e no esforço de invenção de novas formas ecoéticas de habitar o mundo. As Humanidades, nas suas várias vertentes, contribuem com o seu olhar crítico dos problemas ao mesmo tempo que inscrevem outros valores para lá dos económicos e tecnológicos.

Outro traço é o de uma sociedade do conhecimento e da informação. Não é acidental que se chame assim e não sociedade da cultura. Ora, as Humanidades, pela Filosofia, pela História, pela mediação linguística e artística, "activam o pensamento que é algo diferente do cálculo e da navegação" nos novos meios de comunicação.

Vivemos numa sociedade multicultural, e também aqui as Humanidades têm um papel decisivo: no seu estudo, "entramos em contacto com povos e culturas diferentes, aprendemos as suas línguas, a sua história, a sua geografia, os seus mitos, os seus valores, as suas formas de comunicar, de viver e de fazer mundos."

2 Esta sociedade é uma sociedade em mudança, com o fim de velhos paradigmas, ao mesmo tempo que emergem outros novos, para os quais o contributo das Humanidades é inquestionável.

Vimos do paradigma da análise e da fragmentação, com o primado do pontual, da especialização, do analítico, perdendo a noção da totalidade e da complexidade e separando o sujeito e o objecto, e o indivíduo da comunidade e da sociedade. Hoje, exige-se "um paradigma holístico dentro de uma concepção de verdade multiperspectivada e complexa e a partir de uma abordagem não só interdisciplinar mas mesmo transversal do mundo, da natureza e do humano". Neste trânsito de um paradigma redutor para um paradigma holístico e reunificador, as Humanidades podem mostrar todas as suas virtualidades.

Um segundo paradigma dá o primado à tecnociência nos diferentes domínios, incluindo o humano, reduzindo o homem a faber e o mundo a um mundo-máquina, habitado por uma sociedade-máquina. Mas, dentro do reconhecimento dos benefícios científico-técnicos deste paradigma, não é verdade que ele também nos empobreceu, já que, por detrás deste mecanicismo, está um dualismo entre a dimensão corporal e espiritual do homem, prolongado numa cisão entre a racionalidade e a afectividade, desvalorizando o domínio das emoções? Não se acabou por esquecer que o homem é simultaneamente sapiens e demens e que, além do interesse do saber, também há o interesse no jogo, no sonho, na imaginação criadora, na efabulação?

O actual paradigma é da mercantilização das coisas e da vida, no quadro do primado do homo oeconomicus. Pergunta-se: mas será que tudo se reduz ao valor monetário e de mercado? E os valores éticos e os valores estéticos e os valores políticos e os valores afectivos e os valores religiosos?

Vinculado ao paradigma da mercantilização está o paradigma da liquefacção: vivemos na sociedade líquida, como teorizou Z. Bauman, desembocando numa existência efémera, na cultura ligt, descartável, do consumismo, na insatisfação permanente. As Humanidades, apelando à memória e aprofundando no pensamento crítico, salvaguardarão um mínimo de solidez, captando o peso do tempo na esperança da dignidade livre e da liberdade na dignidade de todos.

(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)



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OBRIGADO

Durante os últimos dias toda a atenção para o meu querido neto.
Uma teimosa diarreia bateu-lhe à porta, à semelhança do que aconteceu com muitos outros petizes segundo confirmaram na Estefânia. A saúde e vigilância do Francisco mobilizaram toda a nossa atenção cá por casa e foram, desde a primeira hora, os silenciosos posts que editámos nas esquinas de um solidário sofrimento a cada fralda ansiosamente mudada.
 A inocente coragem do Francisco fez dele um VENCEDOR!
Obrigado!
Em tua homenagem, meu pequenito, mantive o mural do Facebook com as imagens do teu avô pequenino.
Para manter o moral!!!!
antónio colaço

 



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