Sábado, 23 de Fevereiro de 2013
ZECA, SEMPRE!!!!

ZECA, SEMPRE!

PORQUE O POVO É QUEM SEMPRE MAIS ORDENA,

DENTRO DE TI, Ó CIDADE!

Obrigado, Zeca.

 

antónio colaço

(Video gravado na Mãe d'Água, Lisboa.Abril 2012) 

 



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WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

Pe Anselmo Borges

In DN

 As bem-aventuranças de um crente afável e crítico

 

Era um homem muito educado, afável e atencioso. Invulgarmente penetrante e culto, um dos maiores especialistas em Kant, foi o filósofo da busca do enigma do Homem. Morreu, lúcido até ao fim, no passado dia 5, o dia em que fazia 88 anos. O jesuíta José Gómez Caffarena.

Falei várias vezes com ele, sempre amável e atento, esclarecendo dúvidas e problemas. A última vez que o vi, há dois anos, sabia que era a despedida. Convidei-o uma vez para vir a Portugal para um Colóquio. E falou sobre dois temas, com textos, excelentes: "Antropologia Filosófica: fenomenológica ou objectiva?" e "A Filosofia da Religião, uma mediação teórica importante". O que aí fica são apenas dois apontamentos e quer prestar uma homenagem a quem passou a vida dedicado à procura da verdade, no diálogo aberto, leal e crítico: pelo seu Instituto Fe y Secularidad, em Madrid, passaram todos os grandes intelectuais espanhóis, crentes ou não, como Pedro Laín, J. Aranguren, J. Sádaba, F. Savater. É preciso dar razões da própria fé e da esperança, o que implica a escuta das razões do outro. "Se um crente afirma na sua fé que existe uma verdade absoluta, afirma com isso que ele não a possui nem a pode possuir, pois está sempre a uma distância infinita dela. Deve admitir que, onde quer que um ser humano alcance algo de verdade, nessa medida também participa da Verdade Absoluta."

O Homem não é redutível às ciências objectivantes, pois a condição de possibilidade de objectivar é ele mesmo enquanto sujeito consciente, sempre co-implicado na busca de si. Por isso, é preciso avançar, no quadro de uma hermenêutica em processo, sempre a caminho. A "prova" da existência de Deus encontrava-a no dinamismo e inquietação radicais, constituintes do ser humano.

Com H. Bergson, admitia duas fontes da religião e da moral. A primeira está na consciência das nossas deficiências. A outra, a dos grandes místicos, está na intuição ou contacto profundo que tiveram com "o Fundo último, generoso, da realidade, contacto que transformou a sua visão do mundo e os impeliu a querer continuar no mundo a obra criadora dessa suprema Realidade amorosa".

Neste contexto, pensava que talvez seja legítimo formular, "como último acto de fé", que humanistas teístas e não teístas podem partilhar algo do género: "No seu esforço moral secular, e apesar dos seus fracassos, a Humanidade merece que não seja frustrada a sua esperança: merece que Deus exista."

Foi também dentro desta fé que proclamou as suas bem-aventuranças.

"Bem-aventurado aquele que ama e descobriu a dita de partilhar o mundo. Bem-aventurado quem não se isola na sua pequenez pensando ilusoriamente com isso que se vai 'realizar'. Bem-aventurado aquele que ama a vida tal como é e não como tende a representá-la. Bem-aventurado o humano que é capaz de acolher o outro humano para lá de toda a consideração das vantagens que possa trazer-lhe, que entendeu o perdão sem memória e a ternura sem retorno. Bem-aventurado aquele que chegou a conceber o imenso projecto da universalidade reconciliada. Bem-aventurado aquele que é consciente de que na sua pequenez é puro dom e graça, e sabe, no entanto, sentir-se a partir dela responsável pelo Reino inteiro da justiça, participante de um olhar divinamente maternal para os mais humildes e sofredores, as vítimas da opressão. Bem-aventurado quem não se escandaliza da pequenez humana, nem da própria nem da alheia, e crê que é possível que essa pequenez floresça na grandeza de uma fraternidade sem fronteiras. Bem-aventurado quem aceita a dor da luta sem ódio pelo dar à luz da verdade. Bem-aventurado quem é capaz de ver a possibilidade da paz antecipada, quem compreende que a violência é promessa enganosa, quem acha fecundo crer na bondade primeira do coração humano. Bem-aventurado quem não se escandaliza de a dor e a morte terem o seu tempo que não é possível eliminar definitivamente. Bem-aventurado quem crê que uma morte prematura de profeta é também eternamente fecunda." A dor e a morte não são a última palavra: "uma intuição da Humanidade praticamente universal."

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

 

 



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VÉSPERAS

 

Alcochete.Ontem.

antónio colaço



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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013
MATINAS.

MAIO EM FEVEREIRO?
PAPOILAS PRENUNCIAM UM FEVEREIRO VERMELHO?

UM VOZEARIO ENSURDECEDOR DOS REFORMADOS no balneário da piscina municipal do Montijo.
Impropérios de difícil transcrição.
Do balneário para as ruas?
Perguntavam,entre si,onde é a morada dessa APRE?

antónio colaço

Foto.Montijo.Papoilas.Esta manhã.



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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013
DE BERLIM O NOSSO FORNAZETTI DE ESTIMAÇÃO!

 

António!
Aqui te envio o "teu Fornazetti de estimação" reinterpretado nas ruas de Berlim.
As fotos foram feitas já quase há um ano. Envio os originais sem qualquer manipulação. Não sei se existe alguma relação (do edifício?) com a soprano Lina Cavalieri, mas julgo que não. A propósito, na pesquisa que efectuei, descobri que a dona do belo rosto debutou nas artes do Bel canto precisamente em Lisboa, no ano de 1900.
Sabias?
Enfim.
É a vida.

Abraço
e.

 



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VÉSPERAS

 

 

Montijo. Frente Ribeirinha, esta tarde.

antónio colaço



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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
VÉSPERAS

 

Alcochete.Entarceder.Hoje.

 



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WEBANGELHO SEGUNDO FREI BENTO DOMINGUES

QUE VENHA O NOVO PAPA

Frei Bento Domingues

In Publico 17Fev

 

1. O Código de Direito Canónico (Cân.401) reza assim: roga-se ao bispo diocesano, que tiver completado 75 anos de idade, que apresente a renúncia do ofício ao Sumo Pontífice. O cardeal Ratzinger, quando foi eleito Papa, isto é, bispo da diocese de Roma, testemunha da fé apostólica de Pedro e Paulo, em comunhão e ao serviço dos bispos das outras dioceses da Igreja Católica, já tinha 78 anos. Quanto à idade, um bispo diocesano merece mais cuidados do que um Papa, que tem uma responsabilidade muito mais ampla e pesada.O alarido em torno da renúncia de Bento XVI deve-se à estranha ideia de que ele desempenhava um cargo vitalício. A possibilidade de um Papa renunciar está prevista no Direito Canónico (Cân. 332 § 2). O próprio Bento XVI, em 2010, mostrou que poderia vir a ser confrontado com essa situação: "Quando um Papa tem clara consciência de que já não está em grau de cumprir os deveres do seu ofício, física, psicológica e espiritualmente, tem o direito, e em algumas circunstâncias, também o dever, de se demitir".Muitos de nós fomos testemunhas das dificuldades físicas que João Paulo II enfrentou, durante anos, ao não atender a esse critério. É certo que foi encontrada, para uso interno, uma "mística da imolação" pelo bem da Igreja, que convenceu apenas os já convencidos. Era demasiado evidente que ele já não se encontrava em condições de responder às enormes carências e responsabilidades da Igreja no século XXI. A falta de atenção aos sintomas de uma certa degradação, em determinados ambientes eclesiásticos e na Cúria Romana, assim como a persistência do sistema de abafar as vozes discordantes, acabaram por adiar uma reforma que se mostra cada vez mais urgente.

2. Em 1999, durante o Sínodo Internacional dos Bispos, convocado por Wojtyla, para analisar a Europa, após a queda do Muro de Berlim, o então arcebispo de Milão, cardeal Martini, surpreendeu os outros padres sinodais, ao evocar o "sonho" de um novo Concílio que tivesse a coragem de discutir os problemas mais espinhosos: "A eclesiologia de comunhão do Vaticano II", a carência já dramática de padres, a posição da mulher na sociedade e na Igreja, a participação dos leigos em algumas responsabilidades ministeriais, o tema da sexualidade, a disciplina católica do matrimónio, o ecumenismo e as relações com as Igrejas irmãs da Ortodoxia.Era essa uma agenda crucial, que os Papas Wojtyla e Ratzinger nunca tiveram coragem de enfrentar, mas à medida que o tempo passa, tudo se vai complicando de forma dramática.Bento XVI espelhou a situação, subjectiva e objectiva em que se encontra: "Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado."

3. Até à eleição do novo Papa, vão surgir muitas projecções, dentro e fora da Igreja, segundo os grupos e as tendências, acerca das possíveis figuras, desejadas ou não, para ocupar a cátedra de Pedro. Muito em breve, a lista dospapabili, ao ritmo do sobe e desce, irá circular e cada um poderá ir construindo também a sua. Bento XVI já balizou o espaço no qual os eleitores se devem mover: "Procurar alguém que perceba o ritmo deste tempo de rápidas mudanças e seja capaz de identificar quais são as questões, de grande relevância para a vida da fé, no governo da barca de S. Pedro e no anúncio do Evangelho". Para esta tarefa, a assistência do Espírito Santo está divinamente garantida, mas Ele não costuma agir sozinho, nem substituir o discernimento dos eleitores.A graça não substitui a natureza e sendo assim, o importante é garantir um método de eleição, humanamente fiável, no interior da vida da Igreja, cujas preocupações têm de ser as de Cristo. Para governar a barca de Pedro, além de comprovada capacidade de liderança espiritual, cultural e pastoral, o Papa deve mostrar, sobretudo, um grande gosto de escutar e de consultar, não só os seus irmãos no episcopado, mas sobretudo a vida concreta das pessoas, dentro e fora das comunidades cristãs, em diálogo com todas as correntes que atravessam as sociedades. Em todo o caso, o Papa, bispo de Roma, não deveria poder ser escolhido por tempo indeterminado, nem ultrapassar a idade de 75 anos, aquela que está marcada para todos os bispos. A Igreja não pode ser uma monarquia absolutista e vitalícia.



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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013
WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

Pe Anselmo Borges

BENTO XVI RESIGNA. E DEPOIS?

 

Julgo que não se consegue imaginar o peso que cai em cima de quem aceita ser Papa. Torna-se o responsável primeiro pela Igreja Católica, com 1200 milhões de fiéis. Uma Igreja vergada sob a rigidez da tradição e talvez a única instituição verdadeiramente global, portanto, confrontada com múltiplas sensibilidades, problemas e aspirações: as questões dos europeus não são as dos norte-americanos, dos sul-americanos, dos africanos, dos asiáticos, dos australianos. É uma figura de relevo mundial, com imensa influência política no mundo, mas sujeito aos seus jogos, manhas e ardis. Mesmo viajando pelo mundo inteiro, fica a viver num pequeno território, com os seus rituais seculares e rígidos. Num mundo de homens. Só, onde, quando e como contacta com a família e com os amigos? E os olhos de todos estão sobre ele. Quase sem vida privada. Monarca absoluto, mas com todos os passos vigiados. Qual é o seu poder real? O Papa João XXIII, interrogado por um estudante num Colégio universitário pontifício: "Santidade, como é sentir-se o primeiro?", terá respondido: "Está enganado. Pus-me a contá-los e eu, lá no Vaticano, devo ser o quarto ou quinto."

Bento XVI não foi sempre conservador. Ainda só professor, escreveu em 1968: "Acima do Papa encontra-se a própria consciência, à qual é preciso obedecer em primeiro lugar; se for necessário, até contra o que disser a autoridade eclesiástica. O que faz falta na Igreja não são panegiristas da ordem estabelecida, mas homens que amem a Igreja mais do que a comodidade da sua própria carreira." Também escreveu que era necessário repensar a descentralização da Igreja, abrindo um debate sobre o primado papal. Opondo-se à teologia da "satisfação" que situava a Cruz "no interior de um mecanismo de direito lesado e restabelecido", rejeitou a noção de um Deus "cuja justiça inexorável teria exigido um sacrifício humano, o sacrifício do seu próprio Filho. Esta imagem, apesar de tão espalhada, não deixa de ser falsa". Defendeu, com outros grandes teólogos, a necessidade de debater a questão do celibato obrigatório.

Quando, jovem professor de Teologia, chegou ao Concílio Vaticano II como assessor do cardeal J. Frings, de Colónia, foi crítico de cinco dos sete esquemas preparatórios e foi provocador, criticando duramente a Cúria e a sua "atitude antimoderna": "A fé tem de enfrentar-se com uma nova linguagem, uma nova abertura."

Em 1968, frente à revolução de estudantes ateus de Teologia, teve medo, encontrando-se aí o ponto decisivo para a sua orientação conservadora; abandonou então a Universidade de Tubinga e o colega e amigo Hans Küng, para ir para Ratisbona. Depois, foi feito arcebispo de Munique e, mais tarde, como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, condenou dezenas de teólogos.

Aceitou o papado como "humilde servidor da vinha do Senhor". Deixa uma marca num tema que lhe é caro: a exigência do diálogo entre a fé e a razão; acabou por ser duro e inequívoco contra a pedofilia na Igreja; prosseguiu, embora timidamente, o diálogo com as confissões cristãs e as diferentes religiões, em ordem à paz; condenou sistematicamente a ditadura financeira sem regulação.

Percebeu que não controlava a Cúria, mergulhada em escândalos de corrupção e intrigas, até ao Vatileaks. Foi admoestando cardeais para "renunciarem ao estilo mundano de poder e glória", e dizendo que lhe coubera viver o pontificado de "um pastor rodeado de lobos". Queixava-se: "Os javalis entraram na vinha do Senhor." O cardeal W. Kasper foi advertindo que Bento XVI andava "muito triste" com o péssimo clima no Vaticano.

Fragilizado, sentindo-se sem forças no corpo e no espírito, anunciou que resigna no próximo dia 28, às 20.00 (19.00 em Lisboa e Funchal). Um gesto de inteligência, honestidade e humildade, que fica para a História, pois quebra um tabu e mostra que o Papa é tão-só um servidor da Igreja e do mundo, continuando humano, também com as suas debilidades. Depois, retira-se para um convento, para rezar, meditar, tocar e ouvir música, escrever, mantendo o apagamento. Os cardeais elegerão um novo Papa. Talvez europeu ou latino-americano.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico



publicado por animo às 23:12
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PERTO DO PRINCÍPIO

No Vale das Árvores, o Outono dá sinais de cansaço....

 

 

 

A minha ameixoeira borbulha por todos os poros. Certamente quer vingar-se da meia dúzia de ameixas do ano passado!

Bem-vinda!!!!

antónio colaço

 



publicado por animo às 22:50
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PERTO DO PRINCÍPIO

Um salto rápido ao meu querido Vale das Árvores para colher mais algumas laranjas e eis-me a colher esta meia dúzia de violetas para perfurmar os dias da ânimo.
São incríveis e estonteantes as viagens que os aromas nos proporcionam mas as violetas arrastam-me para a minha afortunada infância cardiguense como poucas.
Um verdadeiro estar/ser PERTO DO PRINCÍPIO!

antónio colaço



publicado por animo às 22:45
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ATÉ SEMPRE, ZÉ COSTA!

 

UM MAR DE GENTE NA TUA DESPEDIDA,ZÉ COSTA!
A Ti Teresa, que um dia te apelidou de seres "a alegria da terra" acabou de dizer que nunca viu um funeral com tanta gente!
Veio gente de todo o lado e não apenas de Mação.


Conservámos a tua cadeira lá no teu/nosso Coro com uma flor branca em tua memória. Foi ali a tua última trincheira.

Tal como disse o Mané, gostei de ouvi-lo ,"já temos saudades tuas, Zé!"

Zé, como devo calcular, Aí onde te encontras, já puseste a leitura da ânimo em dia!!!

Eras um dos nossos leitores mais dedicados.

Dá aí uma ajudinha, rapaz!

antónio colaço



publicado por animo às 22:10
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013
A ÚLTIMA CEIA. IN MEMORIAM ZÉ COSTA

O Zé Costa é o primeiro à direita.

 

Foi a imagem mais recente que encontrei de ti, Zé.
E acho que é aquela com que quero ficar de ti.

Digo, quero, ou melhor, queremos todos os que tiveram o privilégio de contigo conviver.
Foi tirada na última Páscoa, antes da tradicional reza do Terço da Farinheira que anuncia a Ressurreição do Jesus Cristo em que ambos acreditamos.
Quem diria, Zé, que a última vez em que nos encontrámos - sim, percebi que me reconheceste no teu leito de dor e deixaste um tão sofrido quanto sumido "obrigado" quando te disse que tinha tocado em tua honra na Eucaristia do passado domingo - foi, ela mesma, no Calvário onde viveste, com que dignidade Zé, a tua própria morte e Ressurreição.
Como dizia a octogenária e ternurenta Ti Teresa, "o Zé Costa é a alegria da Terra!"


É assim que estamos todos obrigados a recordar-te para que a alegria que tão bem soubeste cultivar na criativa  e dinâmica preservação   das nossas maçanicas  tradições nunca de nós se afaste!
Alegres, como tu, Zé, até ao fim, sabendo que nos espera uma Alegria Outra, Eterna, sem fim.
Obrigado, Zé!


antónio colaço

 

NR

Tanto quanto sabemos o funeral do Zé Costa tem lugar, amanhã, em Mação, pelas 10.30 horas.



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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013
AFPDM-ASSOCIAÇÃO PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL E DESENVOLVIMENTO DO MONTIJO.COLABORADORES PARTILHAM VONTADE DE MUDAR

COLABORADORES AFPDM ASSUMEM EMPENHAMENTO TOTAL

DOS PROJECTOS DE CADA UM AO PROJECTO DE TODOS

A surpresa tomou conta da totalidade dos colaboradores da AFPDM convocados para uma tarde de trabalho, no Auditório da EPM, com o objectivo de partilharem entre si as linhas mestras dos projectos em que estão envolvidos: CRAM, RSI, TUKONTAS,EPM (Formação Contínua, GIP e GAE) e AECs.
De facto, sob o comando de uma equipa composta por alguns colaboradores os presentes foram desafiados a formarem pequenas equipas com o objectivo de encenarem, uma a uma, nos bastidores do Auditório, “num minuto”, histórias conhecidas de todos, e que, uma vez em palco, mediante criativas representações, deveriam ser objecto de adivinhação por parte de todos.
Uma espécie de caos criativo ficou, então, instalado desde a formação da equipa até à partilha, no seio de cada uma delas, das melhores formas de encenar a história proposta.
Com esta iniciativa o grupo organizador quis como que prefigurar o objectivo do encontro para o qual havíamos sido convocados: proporcionar um melhor conhecimento entre todos pelo aprofundamento das relações de partilha e cumplicidade como forma de alcançar os objectivos propostos.
De facto, depois desta tão original quanto desbloqueadora e criativa forma de actuar todos percebemos muito melhor o papel de cada um na afirmação de um projecto que se quer cada vez mais de todos.
Seria esta a tónica da introdução do Prof. João Martins para quem “uma organização em que os seus membros não se conhecem corre demasiados riscos. Ao contrário, uma organização em que os seus membros se conhecem e se relacionam alcança, sem dúvida, melhores êxitos”.
E ainda, para concluir, “todos não somos muitos. Se não nos ajudarmos uns aos outros não alcançaremos os objectivos que pretendemos. A melhor forma de o conseguirmos é que todos se envolvam com todos os projectos e não pensem apenas no seu próprio projecto.”
Para o Prof João Martins, “a AFDPM é muito maior que a EPM embora esta seja a sua imagem de marca”. Queria com isto sensibilizar todos os participantes para que percebessem a importância de cada um, ao dar o seu melhor no projecto em que está empenhado, mais não faz do que tornar a AFDPM um projecto global cada vez melhor, mais credível e reconhecida aos olhos não só da comunidade que serve, como da comunidade nacional e internacional. Lembrou, a propósito, que a “Agência Nacional de Qualidade, da Roménia, manteve-nos durante três meses no seu site como exemplo de boas práticas”!

E foi à luz destes apelos que se percebeu, então, a intervenção que se seguiu de cada um dos elementos que constituem os diversos projectos.
Assim, e de forma sintética, o CRAM não quer ser apenas um Conservatório do Montijo, antes, ser um pólo dinamizador da Música, Dança e Artes Plásticas na Região.
Os elementos do RSI tudo querem fazer para conseguir superar as situações de carência da população alvo, do seu trabalho, dando o seu melhor para a dotar de instrumentos que consigam fazer dar a volta e afirmar dias melhores onde, mais do que vencidos da vida, se afirmem como vencedores.
Para a equipa do projecto TUKONTAS o grande objectivo é conseguir a afirmação do Bairro da Caneira onde, para além de uma etnia vivendo à sua maneira, seja possível abrir o Bairro e conseguir uma integração inteira e onde, por exemplo, a criação de uma Orquestra de Talentos possa ser a desejada bandeira.
Nas AECs percebeu-se que há pontes de compreensão a estabelecer entre professores e pais para que as atividades propostas para os alunos não sejam consideradas como trabalhos a mais, antes, complementos fundamentais.
Nas diversas componentes de que se faz a EPM percebeu-se que o grande objectivo é mesmo dar respostas concretas para alunos que querem que se conte com eles no tecido empresarial de uma região tentando resistir, também ela, à crise mais geral. Conseguir o equilíbrio entre as solicitações das empresas e a capacidade de resposta da Escola superando obstáculos de uma legislação pouco ágil e que tarda em acompanhar os acrescidos desafios nos difíceis tempos que correm é uma meta de que os responsáveis não desistem.
Para além de um maior investimento na área da Qualidade, também a área da Comunicação quer da AFPDM entre si quer com a comunidade mereceu algum tempo na exposição final do Prof João Martins.
Os projectos de mobilidade europeia, o projecto Junto de Si e a Casa Abrigo do Montijo constituem alguns dos novos desafios já em marcha.
De facto, numa sociedade onde começam a surgir os primeiros e titubeantes sinais de que é possível sair da crise para onde fomos atirados pelas mais variadas razões, o mais importante, como diria o Prof. João Martins, a finalizar esta participadíssima jornada de trabalho, “é saber que cada um de nós é tido em conta, cada um de nós tem o seu papel a desempenhar daí que só me resta desejar que possamos contar todos uns com os outros para a afirmação de uma AFPDM ao serviço do desenvolvimento e bem-estar da população para que foi criada e que pode, também ela, contar connosco!”.

No final o Prof. João Martins fez o balanço do encontro:
 
 


publicado por animo às 17:06
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013
NO DIA MUNDIAL DA RÁDIO....

Foto.Estúdios da Rádio O Ribatejo, Santarém.Algures nos finais de 1988....

Costumava dizer que quando se fecham as portas do estúdio ABREM-SE TODAS AS PORTAS DA VIDA.

Rádio, tu não existes.

A Rádio somos nós, mas....tenho saudades, Rádio, de quando fazia tua a minha voz.
Quando, por ti, ficava a conhecer e amar cada um de nós.

Rádio, um destes dias voltaremos a fortalecer os quebrados nós.
Obrigado.
antónio colaço

 

 



publicado por animo às 23:52
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