Segunda-feira, 8 de Junho de 2015
WEBANGELHO SEGUNDO FREI BENTO DOMINGUES

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Espírito criador

Quando acolhido no íntimo do quotidiano, é o Espírito de Cristo que nos volta os olhos para o ritmo invisível dos trabalhos do mundo.

 

1. Há pessoas que fazem profissão de optimismo. Olham sempre, ou fingem olhar, para o “lado positivo” de tudo e, perante qualquer desgraça, repetem: ainda podia ter sido muito pior! São capazes de recuar até à pedra lascada para mostrar que agora estamos no melhor dos mundos. Se alguém, mais sensível à questão social, por exemplo, observa que 20% da população detém 80% dos recursos mundiais, a resposta já está pronta: as desigualdades são a principal fonte de progresso para todos.

 

Quem não quer ser acusado de negativista refugia-se no prestigiado casamento do pessimismo da inteligência com o optimismo da vontade. Por não apreciar esses tranquilizantes, o filósofo espanhol, Xavier Zubiri, apressa-se a declarar que durante toda a sua vida só conheceu a emoção do puro problematismo.

 

Um dos alimentos principais da filosofia são as interrogações. Mas a problematização contínua é o luxo de quem não tem que decidir. As decisões não podem esperar ver todas as dúvidas resolvidas. A concepção aristotélica da prudência – virtude da decisão bem ponderada – recomenda-se tanto aos “tontos com iniciativa”, como aos eternos hesitantes.

Não tenho que venerar nenhuma dessas atitudes. A todas falta, seja em que domínio for, a alma da vida: o inesperado, o imprevisível da criatividade, a fuga à rotina, a irrupção do novo.

É precisamente por isso que gosto do hino litúrgico de J. A. Mourão, inspirado e enxertado na música de A. Gouzes. Implora o Espírito do Pentecostes, a grande metáfora da realidade profunda do mundo e da Igreja em movimento: Sopro criador vem distribuir a fala! Vem força de partir, vem rio de fogo largo!

Esse é o refrão. O hino tem cinco estrofes. Deixo aqui duas apenas: Tu que revelas a presença do Deus vivo / no coração do mundo e da vida / Tu que pulsas em nós como fermento/ semente de fogo, terra orientada. - Tu és a nossa vontade de viver/ intensamente a vida até ao fim/ o presente e o futuro da nossa esperança/ o que anima a festa no coração do homem.

2. Quando acolhido no íntimo do quotidiano, é o Espírito de Cristo que nos volta os olhos para o ritmo invisível dos trabalhos do mundo, seja na investigação das ciências, nas surpreendentes aproximações entre pessoas e povos, na criação de beleza em todas as artes, de todos os tempos, e nos alerta para o desconcerto do mundo. 

Herberto Helder [1], num dos seus poemas místicos, depois de sugerir a mão que refaz o universo, na sua unidade rítmica, cada coisa e cada animal com a sua aura, descansa: Sento-me a conversar com Deus; palavra, música, martelo / uma equação: conversa de ida e volta (…) Deus não se debruça na canção; destroça/ a cadência.

Não tem nada a ver com a recomendação piedosa de dar lugar a Deus na nossa vida. Essa recomendação esquece que é, na realidade do mundo, que se vive a sua transcendência absoluta. Para o Mestre Eckhart, um Deus que precisa de um lugar é um ídolo: por isso é que peço a Deus que me livre de Deus. E sublinhava: Deus só pode estar num lugar sem lugar. Nós, sim! Precisamos de acordar, seja onde for, para a divindade em que vivemos, nos movemos e existimos [2].

Os grandes criadores de paradoxos, os místicos, religiosos ou não, impedem a linguagem religiosa de perder o sal e adormecer nas definições dogmáticas. O terminal da viagem da fé teologal não são os credos, o culto, os sacramentos ou o direito canónico, embora sejam sinalizações importantes nos labirintos do percurso das Igrejas cristãs. Mas S. Paulo notou que todos os carismas e a própria fé teologal se desfaz na luz infinita do Amor que nos acolhe no termo da viagem.

3. No Domingo passado, foi celebrada na Liturgia católica a Santíssima Trindade. Com música de Langeac, foi cantado, na Missa em que participei, na capela do Colégio de S. José, um hino muito belo de Santa Catarina de Sena, que transcrevo:

Ó Deus, Trindade Santa, ó Luz mais radiosa que toda a luz, fogo mais ardente que todo o fogo, Tu és um oceano, a paz. Tu és um mar sem fundo, mais eu mergulho, mais eu me afundo, mais eu Te encontro, mais eu Te procuro ainda. Sede que Tu saciaste no deserto um dia, para sempre ficar com sede de Ti.

É no dinamismo da simbólica trinitária, na procura criadora da máxima unidade na máxima diversidade, que a Natureza e o percurso da História Humana se podem salvar. Tudo se perde quando, em nome da unidade, se sacrifica a pluralidade e quando, em nome da diversidade, se esquece a comunhão universal. Como diz o citado poema de H. Helder: e depois ninguém fala, e cada coisa actua/ sobre cada coisa, e tudo o que é visível abala / o território invisível./ Redivivo. E foi por essa mínima palavra que apareceu não / se sabe o quê que arrancou / à folha e à esferográfica canhota a poderosa superfície / de Deus, e assim é / que te encontraste redivivo, tu que tinhas morrido um momento antes,/ apenas.

Este poeta tem mesmo a “temperatura de Deus"


[1] Herberto Helder, Ou o poema contínuo, Assírio e Alvim, 2001

[2] Act 17, 24-29

 



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Sábado, 6 de Junho de 2015
WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

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Pe Anselmo Borges

In DN
A GEOESTRATÉGIA DE DEUS

Na sequência dos trágicos acontecimentos de Paris, o jornal australiano Weekend Australian publicou um desenho com humor sábio. Intitula-se "Rezemos". Jesus segura o Alcorão e diz a Maomé: "Já te disse que o Alcorão precisa de um segundo volume, como nós temos o Antigo Testamento seguido do Novo Testamento." Maomé, que segura um jornal declarando em letras garrafais: "O mundo em guerra", atira a Jesus: "Ir lá abaixo, à Terra, escrever o segundo volume? Seria crucificado."

No contexto do meu livro Deus ainda Tem Futuro?, realizei recentemente, no Porto, um debate, com a participação do general Ramalho Eanes e do eurodeputado Paulo Rangel, sobre o tema em epígrafe: "A geoestratégia de Deus".

A geoestratégia de Deus pode ser vista no enquadramento do genitivo subjectivo, isto é, no sentido de perceber qual é a geoestratégia que Deus tem. Ora, olhando para o Novo Testamento, percebe-se que essa geoestratégia, a partir de Deus, é o amor, a compreensão universal entre todos, na justiça e na paz, a plena realização da humanidade, o Reino de Deus.

Mas há a geoestratégia de Deus, no sentido do genitivo objectivo, isto é, o que os homens querem e fazem de Deus no mundo globalizado, na geopolítica, nas suas geoestratégias, para defenderem os seus próprios interesses. De que modo entra a religião/religiões nesta geoestratégia? Como são utilizadas para defender, salvaguardar e legitimar interesses que não são os do Deus do amor de toda a humanidade? Pensou-se e pensa-se frequentemente que as religiões são apenas do foro privado, mas percebe-se cada vez mais claramente que há influências da economia, da política, da finança, do território e sua expansão, da geopolítica na religião/religiões e na concepção de Deus e, por sua vez, destas na economia, na finança, na geopolítica...

Vivemos num mundo global, multicultural e multi-religioso. O princípio "tal país, tal religião" foi abalado pelas migrações e outros factores. Como vamos viver em paz neste novo mundo? Porque há transformações, mesmo ao nível dos números: por exemplo, em 1900, o cristianismo representava 35% da humanidade; nessa altura, os muçulmanos eram 12%, mas hoje representam mais de 20% e o seu número aproximar-se-á cada vez mais do dos cristãos: passarão de 1600 milhões em 2010 para 2200 milhões em 2030, portanto, 26,4% dos habitantes do mundo. Na reconfiguração do planeta, que papel está reservado às religiões?

Ninguém minimamente atento, com alguns conhecimentos de história, ignora que vivemos num mundo extremamente complexo e perigoso. O Papa Francisco falou mesmo já da III Guerra Mundial em curso, embora por fases, em episódios.

A Europa mergulhou numa crise profunda e o seu maior problema é que não sabe o que quer e para onde vai. E não é só a crise grega. Ele há sobretudo a Ucrânia, a incompetência da União Europeia e dos Estados Unidos e Vladimir Putin e toda a sua estratégia de desestabilização da Europa, com gravíssimas consequências - não se deve esquecer que a Grécia e Chipre seguem o cristianismo ortodoxo, intitulando-se Moscovo a Terceira Roma.

O Médio Oriente continua a ser um dos focos mais explosivos da conflitualidade global. O autoproclamado Estado Islâmico acentua a sua desumana barbárie de terror: degolar, violar, acabar por todos os meios com as minorias cristãs e outras, arrasar, em nome da sharia, o património cultural milenar que vai até à antiga Nínive. Com focos terroristas em várias zonas - Iraque, Síria, Líbia, Nigéria...-, para algum mundo islâmico radical, a que não são alheios, de modo subtil e complexo, países como a Arábia Saudita - quem paga mesquitas no Ocidente e promove aí a natalidade entre mulheres muçulmanas? -, o objectivo pode mesmo ser chegar a Madrid e a Roma, matar o Papa.

Na reconfiguração da geopolítica, que significado tem que, dentro de poucos anos, o país do mundo com maior número de cristãos seja a China? Os seus dirigentes vão dizendo que querem restabelecer relações diplomáticas com o Vaticano. O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Parolin, quer desbloquear a questão nevrálgica das ordenações de bispos, oferecendo um acordo como o que vigora no Vietname: a Santa Sé apresenta o seu candidato ao governo e, se este o não aprova, apresenta outro e assim sucessivamente até haver um consenso. A nova fronteira do cristianismo: a Ásia, e Francisco poderá visitar Pequim.

Outras perguntas. Deverá a Turquia entrar na União Europeia? Que significado terá o aumento crescente dos evangélicos fundamentalistas?

A actividade diplomática de Francisco - está hoje em Sarajevo - tem sido intensa e profícua. Do que não há dúvida é que o diálogo inter-religioso tem importância decisiva. É de saudar que as Nações Unidas convoquem uma reunião dos líderes das religiões mundiais para a promoção da reconciliação, da justiça e da paz no mundo.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.



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Quinta-feira, 4 de Junho de 2015
O SÃO PEDRO ESTÁ A COMEÇAR.OLARÉ!OLARÉ! NO MONTIJO É QUE

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No Montijo, os preparativos avançam a passo largo!!!
O cartaz é o trabalho de casa para os meus pequenos alunos nestes próximos dias.

antónio colaço

Entretanto as FESTAS DE SÃO FRANCISCO ( ALCOCHETE) já se foram!!

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publicado por animo às 15:56
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Quarta-feira, 3 de Junho de 2015
EMPREENDEDORISMO . DAS IDEIAS AO SUCESSO DOS NEGÓCIOS conferência na EPM Montijo

AFPDM.EPM tv REVELA
MONTIJO VAI TER EM BREVE
INCUBADORA DE EMPRESAS

A ideia foi revelada pela professora Clau Prates, técnica do Roda Livre/CLDS do Montijo, no final de uma Conferência organizada em conjunto com o CLA-Centro Local da Universidade Aberta do Montijo e dedicada ao tema "Da ideia ao negócio de sucesso"....
Foi uma tarde de muita partilha de experiências, desde logo, com testemunhos de vários participantes empenhados em construir as suas empresas, ou, com relatos de experiências não muito bem sucedidas por parte de outros mas que, mesmo assim, teimam em apostar no empreendedorismo como forma de dar a volta à crise.
A assistir estiveram alguns formandos da EPM do Curso Técnico de Manutenção Electromecânica, alguns deles com algumas ideias em potência, que não pudemos ouvir, tal a necessidade de apanharem transporte para as suas casas, mas, sabemo-lo, alimentam sonhos que um dia vão tornar-se realidade nesta área.
Foi isso mesmo que aconselhou o professor Neiva, nas boas-vindas que deu aos participantes.
2
Arriscar, bom-senso, vencer os medos, desfazer crenças limitantes, criar e inovar foram as palavras mais ouvidas ao longo da tarde por parte dos oradores que estiveram presentes.
Deixamos alguns links úteis para aqueles que não puderam estar e que se relacionam com a temática abordada por alguns dos intervenientes:

http://www.makerspace.pt
http://www.3virtudes.com
http://www.incubcenter.pt
http://www.icone-molduras.com
http://www.uab.pt
3
No final falamos com a prof Clau Prates e o técnico Duarte Botelho do Roda Livre que nos fizeram o ponto da situação.
antónio colaço
In página da AFPDM/EPM Montijo)

 



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Terça-feira, 2 de Junho de 2015
JÁ MARCHAM CARTAZES DE S.PEDRO NO CAF DA ATALAIA (MONTIJO)

NA ATALAIA
CARTAZES DE S.PEDRO JÁ MARCHAM
PELA ESCOLA

Foi assim, esta tarde, com o grupo de pequenos alunos da CAF-Componente Familiar da Atalaia,Montijo....
A criatividade a desfilar pelas "ruas" da pequeno contentor escolar com frases arrancadas ao convívio do doce lar!!!
E para a semana....as aulas vão desfilar, perdão, vão acabar!!!!
antónio colaço

(In página Facebook da AFPDM)

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publicado por animo às 20:14
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Segunda-feira, 1 de Junho de 2015
OUTRAS ANIMAÇÕES .CARLOS MATOS GOMES CONVIDA

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É natural que muitos de vós recebam o convite mais formal através da minha editora, a Casa das Letras/Leya, mas quis com este pequenos texto dizer um pouco mais sobre o livro e sobre o que me levou a escrevê-lo do que aquilo que consta nas badanas.  A Estrada dos Silêncios reflecte um sentimento que aos poucos fui ganhando da inutilidade de grandes viagens para descobrir o que podemos encontrar à porta de casa. A personagem principal, inspirada num velho parente meu, miguelista, integralista e ruralista, inimigo da indústria e avesso ao progresso em geral, entendia que descobrimentos tinham sido uma estupidez. Tal como o Velho do Restelo, afirmava que devíamos ter ficado por cá a melhorar o que tínhamos em vez de nos esgotarmos em ruinosas aventuras. Citava Gil Vicente no Auto da Índia: «Fomos ao Rio de Meca, pelejámos e roubámos.» Continuo à volta do tema central da nossa História, o império e as suas marcas na nossa identidade.

As invasões francesas trazem a Portugal um capitão que por aqui vai ficar porque as estrelas deste céu são iguais às de Paris, porque considera Napoleão um insensato, ambicioso e incompetente e, acima de tudo, porque encontrou uma mulher que o acolheu e lhe disse que era bem-vindo. O progresso levou uma das novas auto-estradas europeias a atravessar a propriedade deste homem descendente do militar francês e provocou a consequente expropriação por utilidade pública. A que ele resiste.

Calhou a uma jovem juíza fazer cumprir a lei do progresso. Ela hesitou no emprego da força bruta e na imediata prisão do rebelde em nome do Estado. Vai falar come ele. Refere-lhe os benefícios do progresso para o futuro de Portugal. O velho responde: «Quero lá saber do futuro! O futuro é para os outros, para a senhora doutora, para os engenheiros, os generais à frente das tropas, para os missionários... para os inconscientes que desde o século quinze se lançaram ao mar! Eu sou o velho do Restelo! Aquele que ficava nas praias, entre a gente, meneando três vezes a cabeça, descontente, resmungando: deixas criar às portas o inimigo, para ires buscar outro de tão longe… O Camões também escreveu coisas acertadas!» Apontou a oliveira, e para lá da oliveira, traçando uma linha no horizonte: «É mais ou menos por aqui que vai passar a nova rota dos descobridores, em busca da pimenta e das especiarias da Europa! Vai servir para nova ilusão… é por isso que me oponho!»

Enfim, o enredo é ao arrepio da doutrina oficial do progresso contínuo, do crescimento anual e sem fim que os novos pregadores da contabilidade pública nos apresentam como estando inscrita nas pedras dos livros sagrados da economia. Também fala do vazio em que ficámos, perdidos há quarenta nos confins da Europa, depois de esgotada a nossa eterna desculpa do ultramar, do império, da nossa vocação universal.

Com A Estrada dos Silêncios quis dizer que ela, a nova estrada, não vai trazer a Europa, nem nos vai ajudar a levar-lhe o nosso Mundo. Quis contar uma história que liga um velho e uma jovem a um passado comum e que, como acontece tantas vezes, contem segredos que bem podiam continuar no seu sepulcral silêncio. 



publicado por animo às 19:33
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