Sábado, 19 de Dezembro de 2015
WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

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NATAL A REVOLUÇÃO
Pe Anselmo Borges
In DN

-1Jesus Cristo é figura "decisiva, determinante" da História da Humanidade. Quem o disse foi um dos grandes filósofos do século XX, Karl Jaspers. A pergunta é: porquê?

Crentes ou não, cristãos ou não, têm de reconhecer a Wirkungsgeschichte de Jesus, isto é, a história dos efeitos ou das repercussões, assombrosamente humana e positiva, de Jesus na História. Por exemplo, o próprio conceito de "pessoa" veio ao mundo por influência do cristianismo, por causa dos debates à volta da tentativa de compreender a pessoa de Jesus. Foi em solo de base cristã que, embora tenham tido de impor-se contra a Igreja oficial, se deram as grandes Declarações dos Direitos Humanos.

Isso é reconhecido por grandes pensadores, inclusive não crentes. Hegel afirmou que foi pelo cristianismo que se tomou consciência de que todos são livres. Ernst Bloch, marxista heterodoxo e ateu, escreveu que é ao cristianismo que se deve a exigência de que nenhum ser humano pode ser tratado como "gado". Jürgen Habermas, agnóstico, afirma que a democracia, com "um homem um voto", é a transposição para a política da afirmação cristã de que Deus se relaciona pessoalmente com cada homem e mulher. Frederico Lourenço - para citar um português -, que se confessa ex-católico, agnóstico, escreve: "Não tenho nenhum problema em afirmar que, pessoalmente, considero Jesus de Nazaré a figura mais admirável de toda a história da Humanidade", Jesus foi "o homem mais extraordinário que alguma vez viveu".

2- Evidentemente, a Wirkungsgeschichte, a história dos efeitos de Jesus na História, tem a sua base na história real de Jesus, no que ele disse e fez, na revolução que operou.

Esta revolução é a revolução da sua compreensão de Deus. Realmente, Jesus não veio revelar que há Deus, pois, se hoje a existência de Deus é problemática, não o era na altura. Jesus veio dizer, por palavras e obras, a sua experiência radical de Deus: Deus é amor incondicional, Abbá, Paizinho querido, que ama a todos, a começar por aqueles e aquelas que não são amados, os mais pobres, abandonados, humilhados. Assim, uma das palavras mais revolucionárias da história das religiões é esta: "O homem não foi feito para o sábado, mas o sábado para o homem", o que significa que mesmo as leis consideradas sagradas só o são se e na medida em que estiverem ao serviço do ser humano, da sua dignidade, liberdade, felicidade. Jesus antepôs a justiça e o amor ao culto: "Ide aprender: Deus quer misericórdia e não sacrifícios."

Por isso, os primeiros a serem verberados foram os profissionais da religião, que exploravam o povo em nome de Deus. E pôs-se ao lado das crianças, que não tinham relevância: "Deixai vir a mim as criancinhas, pois dos que são como elas é o Reino de Deus" - contra insinuações insidiosas quanto a estas palavras, acrescente-se que Jesus também disse: "Ai de quem escandalizar uma criança. Mais valia atar-lhe uma mó de moinho ao pescoço e deitá-lo ao mar." As mulheres têm razões para estar de mal com a Igreja institucional, mas devem saber que Jesus constitui um marco histórico na história da sua emancipação: superando proibições, teve discípulos e discípulas.

Inauditas são as palavras do chamado Juízo Final. Ali se diz que o que determina o julgamento não são actos religiosos no sentido comum da palavra, mas o que se faz aos outros, mesmo não sabendo que é a Deus que se faz: "Tive fome, sede, estava nu, na cadeia, no hospital, e destes-me de comer, de beber, vestistes-me, fostes ver-me..." Em ordem à salvação, nada se pergunta de confessional, tudo se centra nas respostas práticas às dificuldades das pessoas, independentemente da sua cor, etnia, sexo, de serem religiosas ou não.

Jesus não quis tomar o poder político: "Vim para servir, não para ser servido", "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Mas foi mandado crucificar como blasfemo e subversivo social e político. Pilatos, representante do poder imperial de Roma, que o condenou, não podia imaginar que aquele desgraçado seria figura "decisiva, determinante" da História. Deus confirmou a sua vida e a sua morte para dar testemunho da verdade e do amor: na morte, Jesus não encontrou o nada, mas a plenitude da vida em Deus, que é amor.

3- Custa-me a entender como é que os europeus parecem menosprezar a sua herança cristã, como indicam, por exemplo, a proibição de um anúncio, porque contém o Pai Nosso, ou a política de acabar com sinais cristãos da nossa cultura, como a presença de presépios em espaços públicos. Seja como for, é Karl Rahner, talvez o maior teólogo católico do século XX - tenho a honra de ter sido seu aluno -, que tem razão, quando escreveu: "Quando dizemos "é Natal" estamos a dizer: "Deus disse ao mundo a sua palavra última, a sua mais profunda e bela palavra numa Palavra feita carne". E esta Palavra significa: amo-vos, a ti, mundo, e a vós, seres humanos." Boas Festas!

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico



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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2015
CEIA DE NATAL NA AFPDM.ESCOLA PROFISSIONAL DO MONTIJO

( In página da Afpdm.EPMontijo)
CEIA DE NATAL AFPDM.EPM 2015
MUITA ESPERANÇA NO SAPATINHO

Sob o comando do prof David Carvalho, os Finalistas do Curso Técnico de Restauração, Cozinha e Pastelaria, ajudados por alguns formandos do 2º ano do Curso Técnico de Restaurante e Bar, tudo fizeram para que resultasse em pleno mais uma tradicional Ceia de Natal....
Os objectivos foram plenamente atingidos como poderemos ouvir na reportagem que se segue.
Nas mensagens transmitidas, quer o Prof João Martins, presidente da Afpdm/EPM, quer o Engº Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, coincidiram em fazer da Esperança o prato principal a ser servido no novo ano que se avizinha, como forma de superar os obstáculos que, à semelhança do país, também entre nós vão sendo superados.
Prova desse "querermos remar todos juntos" para o mesmo lado a animação que se seguiu após o natalício repasto.
Parabéns a todos quantos contribuíram, quer gastronmicamente, quer do ponto de vista de decoração da sala, para tornar acolhedora e reconfortante esta noite sempre muito especial.
antónio colaço

 



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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2015
A VERDADE FALA SEMPRE MAIS ALTO

Esta conversa com Carlos Alexandre, acaba de ultrapassar 16 000 visionamentos.
Aqui se retoma, já que estamos a falar de tradições, no caso a da Páscoa, mas que do Natal podia ser.
PORQUE SIM!...
Carlos Alexandre, PONTO FINAL.

Para relembrar o Animado Almoço com Carlos Alexandre, aqui:

http://animo.blogs.sapo.pt/354347.html

 

 



publicado por animo às 18:42
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015
OS NATAIS DO MEU NATAL

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OS NATAIS DO MEU NATAL
 
Gavião, Cardigos, três vezes, Penhascoso, três vezes, Ortiga, Beirã, Alvega… as primeiras grutas de que se fez a gruta do meu Natal.
Mas, nas memórias da memória dos dias, vamos sempre dar à gruta inicial.
Hoje, no Largo do Espírito Santo, em Gavião, mais não é do que um pedaço de chão convertido em pavimentado parque de estacionamento, aquele que foi o meu chão inicial. E quando digo chão é porque, de facto, a casa da Avó Remédios era, à semelhança de muitas outras, de autêntica terra batida. Um barro saibroso, espesso, que se esboroava à passagem das vassouras feitas de urze. Às vezes, dou por mim a imaginar como eram felizes e cheios de tudo aqueles despreocupados dias. Sem rendas para pagar, sem televisões para nos distrair, sem telemóveis em constantes e natalícios sms a que tivéssemos de retorquir, sem internet com outros mundos a desafiar, sem decorações eléctricas a piscar, sem a multidão de bolos dos continentes, pingos doces, pão de acúcar e intermarchés a diabetizar…
Ali, tudo era simples no aconchego crepitante da lareira, rente às lajes, e onde as trempes suportavam a grande frigideira com que naquela noite “Inteira e Inicial” se fritavam as filhoses e os belhós do nosso Natal.
Tão simples, mas tão cheio de significado, tal era importante o momento mais aguardado e que consistia no estimulante ritual de fritar para nós, minha irmã Luisa e eu, com os restos da massa sobrante, um boneco e uma boneca que, polvilhados de açúcar e canela, preenchiam a nossa natalícia fomeca.
Este ano, esta vai ser a história de Natal que aos meus três netos vou contar, sendo que apenas um deles já a poderá interiorizar. Quando hoje quase não resta espaço para falar, tão intensa e desafiante se apresenta a noite para desembrulhar, entre o frenético ter, de hoje, e o intenso SER, de ontem, alguma mensagem há-de ficar.
Qualquer coisa muito perto do nosso mais despojado Princípio.
 
Festas Felizes para todos os que por aqui passem!
antónio colaço

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WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

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Allahu Akbar

Pe Anselmo Borges
Ìn DN 12 Dez

1 Era uma viagem de altíssimo risco, que muitos desaconselharam. Mas Francisco achava ser seu dever visitar a África, o continente pobre. E foi ao Quénia, ao Uganda, à República Centro Africana, recusando colete à prova de bala e papamóvel blindado. Tinha mensagens essenciais para entregar: a denúncia do abismo entre a riqueza e a miséria; plantar uma árvore, num gesto simples, mas carregado de significado: "a mudança climática é um problema global" e exige "um novo estilo cultural": "frente à "cultura do descarte, "a cultura do cuidado"; sobretudo, apelar ao diálogo ecuménico e inter-religioso, que "não é um luxo, algo opcional, mas algo essencial" em ordem à paz. Na mesquita central de Bangui, recordou que cristãos e muçulmanos são "irmãos": "Juntos, digamos "não" ao ódio, à vingança, à violência, em particular à que se comete em nome de Deus. Deus é paz, salam."

 

2 É absurdo, aterrador, jihadistas invocarem o santo Nome de Deus - Allahu Akbar (Deus é o Maior) -, quando matam indiscriminadamente inocentes, metralhando, degolando, fazendo-se explodir. Ficamos atónitos e é preciso dizer: se esse deus existisse, só haveria uma atitude humanamente digna: ser ateu.

Invocar o Nome de Deus para matar - "Deus o quer", foi também o grito ao apelo do Papa Urbano II à guerra santa - obriga a reflectir. O que aí fica quereria ser um contributo para a reflexão.

 

2. 1. Embora admita, como o filósofo J. Monserrat, jesuíta, que há homens e grupos humanos sem Deus que cultivam uma mística da inserção na natureza, da harmonia cósmica e da fraternidade solidária, numa atitude quase-religiosa, mas, em última análise, impessoal, considero que a essência da religião implica a fé enquanto entrega confiada ao Mistério último, ao Sagrado, pessoal e dador de sentido último, salvador/libertador da pessoa e da história.

 

2. 2. Na reflexão sobre a religião, é essencial perceber que há um pólo objectivo, precisamente o Mistério último, Poder Pessoal transcendente e criador, presente no mundo, sem se confundir com ele. Assim, religioso em sentido estrito é aquele que se entrega confiadamente a esse Mistério, o Deus oculto, de quem se espera salvação.

 

2. 3. O pólo subjectivo é constituído pelas religiões. É fundamental entender que as religiões são construções humanas, e, assim, situadas num contexto temporal, cultural, social, económico, político, geográfico... São mediações, inevitáveis, entre o Mistério último, o Sagrado oculto e salvador, e os crentes, para acolhê-lo, tentar dizê-lo, relacionar-se com ele. Estão referidas ao Mistério, ao Deus libertador, mas elas não são o Mistério, de tal modo que, no limite, alguém pode ser religioso no sentido profundo, estrito, e não pertencer a nenhuma religião institucional, como pode acontecer alguém pertencer a uma religião, viver até da religião enquanto instituição e nada ter a ver com o Mistério, com Deus. Enquanto mediações, as religiões têm do melhor e do pior e podem, desgraçadamente, ser fonte de perversidades, confirmando-se que "corruptio optimi pessima" (a corrupção do óptimo é péssima).

 

2. 4. Nenhuma religião tem a Verdade toda. Portanto, se as religiões não são o Sagrado, o Mistério, e se, mesmo todas juntas, o não possuem, devem dialogar para tentarem dizê-lo menos mal, embora sempre na gaguez quase muda.

 

2. 5. Todas terem verdade não significa que sejam todas igualmente verdadeiras, pois há assimetria entre elas: por exemplo, uma religião que faz apelo à violência não é igual a uma religião que proclama que Deus é amor e manda amar os inimigos.

 

2. 6. A verdade das religiões afirma-se na prática, no combate pela dignidade, justiça, direitos humanos.

 

2. 7. Essencial é a leitura histórico-crítica dos textos sagrados. A sua leitura não pode ser literal, pois implica sempre uma interpretação, e o fio condutor da leitura é a libertação/salvação plena. O que neles se encontra de opressão e indignidade serve para dizer o que Deus não é e o que o ser humano não deve ser.

 

2. 8. Conquista civilizacional decisiva é a separação da Igreja e do Estado, da religião e da política: o Estado laico não tem uma confissão religiosa, é confessionalmente neutro, para garantir a liberdade religiosa de todos: ter esta religião ou aquela ou nenhuma, mudar de religião.

 

2. 9. Mas a laicidade não é a mesma coisa que laicismo, que pretenderia remeter a religião para a privacidade, "para a sacristia", como costuma dizer-se, retirando-a, portanto, do espaço público. As religiões têm direito ao espaço público, não só para se manifestarem publicamente quanto ao culto, mas também para poderem pronunciar-se livremente nos debates sobre as grandes temáticas da sociedade: questões políticas, sociais, económicas, morais. A laicidade apenas garante que, ao contrário do que se passa nos Estados teocráticos, as leis não são automaticamente as da Igreja ou da religião, pois são votadas democraticamente no Parlamento.



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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2015
NATAL NA BAIXA DE SETÚBAL banda de vila nogueira de azeitão

O percurso por algumas ruelas da Baixa de Setúbal tornou-se mais acolhedor eMbrulhados que fomos na música dos músicos da Banda de Vila Nogueira de Azeitão.
Outras animações iam tendo lugar noutros recantos.
Aplausos para a Câmara de Setúbal

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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2015
MATINAS

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MATINAS

As teias assassinas assassinadas pela geada da manhã.
Eis o retrato de um país enredado, sem élan....

Foto.Montijo, Atalaia.Foto intemporal.

 



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Domingo, 6 de Dezembro de 2015
WEBANGELHO SEGUNDO FREI BENTO DOMINGUES

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Novas figuras do Advento

Porque não abrir os olhos para as figuras que vivem hoje e abrem novos caminhos de Esperança?

1. Segundo um conto judaico, um rabino fez a Deus o seguinte pedido: ”Deixa-me ir dar uma vista de olhos pelo céu E pelo inferno.” O pedido foi aceite e Deus enviou-lhe o profeta Elias, como guia. 

 

O profeta levou o rabino a uma grande sala. No centro ardia um fogo que aquecia uma panela enorme, com um guisado que enchia o espaço com o seu aroma.

À volta deste apetitoso manjar estava reunida uma multidão com uma grande colher na mão. Apesar disso, viam-se as pessoas esfomeadas, macilentas, sem forças, a cair.

As colheres eram mais compridas do que os seus braços, de tal modo que não as conseguiam levar à boca. Tristes, desejosas e em silêncio, de olhar perdido.

O rabino, espantado e comovido, pediu para sair desse lugar espetral. De inferno já tinha visto o suficiente.

O profeta levou-o então a outra sala. Ou talvez fosse a mesma. Tudo parecia exactamente igual: a panela ao lume, com apetitosas iguarias, a gente à volta com grandes colheres na mão. Via-se que estavam todas a comer com gosto, alegres, com saúde, cheias de vida. A conversa e as gargalhadas enchiam a sala. Isto tinha que ser o paraíso! Mas, como é que tinham conseguido uma tal transformação?

As pessoas tinham-se voltado umas para as outras e usavam a enorme colher para levar comida a quem estava à sua frente, procurando que a outra ficasse satisfeita e assim acabavam por ficar todas bem!

2. Foi notícia a festa de arromba que um empresário ofereceu, em Loures, para celebrar os 15 anos da sua filha. Transportada antes em limousine e depois, em helicóptero, a partir de Algés. A brincadeira terá ultrapassado os duzentos mil euros. Apesar de tudo muito mais barata do que o jacto de Ronaldo. Não se pode dizer que vivem acima das suas possibilidades. A propriedade privada é sagrada.

John Magufuli, de 56 anos, Presidente da Tanzânia desde 5 de Novembro, já anda na boca das pessoas. É conhecido por Bulldozer pelas mudanças radicais que introduziu no país.

Pela primeira vez em 54 anos, a Tanzânia não vai celebrar oficialmente o dia da Independência, porque Magufuli defende ser “vergonhoso” gastar rios de dinheiro nas celebrações quando o nosso povo está a morrer de cólera. Só nos últimos três meses vitimou, pelo menos, 60 pessoas. Acabaram-se as viagens dos governantes ao estrangeiro. As embaixadas deverão tratar dos assuntos que lhes competem. Se for necessário viajar, terá de pedir uma licença especial ao Presidente ou ao seu Chefe de Gabinete. Em 1ª classe e executiva só o Presidente, o Vice-Presidente e o Primeiro-Ministro. Acabaram-se os workshops e seminários em hotéis caros, quando há tantas salas de ministérios vazias.

O Presidente Magufuli perguntou por que motivo os engenheiros recebem modelos de carro topo de gama, se as carrinhas são mais práticas para o seu trabalho. Acabaram-se os subsídios. Por que motivo são pagos subsídios se vocês recebem salários; aplicável também aos parlamentares. Todos os indivíduos, ou empresas, que tenham comprado empresas do Estado, que foram privatizadas, mas não fizeram nada com elas, passados 20 anos, ou as fazem recuperar imediatamente ou devem-nas devolver.

John Magufuli cortou o orçamento da inauguração do novo Parlamento. De 100 mil dólares passou para 7 mil.

3. Tem um precedente na América Latina, José Mujica. O ex-guerrilheiro, conhecido como o presidente mais pobre do mundo devido ao seu estilo de vida, deixou o poder a 1 de Março.

Uma chácara, nos arredores de Montevideu, um VW Carocha de 1987 e três tractores. Esta é toda a riqueza do presidente do Uruguai,  avaliada em menos de 170 mil euros. Pode parecer pouco para um chefe de Estado, mas para Pepe, que doa 90% do seu salário anual, dez mil euros, para caridade, é mais do que suficiente. É por isso que ficou conhecido como o presidente mais pobre do mundo.

Mujica continua como sempre. Em algumas entrevistas, declarou: "não sou pobre, sou sóbrio, com pouca bagagem, vivo com o suficiente para que as coisas não me roubem a liberdade"; por outro lado, "tu, com o teu dinheiro, não podes ir a um supermercado e dizer: venda-me mais cinco anos de vida. Não podes. Não é uma mercadoria, então não a devemos gastar mal. Temos de a usar e gastar com as coisas que nos motivam a viver." À CNN disse: "temos de viver como vive a maioria, não como vive a minoria", lembrando que "o presidente é um funcionário que foi eleito pelas pessoas para um momento e uma etapa" e que "ninguém é melhor do que ninguém". “A política é a luta pela felicidade de todos".



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WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

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A MULHER MAIS PODEROA DO MUNDO

Pe Anselmo Borges, in DN,5Dez. 

 

1 Em vésperas de se iniciar um doutoramento em Estudos Feministas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, numa entrevista um jovem jornalista perguntou-me: "Qual é, no seu entender, a mulher mais poderosa de Portugal?" E eu, espontaneamente: "Estou convencido de que a mulher mais poderosa em Portugal é Nossa Senhora." E lembrei-me concretamente de Fátima.

O que se passa é que quando falamos em poder vem-nos à mente o poder político, económico, militar... Mas há outros tipos de poder e influência. Pergunto: o que seria a Igreja em Portugal sem Fátima? E a influência de Fátima na política, sobretudo pela via da reconciliação, da pacificação de si mesma consigo e com os outros? Quem não se lembra da tristeza e angústia de tantos, por exemplo, durante a Guerra Colonial? E era em Fátima que as mães iam desabafar. Como é lá que os portugueses vão desabafar nestes tempos medonhos de crise. Pertence a Frei Bento Domingues a definição inultrapassável de Fátima: "É o cais de todas as lágrimas dos portugueses."

Claro que é preciso evangelizar Fátima. Estou convencido de que se deve, por exemplo, apresentar contas. E o Deus de Jesus não precisa nem quer que as pessoas se arrastem de joelhos. Mas na sua dor e aflições as pessoas vão aonde julgam poder encontrar socorro. Quem se atreveria a ridicularizar? Quem não se comove? Perante o sofrimento, é preciso curvar-se com respeito e fazer algo.

 

 

2 Agora, é a famosa revista National Geographic, com 6,5 milhões de assinantes e que se não pode considerar propriamente "gentil" com a Igreja Católica, que vem enaltecer Nossa Senhora. A capa da sua edição americana de Dezembro traz uma bela imagem de Maria e titula precisamente: "Mary, the most powerful woman in the world" ("Maria, a mulher mais poderosa do mundo"). Para justificar a afirmação, há um longo artigo da escritora e jornalista Maureen Orth. Ela percorreu grandes santuários de peregrinação, em várias partes do mundo: Lourdes ("seis milhões de visitantes a cada ano"); Medjugorje, na Bósnia e Herzegovina, 30 milhões de peregrinos durante as últimas três décadas; Fátima; Kibeho, no Ruanda; Czestochowa, na Polónia; Nossa Senhora de Guadalupe, que faz parte da identidade do México; Knock, na Irlanda; Aparecida, no Brasil.Estes santuários atraem milhões de peregrinos a cada ano, apoiando "o turismo religioso, estimado em milhares de milhões de dólares". Maria inspirou a criação de grandes obras de arte na escultura e arquitectura (a Pietà, de Miguel Ângelo, Notre-Dame de Paris), na pintura, na poesia, na música. Só a biblioteca da Universidade de Dayton tem mais de cem mil volumes sobre Maria. "Ela é a confidente espiritual de milhares de milhões de pessoas, independentemente de estarem isoladas ou esquecidas."

Maureen Orth ficou impressionada com a devoção a Maria, mãe de Jesus, por parte dos muçulmanos. É a única mulher que dá o seu nome a uma sura (capítulo) do Alcorão: sura 19. Foi escolhida por Deus "acima de todas as outras mulheres do mundo". "Maria é a mais pura de todas as mulheres do universo", diz Bakr Zaki Awad, decano da Faculdade de Teologia na Universidade Al-Azhar, no Cairo. Maureen Orth falou com muçulmanos que, por causa da sua reverência com a Virgem Maria, não têm "qualquer pejo em visitar igrejas cristãs e rezar-lhe tanto na igreja como na mesquita".

Conclui. "A invocação da intercessão de Maria e a devoção por ela são um fenómeno global. A ideia de Maria como intercessora começa com o milagre do vinho nas bodas de Caná. Foi em 431, no terceiro Concílio Ecuménico, em Éfeso, que foi chamada Theotokos, Mãe de Deus. Desde então nenhuma outra mulher foi tão enaltecida como Maria. Como um símbolo universal de amor maternal, bem como de sofrimento e sacrifício, Maria é muitas vezes a pedra-de-toque da nossa ânsia de sentido, uma ligação mais acessível ao sobrenatural do que as doutrinas formais da Igreja. O seu manto oferece ao mesmo tempo segurança e protecção." Quando perguntaram ao Papa Francisco, que não é beato nem cobarde, o que significava Maria para ele, respondeu: "Ela é a minha mamã"."

3 A quem estiver habituado a associar a devoção a Nossa Senhora só à beatice, lembro o hino revolucionário que o Evangelho de São Lucas colocou na sua boca, o Magnificat: "A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia estende-se de geração em geração. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias."

Padre e professor de Filosofia

 

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.

 



publicado por animo às 10:34
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