Sábado, 16 de Abril de 2016
WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

 

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Pe Anselmo Borges
In DN 16.4

A ALEGRIA DO AMOR 1

 

1- Era um texto muito aguardado do Papa Francisco. Depois de dois Sínodos, em 2014 e 2015, sobre a família, antecedidos de algo inédito - Francisco quis saber, com consultas em todo o mundo, o que pensam os católicos sobre as problemáticas relacionadas com a família, desde a crise profunda que atravessa às uniões entre pessoas do mesmo sexo e à possibilidade da comunhão para os divorciados recasados -, o Papa teria a última palavra, num documento seu, tendo em conta os resultados dos Sínodos. Acaba de ser publicado, com o belo título A Alegria do Amor. Uma Exortação Apostólica, com mais de 200 páginas e 325 pontos. O seu fio condutor é a misericórdia, ao encontro das pessoas em dificuldade. Não muda a doutrina, mas exige uma nova pastoral, de tal modo que o cardeal W. Kasper não se sentirá completamente defraudado ao ter previsto que "o documento assinalará o início da maior revolução na Igreja dos últimos 1500 anos".

 

 

O texto vai requerer hermenêutica adequada, tanto mais quanto se trata de uma Exortação aberta ao futuro e que teve em conta reacções acesas, com ameaça de cisma na Igreja. Francisco, sem se negar a si próprio, convoca para a urgência de seguir o Evangelho, mas sabe que o seu ministério é de unidade na Igreja e não de divisão, e, por isso, apela à compreensão, considerando novos caminhos pastorais, as diferentes culturas e sensibilidades, em "precioso poliedro". Terão bispos e padres aquela atitude de pastores bons que anima Francisco, mais atento ao Evangelho e às pessoas do que ao Código de Direito Canónico e à rigidez da doutrina?

2- Para se perceber a delicadeza das questões com que Francisco se confronta é importante conhecer a entrevista, aliás inteligente, dada pelo cardeal Gerhard L. Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ao director da Biblioteca de Autores Cristianos, de Madrid, com o título "Informe sobre la esperanza", publicada pouco antes da Exortação, tão extensa como ela e com a pretensão de lhe dar a interpretação oficial. Deixo aí teses centrais referentes a estes temas: "deriva-se da Sagrada Escritura a desordem intrínseca dos actos homossexuais, por não procederem de verdadeira complementaridade afectiva e sexual. Trata-se de uma questão muito complexa, pelas muitas implicações que emergiram com força nos últimos anos"; "a ideologia de género pretende inculcar a ideia de que não existe uma natureza da pessoa humana que a determine a ser varão ou mulher, pelo que a identidade sexual é uma opção sexual que depende do próprio desejo"; compreendemos que "a Igreja recuse os métodos anticonceptivos, porque impedem o dom de si dos esposos"; a Igreja Católica defende "a absoluta indissolubilidade do matrimónio rato e consumado", tornando impossível o acesso à Eucaristia aos recasados civilmente; "o sacerdócio está em íntima conexão com o celibato"; "é doutrina definitiva ensinada infalivelmente pelo magistério ordinário universal que a Igreja não tem autoridade para admitir as mulheres ao sacerdócio".

3- E Francisco na Exortação? Reafirma o ideal: "O matrimónio cristão realiza-se plenamente na união entre um homem e uma mulher, que se doam reciprocamente com um amor exclusivo e livre fidelidade, se pertencem até à morte e abrem à transmissão da vida, consagrados pelo sacramento que lhes confere a graça para se constituírem como igreja doméstica e serem fermento de vida para a sociedade." E "não podemos renunciar a propor o matrimónio, para não contradizer a sensibilidade actual, para estar na moda, ou por sentimentos de inferioridade face ao descalabro moral e humano". Mas exige-se também autocrítica: por vezes "a forma como tratamos as pessoas ajudou a provocar aquilo de que hoje nos lamentamos" ou "apresentámos um ideal teológico do matrimónio demasiado abstracto, construído quase artificialmente".

É preciso dar "espaço à consciência dos fiéis: somos chamados a formar consciências, não a pretender substituí-las". A Igreja não abandona pastoralmente "os fiéis que simplesmente vivem juntos, que contraíram matrimónio apenas civil ou são divorciados e voltaram a casar". É contra o machismo, exalta o prazer erótico, é a favor do feminismo, entende quem tem tendência homossexual e percebe que há situações em que "a separação é inevitável, podendo até chegar a ser moralmente necessária". "Não há receitas simples." "A Igreja não é uma alfândega", mas "um hospital de campanha", "a misericórdia é a trave-mestra que sustenta a sua vida." "Na Igreja, é necessária uma unidade de doutrina e de práxis, mas isso não impede que subsistam diferentes modos de interpretar alguns aspectos da doutrina ou algumas consequências que derivam dela."

A chave da Exortação: "Acompanhar, discernir e integrar." Com esta chave, leremos, no próximo sábado, as problemáticas referentes aos anticonceptivos, ao feminismo, à homossexualidade, à comunhão para os recasados.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

 



publicado por animo às 15:30
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2016
UM OUTRO FUTEBOL

VII SEMANA DA SAÚDE E DESPORTO

Ligação "directa" ao Pavilhão Municipal do Montijo para a transmissão do grade derby entre Formadores e Formandos!
E foi assim parte do terceiro dia da SEMANA DA SAÚDE E DESPORTO.
Mais tarde a reportagem de outras actividades.

(In página da Afpdm EPM Montijo)

 

 

NR
Para atenuar alguma...como dizer, insatisfação pelo desaire benfiquista, aqui fica um outro futebol.
Menos ansioso, menos dramático mas muito mais simpático e libertador!
antónio colaço

 



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Terça-feira, 12 de Abril de 2016
DIAS IMENSOS . QUE DIAS INTENSOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

In página FB da Afpdm. 



publicado por animo às 13:51
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2016
DE QUE SE FAZEM OS TEMPEROS DOS DIAS DO 1º ANO DO CURSO TÉCNICO DE RESTAURANTE DA EPM

 

 

epm a par e passo
DE QUE SE FAZEM OS TEMPEROS
DO 1ºANO DO CURSO TÉCNICO DE
RESTAURANTE, COZINHA E PASTELARIA

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Numa manhã fria de segunda-feira, mas cheia de sol, de um dos ultimos dias de Março, como acontece, aliás, todas as segundas-feiras, os formandos do 1º ano do Curso Técnico de Restaurante, Cozinha e Pastelaria, rumaram até ao Restaurante Doca, ali bem à beirinha do Tejo, para mais um dia de aulas práticas sob o comando do professor David Carvalho, coordenador do Curso.
Foi lá que fomos encontrá-los, não a amanhar saborosos peixes do rio, mas outras iguarias que serviriam de base à grande NOITE DO FADO com que a EPM brindou os quase 150 alunos de cinco escolas romenas a estagiarem entre nós ao abrigo do programa Erasmus+ e de que aqui demos conta.
A meio do percurso do seu primeiro ano, impunha-se tomar o pulso e perceber quais as expectativas que acalentam estes candidatos a chefes de cozinha, do amanhã de um país que tem no Turismo uma das suas saídas para a crise que nos atormenta.
A vontade de criar e de temperar os dias com os condimentos de um saber bem alicerçado nos ensinamentos do professor David Carvalho e eis a reportagem possível e pronta a servir!
Bom apetite e muitos êxitos para os jovens que escolheram as cozinhas da EPM ( o restaurante Doca aceitou participar nesta parceria pedagógica) para cozinhar um futuro de esperança para as suas vidas.
antónio colaço

(In página da afpdm.epm montijo)

 



publicado por animo às 09:55
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Sábado, 9 de Abril de 2016
NOITE DE FADO NA EPM segunda parte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NOITE DE FADO NA EPM

UM BOCADINHO DE MÚSICA
PARA TORNAR A EUROPA MAIS UNIDA

...

O professor João Martins, na curta saudação que dirigiu a todos os alunos e professores romenos do Programa Erasmus+, bem como a outros convidados, reunidos numa lotadíssima Cantina da EPM, agradeceu a todos os que tornaram possível esta memorável noite, dizendo, "obrigado pelo bocadinho que aqui vamos passar"!
E foi, de facto, um "bocadinho" bem grande o convívio que ontem à noite pudemos todos viver.
Ou de como a música, quer pelos majestrais ritmos ribatejanos executados, quer pelo trinar das guitarras e violas que acompanharam primorosas fadistas puderam estar ao serviço de uma Europa refugiada, sim, mas na partilha dos valores do salutar convívio intercultural.

Aqui fica a SEGUNDA E ÚLTIMA PARTE de uma noite com muito para recordar.
antónio colaço

(In página da Afpdm EPM)

 

 



publicado por animo às 21:01
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WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

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LAICIDADE E LAICISMO

Pe Anselmo Borges
im DN

1 O Papa Francisco, na visita ao Brasil, deixou uma mensagem fundamental sobre a laicidade: "A convivência pacífica entre as diferentes religiões vê-se beneficiada pela laicidade do Estado, que, sem assumir como própria nenhuma posição confessional, respeita e valoriza a presença do factor religioso na sociedade."

A laicidade do Estado, isto é, a sua neutralidade confessional, é essencial para garantir a liberdade religiosa de todos: ter esta ou aquela religião, não ter nenhuma, mudar de religião. Aliás, a laicidade é exigida pela própria religião. Porque confundir religião e política significa ofender a transcendência de Deus, e também porque só homens e mulheres livres podem professar de modo verdadeiramente humano uma religião.

Mas, para compreender o alcance da afirmação de Francisco, impõe-se a necessária distinção entre laicidade e laicismo. Uma distinção que, refere o teólogo José María Castillo, é reconhecida pelo Dicionário de Língua Espanhola da Real Academia Espanhola na sua última edição. O laicismo rejeita toda a influência ou presença religiosa nos indivíduos e nas instituições, públicas ou privadas. A laicidade admite esta influência, mas, atendendo a que há várias confissões religiosas, impede que o Estado aceite como própria uma só confissão e respeita-as a todas por igual. Se aceitasse alguma como própria e oficial, acabaria com a igualdade de todos os cidadãos.

Mas não haverá hoje cada vez mais uma deriva para confundir laicidade e laicismo?

2 Na sua célebre "Carta aberta ao mundo muçulmano", que aqui citei no passado sábado, o prestigiado filósofo muçulmano Abdennour Bidar critica veementemente o seu "querido mundo muçulmano", porque, em vez de aceitar as suas responsabilidades, acusa o Ocidente. Ora, o mundo muçulmano tem de reconhecer o seu mal. Assim, escreve: "A recusa do direito à liberdade face à religião é uma das raízes do mal de que sofres, meu querido mundo muçulmano, um dos ventres obscuros onde crescem os monstros que atiras há alguns anos à cara aterrorizada do mundo inteiro. Porque esta religião de ferro impõe a todas as tuas sociedades uma violência insustentável (...) Ainda associas a religião e a violência - contra as mulheres, os "maus crentes", contra as minorias cristãs ou outras, contra os pensadores e os espíritos livres, contra os rebeldes -, de tal modo que esta religião e esta violência acabam por confundir-se, no caso dos mais desequilibrados e frágeis dos teus filhos, na monstruosidade da jihad. É necessário que comeces por reformar toda a educação que dás aos teus filhos, que reformes cada uma das tuas escolas, cada um dos teus lugares de saber e de poder. Que os reformes para dirigi-los segundo princípios universais (mesmo se não és o único a transgredi-los ou a persistir na sua ignorância): a liberdade de consciência, a democracia, a tolerância e o direito de cidadania para toda a diversidade das visões do mundo e das crenças, a igualdade dos sexos e a emancipação das mulheres de toda a tutela masculina, a reflexão e a cultura crítica da religião nas universidades, na literatura, nos media. Já não podes recuar, já não podes fazer menos do que isto. Já não podes fazer menos do que a tua revolução espiritual mais completa."

Bidar exige, pois, a laicidade plena. Mas isso não significa laicismo. Os intelectuais ocidentais, escreve, "vivem em sociedades tão secularizadas que não se lembram, de modo nenhum, de que a religião pode ser o coração do reactor de uma civilização humana. E que o futuro da humanidade passará amanhã não só pela resolução da crise financeira e económica, mas de modo bem mais essencial pela resolução da crise espiritual sem precedentes que atravessa a humanidade inteira. Saberemos juntar-nos todos, à escala planetária, para enfrentar este desafio fundamental? A natureza espiritual do homem tem horror ao vácuo e, se não encontrar nada de novo para preenchê-lo, fá-lo-á amanhã com religiões cada vez mais inadaptadas ao tempo presente que, como o islão actualmente, se porão a produzir monstros".

3 Há algo que diz mais respeito à espiritualidade do que à economia, reconhece o filósofo, "ateu fiel", André Comte-Sponville. "O Ocidente cristão já não é o cimento das nossas sociedades. A moral fica fragilizada com isso. A esperança, ainda mais. A morte, para uma proporção crescente dos nossos concidadãos, já não é um passamento, pois encontra o nada. A vida terrestre torna-se mais preciosa (uma vez que se crê cada vez menos numa outra vida), mas também cada vez mais desarmada, desorientada, angustiante. Aí estamos nós, perdidos no universo imenso e insignificante. A ameaça do niilismo é uma triste evidência. Mais uma razão para combatê-lo."

4 Não é com um laicismo despudorado, que chega a escandalizar-se pelo facto de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, católico praticante, ter beijado o anel do Papa Francisco, que se vai superar a nossa desconfiança niilista.

 



publicado por animo às 20:53
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2016
UM BOCADINHO DE MÚSICA PARA TORNAR A EUROPA MAIS UNIDA

UM BOCADINHO DE MÚSICA
PARA TORNAR A EUROPA MAIS UNIDA

O professor João Martins, na curta saudação que dirigiu a todos os alunos e professores romenos do Programa Erasmus+, bem como a outros convidados, reunidos numa lotadíssima Cantina da EPM, agradeceu a todos os que tornaram possível esta memorável noite, dizendo, "obrigado pelo bocadinho que aqui vamos passar"!
E foi, de facto, um "bocadinho" bem grande o convívio que ontem à noite pudemos todos viver....
Ou de como a música, quer pelos majestrais ritmos ribatejanos executados, quer pelo trinar das guitarras e violas que acompanharam primorosas fadistas puderam estar ao serviço de uma Europa refugiada, sim, mas na partilha dos valores do salutar convívio intercultural.

Aqui fica a PRIMEIRA PARTE de uma noite ainda com muito para contar.
antónio colaço

(In página Facebook da EPMontijo)
NR
Permitam-me chamar a atenção para a ALTÍSSIMA QUALIDADE dos acordeonistas da família Sérgio Pastor e, Vitor Pastor, pai e filho!!!(só falta mesmo a inspiração, mas creio que a têm, do Espírito Santo).
Cinco estrelas!Obrigado, Sergio e Vitor!

 



publicado por animo às 12:30
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MATINAS

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MATINAS
E foi o quarto dia.
Contemplando a sabedoria,o engenho e a arte dos disciplinados passarinhos só posso concluir que lá do cima das ávores, enquanto chocam a Paciência me sussuram ...."continua, olha para nós aqui, nem penses desistir!"

Foto.Montijo,imediações das piscinas municipais



publicado por animo às 12:26
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Domingo, 3 de Abril de 2016
O REGRESSO A BELÉM

O REGRESSO A BELÉM....

MEMÓRIAS DA MEMÓRIA

O meu amigo Manel Pires Antunes desafiou-me para ir animar a Eucaristia das 12h na nova e polémica Igreja de S.Francisco Xavier, cuja inauguração, aliás, contou com a minha modesta animação no órgão e o coro que, sob a condução do Manel conseguimos formar!...
É sempre um prazer regressar ao Restelo.
Ao passar pelo Aqueduto das Águas Livres lembrei-me do trabalho que por estes dias ficou pronto para a Exposição LISBOAS, de 12 de Abril de 2012.


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Ao passar pelo Aqueduto das Águas Livres lembrei-me do trabalho que por estes dias ficou pronto para a Exposição LISBOAS, de 12 de Abril de 2012.



publicado por animo às 23:53
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WEBANGELHO SEGUNDO FREI BENTO DOMINGUES

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Caminhos cristãos para a ressurreição da Europa?

Em 2012, a União Europeia foi laureada com o Nobel da Paz. Donde virá, então, o mal-estar actual?

1. Alguns amigos insistiram comigo para não voltar à pergunta: “Será possível ressuscitar a Europa?”. Este continente, dentro e fora de portas, antes, durante e depois do regime de Cristandade, viveu quase sempre em guerra e assim continuará. Um interregno de 60 anos de paz foi mais fruto do cansaço do que da virtude. A política, como Aristóteles viu, é o reino do instável para o qual não existe ciência certa, apenas palpites e raciocínios mais ou menos prováveis.

O que eu deveria questionar, segundo dizem, era o estado lamentável em que se encontra a liturgia da Igreja, nomeadamente a da Semana Santa. Não enche as igrejas nem as almas. A pergunta que os padres não deveriam evitar seria esta: porque será que os feriados de cariz religioso e os próprios domingos servem sobretudo para umas miniférias dos laicos e dos católicos não praticantes, cada vez mais numerosos?

Um dia abordarei o que há de interessante e falacioso nesta pergunta. Se os feriados religiosos servem para um merecido “descanso”, já não é mau. A mítica e bela narrativa da Criação coroa de humor um Iavé feliz e fatigado: Deus concluiu no sétimo dia a sua obra e descansou (Gn 1-2).

Esta justificação, ao mais alto nível teológico, do descanso semanal é uma das expressões mais sublimes desta versão cósmica e humanista da sabedoria divina. Quando o dia da liberdade se perverteu com ritualismos opressivos, um judeu, Jesus da Nazaré, foi radical na denúncia das instituições religiosas ou outras: o sábado foi feito para o ser humano e não o ser humano para o sábado (Mc 2,27).

 O dia do culto que não seja o da celebração da alegria e da liberdade é um insulto a Deus. O homo faber, a tempo inteiro, é um escravo ou um idiota. Não é um criador.

2. Por outro lado, no coração da liturgia cristã lateja a memória da luta de Cristo contra todas as formas de fatalismo: sempre assim foi, sempre assim será!

O programa que Jesus apresentou publicamente era um manifesto libertário. Para o tornar possível desmascarou as tentações diabólicas da dominação económica, política e religiosa. Nunca quis o sacrifício, a opressão, o sofrimento, a cruz, a morte. Tudo isto lhe foi imposto, porque preferiu ser preso, torturado, crucificado, a trair o seu projeto de fraternidade ilimitada. Preferiu ser morto a trair o sentido último da sua vida.

Por tudo isto, a Cruz de Jesus, resultado imediato de um crime jurídico de natureza política, tornou-se o símbolo da generosidade e da extrema fidelidade. Nada tem a ver com a sacralização do sofrimento, como muitas vezes ainda ressoa na liturgia e na espiritualidade. Os sacrifícios exigidos pela fidelidade ao amor são a glória da vida humana. O amor do sofrimento é uma doença grave!

Passando em revista todas as narrativas e interpretações do processo de Jesus, retenho o retrato dos Actos dos Apóstolos: coligaram-se, nesta cidade, contra o teu servo Jesus que ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com as nações pagãs e os povos de Israel (Act 4, 17-18).

O extraordinário movimento litúrgico do séc. XX e que preparou a reforma da Semana Santa nos anos 50, consagrada no Vaticano II, teve muitas oscilações na sua orientação. Tanto o modelo monacal como o pastoral tiveram sempre dificuldade em perceber que não é Deus que precisa do culto litúrgico. É o ser humano que o exige para ser cristão na transformação da vida em todas as suas dimensões: imanente e transcendente, interior e exterior, pessoal e social.

A Eucaristia celebra a memória do itinerário de Jesus Cristo para não nos perdermos do essencial nos labirintos do quotidiano. Na parábola do bom samaritano, o sacerdote e o levita para não falharem o encontro com Deus no culto do Tempo, falharam o encontro com o próximo, o ser humano espancado e atirado para a valeta. O próximo é a nova categoria social dos sem categoria: o estrangeiro, o excluído de quem nos aproximamos. O amor incondicional – a caridade – é o sentido escondido do social, passa pelas instituições, mas nunca se reduz ao que elas podem abranger. Nas sociedades acontece o inesperado, a alteridade irredutível, do qual também somos responsáveis, onde devemos reconhecer o humano, o irmão sem qualquer outra etiqueta, gente da família!

3. Há 60 anos, alguns políticos, sobretudo democratas cristãos e sociais-democratas, lançaram a União Europeia com o objectivo de promover a paz, os seus valores e o bem-estar dos seus povos. Em 2012, a União Europeia foi laureada com o Nobel da Paz. Donde virá, então, o mal-estar actual? O mundo mudou. Entretanto quer a Democracia Cristã, quer a Social-Democracia perderam a alma ao abandonarem a economia social e a política do bem comum. Renderam-se à economia que mata seguindo os caminhos que aprofundam as desigualdades entre super-ricos e o mundo imenso dos pobres.

Não adianta lamentar a diminuição da prática religiosa dos cristãos. O que importa perguntar: qual é a dimensão interior e política dessa prática em favor da transfiguração da Europa aberta à transformação do mundo?

 


publicado por animo às 23:46
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Sábado, 2 de Abril de 2016
WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

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Pe Anselmo Borges

In DN 2Abril

Sobre o radicalismo islâmico

1. Face aos ataques terroristas que se têm multiplicado, a condenação tem de ser inequívoca. O próprio Papa Francisco não tem poupado nas palavras: "Violência cega dos atentados", "estes cruéis actos abomináveis, que só causam morte, terror e horror", "a violência e o ódio homicida só conduzem à dor e à destruição", "atentado execrável", "crime vil e insensato"...

Depois de tudo quanto foi dito e escrito, não sei o que poderia acrescentar, mas há uma questão que não pode ser evitada: se há relação ou não entre o islão e a violência. Como disse Michael Walzer, consciência crítica da esquerda americana, à revista Philosophie Magazine (Fev. 2016), "são muitos os intelectuais de esquerda que, preocupados com evitar toda a acusação de islamofobia, não ousam qualquer crítica ao islamismo radical. Preferem insistir no facto de que a causa do fanatismo religioso não é tanto a religião como a opressão do imperialismo ocidental e a pobreza que criou. Não é completamente falso. O Daesh não teria nascido no Iraque sem a invasão americana em 2003. No entanto, o Califado não é produto dos Estados Unidos, mas fruto de um retorno do religioso, hostil aos valores ocidentais."

Os ocidentais causaram muitas tragédias, mas não são os responsáveis por todos os males do mundo. E, como dizia D. António Ferreira Gomes, o famoso bispo do Porto, não é bom bater a culpa própria no peito dos outros.

Deixo aí partes de uma célebre "Carta aberta ao mundo muçulmano", de Setembro de 2014. É seu autor Abdennour Bidar, filósofo muçulmano prestigiado, especialista do islão. "Querido mundo muçulmano, sou um dos teus filhos afastados que te olha de fora e de longe. O que é que eu vejo melhor do que outros, precisamente porque te vejo de longe e com os meus olhos severos de filósofo? Vejo-te a dar à luz um monstro que pretende denominar-se Estado Islâmico e a que alguns preferem dar um nome de demónio: Daesh. Mas o pior é que te vejo a perder-te - perder o teu tempo e a tua honra - na recusa de reconhecer que este monstro nasceu de ti, das tuas errâncias, das tuas contradições, do teu esquartejamento interminável entre passado e presente, da tua incapacidade demasiado prolongada para encontrar o teu lugar na civilização humana. (...) As raízes deste mal estão em ti mesmo, o monstro saiu do teu ventre, o cancro está no teu próprio corpo. E do teu ventre doente sairão outros novos monstros, piores ainda do que este, enquanto recusares encarar de frente esta verdade e atacar, por fim, esta raiz do mal. (...) A culpa de tudo isto estaria no Ocidente? Quanto tempo precioso vais perder ainda com esta acusação estúpida, na qual tu próprio já não acreditas? Desde o século XVIII em particular, foste incapaz de responder ao desafio do Ocidente. Refugiaste-te de modo infantil e mortífero no passado, com a regressão intolerante e obscurantista do wahhabismo."

2. Neste processo, é essencial o diálogo inter-religioso, como tantas vezes aqui tenho sublinhado. Sem paz entre as religiões não haverá paz no mundo. Mas esse diálogo tem de assentar na verdade e, consequentemente, exige capacidade crítica. Duas condições essenciais se impõem. Uma tem que ver com a necessidade da leitura histórico-crítica dos textos sagrados, portanto, no caso vertente, do Alcorão, o que impede uma leitura literal (sabe-se hoje que o texto actual é de 800 d.C.). A outra refere-se à laicidade do Estado, que implica, evidentemente sem cair no laicismo, a separação da Igreja e do Estado, da religião e da política. Só um Estado não confessional pode garantir a liberdade religiosa de todos.

A Igreja Católica teve muita dificuldade em aplicar estes pressupostos, que aceitou plenamente apenas no Concílio Vaticano II. Mas já havia indicações e exigências no Novo Testamento e no fundador. Assim, nunca os teólogos católicos referiram a Bíblia como ditada por Deus, mas como Palavra de Deus em palavras humanas, o que implica a exigência de interpretação. Jesus disse: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus." E, chegado a Jerusalém, foi morto, manifestando-se contra toda a violência, dizendo a Pedro: "Mete a espada na bainha, pois quem com ferros mata com ferros morre." Durante 250 anos, o cristianismo foi uma religião pacífica e perseguida. Assim, quando os cristãos olham para os horrores cometidos ao longo da História têm de reconhecê-los e pedir perdão, pois atraiçoaram o fundador.

O que para a Igreja Católica foi difícil vai sê-lo ainda mais para o islão. De facto, na tradição muçulmana o Alcorão é tido como a Palavra incriada de Deus, ditado por Deus e, por isso, muitos lêem-no literalmente, com todos os riscos de continuação da humilhação da mulher e da barbárie, pois nem todas as suas suras (capítulos), como sabe quem o leu, são pacifistas. E o fundador, Maomé, foi ao mesmo tempo um profeta, um chefe de Estado e um general com exército, que combateu em várias batalhas.



publicado por animo às 21:51
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2016
MÁRIO VIEGAS vinte anos depois.O MÁRIO NUNCA MORREU! PIM!

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1abril 1996-1abril2016 . vinte anos
O MÁRIO NUNCA MORREU!

Vinte anos depois, meu querido Mário, é como se nada tivesse mudado.
É como se andasse pelos montes, serranias e lezírias do meu alentejo/ribatejo/beira baixa na minha pequena sachs 3 velocidades tentando imitar-te, nessa só tua capacidade de dizeres as "palavras ditas", tendo-os como únicos espectadores dessa minha desvairada obsessão.
Vinte anos depois, meu querido Mário, é como se nada tivesse mudado e
continuasse a perpetuar o teu nome e a tua obra levando-te a todas as minhas exposições mas, sobretudo, nunca perdendo o amor pelas palavras que tu, sem o saberes, em mim aprofundaste.
Vinte anos depois, meu querido Mário, continuo à espera que venhas para tomar conta, como "chefe de gabinete" da Presidência da República das Palavras que teremos de inventar.
Vinte anos depois, meu querido Mário, desculpa-me o ter-te convocado para aquela saudosa emissão pirata de TV na gloriosa data do 25 de Abril de 1995 ( quase um ano antes de nos deixares, pá!!!) e os incómodos que te causaram os nossos queridos agentes do então DIAP (tu até gostaste, diz-me lá!!!).
(EM EDIÇÃO)

Foto.Serigrafia a partir de fotografia desse meu querido amigo, Ilídio Teixeira.Edição patrocinada pelo inesquecível Sec Estado da Cultura Rui Vieira Nery.Jorge Bastos, o serígrafo.

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Acho que havias de gostar de conhecer o Pe Anselmo Borges ( e o Frei Bento Domingues dois dos mais sábios de entre nós e que muito nos têm ajudado a perceber o que será que nos espera ) e, no caso deste, gostarias de ler o poema que nos deixou o seu irmão Marinho Borges.
Fica aqui para te entreteres :

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Pe Anselmo Borges
In DN 26 de Março

 ESPERANÇA ENLUTADA

À memória do meu irmão
Marinho Borges

1 Quando se pensa em Deus e na morte (a dupla face do absoluto), é no abismo da perplexidade que se cai. Pascal disse-o de modo inexcedível: "Incompreensível que Deus exista, e incompreensível que não exista; que a alma seja com o corpo, que não tenhamos alma; que o mundo seja criado, que o não seja, etc." Ninguém pode dizer que sabe que Deus existe ou que não existe. Deus não é "objecto" de saber, mas de fé. Há quem acredita e há quem não acredita e uns e outros crêem, com razões.
De qualquer modo, Deus continuará sempre presente enquanto questão in--finita. Como escreveu recentemente A. Comte-Sponville, um dos filósofos actuais mais influentes, que se define como "ateu fiel": "As religiões são tão antigas como a humanidade civilizada. Há todos os motivos para pensar que durarão tanto quanto ela. O universo é um mistério, que permanecerá para sempre inexplicável. A vida, uma prova, que continuará sempre frágil. A consciência, um sofrimento, para sempre inconsolável. Porque há algo e não nada? Não sabemos. Nunca saberemos. Porque é que existimos? O que é que nos espera depois da morte? Também não sabemos. Isso deixa espaço aberto para as religiões, portanto, também para o ateísmo, que é mais recente, uma vez que pressupõe a ideia de Deus e depois a sua crítica, e igualmente sem provas. A questão de Deus, filosoficamente, permanece aberta: só podemos responder em termos de crença ou não crença, uma e outra subjectivas, sem que algum saber possa alguma vez fechar o debate. Lição de tolerância, para cada um, e de humildade, para todos."

2 Quando se fala de Deus, que queremos dizer? Mais uma vez, com A. Comte-Sponville: "Entendo por "Deus" um ser eterno, espiritual e transcendente, que teria consciente e voluntariamente criado o universo. Supõe-se que é perfeito e plenamente feliz, omnisciente e omnipotente. É o Ser supremo, criador e incriado (é causa de si), infinitamente bom e justo, de quem tudo depende e que não depende de nada. É o Absoluto em acto e em pessoa". O Mistério último, Origem e Fundamento de tudo, Criador e Salvador.
Perante o horror do mundo e todos os mortos e todas as vítimas, percebemos o ateísmo. Como é possível tanto mal? Mas quem recusa Deus assalta-o outra pergunta: se Deus não existe, donde vem o bem e a nossa revolta, desde a raiz, contra o mal e a morte, clamando por justiça e salvação para as vítimas inocentes? Porque, sem Deus, afundamo-nos no nada e anula-se, em última análise, a própria diferença entre bem e mal. Por isso, para J. Habermas, o maior filósofo vivo, agnóstico, o que mais nos inquieta é "a irreversibilidade dos sofrimentos do passado - a injustiça contra as pessoas inocentes, vítimas de maus--tratos, aviltamento e assassinato - sem que o poder humano possa repará-los", acrescentando: "A esperança perdida da ressurreição" sente-se como "um grande vazio".

3 Em Domingo de Páscoa, lembro E. P. Sanders, da Universidade de Oxford, que, na sua obra A Figura Histórica de Jesus, quis dar uma visão convincente do conjunto da vida do Jesus real, portanto, apenas a partir da história, independentemente da fé. Conclui que é possível saber que o centro da mensagem de Jesus foi o Reino de Deus, que entrou em conflito com o Templo, que compareceu perante Pilatos e que foi executado. Mas também sabemos que, "depois da sua morte, os seus seguidores fizeram a experiência do que descreveram como a "ressurreição"": aquele que tinha morrido realmente apareceu como "pessoa viva, mas transformada". "Acreditaram nisso, viveram-no e morreram por isso". Assim, criaram um movimento, que cresceu e se estendeu pelo mundo e mudou a história. Grande parte da humanidade foi atingida por esse movimento e pela esperança que transporta de Vida eterna.

4 Peço desculpa por me permitir publicar aqui o "poema final", escrito por Marinho Borges, pouco antes de morrer a 4 deste mês, para ser publicado após a sua partida. Foi encontrado por um dos filhos no seu Diário:
"Partirei de manhã bem cedo/Subirei cá do fundo até S. Cristóvão/Para rever o milagre do nascer do Sol/Surgindo da Serra das Meadas/E assistir à explosão de Vida neste nosso vale de Paus/ Partirei de manhã bem cedo/E subirei, subirei/Até ganhar folga para esvoaçar com as aves/Não toquem a rebate/Não chamem a GNR/Não avisem as autoridades/Porque não desapareci/Não toquem a finados/Porque não morri/Apenas subi e parti/Ninguém me encontrará morto/Subi e parti rumo à Eternidade./Sempre vivo./O nosso amor continua./Sois a minha vida./Continuareis a sê-la na minha outra vida./Subi, subi, subi e parti ao raiar da madrugada/Ao encontro de Deus proclamado e experienciado por Jesus Cristo/E testemunhado pela nobreza e honra dos meus pais e tios/E pelos percursos de vida exemplares de milhões de pessoas/ao longo dos séculos./Não toquem nunca a finados./Porque não morri./Apenas parti..."

 



publicado por animo às 16:23
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